<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667</id><updated>2011-08-12T21:35:32.973-04:00</updated><title type='text'>::: Tirando Pó :::</title><subtitle type='html'>Pensamentos guardadas em textos engavetados. Sentimentos usados, sensações semi-novas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-117018533393723492</id><published>2007-01-30T14:21:00.001-05:00</published><updated>2007-01-30T14:31:25.126-05:00</updated><title type='text'>Naquele Lugar</title><content type='html'>&lt;em&gt;“Há um vilarejo ali, onde areja um vento bom&lt;br /&gt;Na varanda, quem descansa, vê o horizonte deitar no chão”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Marisa Monte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/pintura-1.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt; Lá não amanhecia simplesmente. O sol despertava já disposto, sorrindo a quem mostrava os dentes na janela. O céu no amanhecer era de um laranja bonito que tornava-se completamente azul ao longo do dia, quase não havia nuvens, o que o transformava em um palco onde a passarada dava o seu espetáculo diário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ruas eram limpas, estreitas, feitas de paralelepípedo. Ali ninguém ousava jogar lixo no chão e a cidade exalava um cheiro bom de flores, de mato. Mas no verão ela cheirava a frutas, um cheiro de praia, um cheiro de férias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá nunca era muito quente, nem muito frio. Chovia na hora e na medida certas e ao anoitecer a lua mostrava seu sorriso cúmplice para os amantes. Em noites de lua cheia, nenhuma luz se via na cidade, era a lua que a iluminava por completo, deixando um rastro nos rios que hipnotizava os peixes, os pescadores e todo o lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali todos davam bom dia, boa tarde, boa noite e ao pôr-do-sol o cantar dos passarinhos eram quase como uma melodia que se despedia do dia para abraçar a noite calma e serena. A vizinhança toda se conhecia. Ninguém era mais rico ou mais pobre. Não faltavam frutas, peixe, leite, comida. As árvores eram abastadas, os campos eram verdes, os animais eram fortes e as pessoas saudáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças não trabalhavam e todas estudavam. As moças colhiam flores que enfeitavam seus cabelos e vestidos. Os idosos eram respeitados e sábios, proferiam palavras que o lugar inteiro ouvia, seguia e apreciava. Ali todo dia se aprendia algo e se ensinava a ser ainda melhor. É que todo dia era melhor que o anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As famílias eram unidas e as pessoas também. Se algum estranho aparecia, logo o deixava de ser, era acolhido e aceito, e por ser lhe dada tamanha confiança e respeito, nenhum deles tinha coragem de fazer mal qualquer para aquele que lá moravam e logo aprendia a ser um pouco mais humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um lugar de gente um pouco mais humana. Um pouco mais alegre, um pouco mais esperançosa, um pouco mais educada. E um pouco menos rancorosa, um pouco menos vingativa, um pouco menos egoísta e assim, um pouco menos doente. Lá não havia guerra e não, não era preciso brigar, gritar, disputar. E ao contrário do que possa parecer, não era entediante morar lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cada moça de flor no cabelo havia um par. Para cada chapéu a sua saia, para cada pé o seu sapato. A todos era dada a chance de um verdadeiro e duradouro amor e todos a recebiam de braços abertos, deixando brotar o fruto mais verdadeiro deste sentimento. E os filhos cresciam em harmonia com a natureza, com a força humana da bondade e multiplicavam-se ainda mais em amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali se chorava sim e porque sempre existem dias em que ficamos tristes, até porque a felicidade só é felicidade se houver a tristeza, senão nem saberíamos o que é ser alegre. Mas o choro cessava rápido e sempre havia um ombro pronto para o consolo, parece que lá Deus estava mais perto de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verde era verde, o azul era o mais anil, não havia fumaça, não havia cinza, só havia cores e o arco-íris sempre estava sorrindo no céu. Ali se chamava amor, ali se chamava paz, esperança. Ali se chamava sonho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-117018533393723492?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/117018533393723492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=117018533393723492&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/117018533393723492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/117018533393723492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2007/01/naquele-lugar_30.html' title='Naquele Lugar'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-117018471276430602</id><published>2007-01-22T14:00:00.000-05:00</published><updated>2007-01-30T14:18:32.776-05:00</updated><title type='text'>Alucinógeno</title><content type='html'>&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/cores___.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt; Eu nunca tomei um ácido. Mas imagino que a sensação deva ser essa: uma suadeira nas mãos, felicidade e excitação, talvez até acelere o coração, cores mágicas, provocantes, provavelmente causando alucinação, ilusão, qualquer paranóia delirante. E foi exatamente assim que eu me senti depois dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro seu nome ao certo, mas sei que tinha os olhos mais brilhantes e castanhos que já vi na vida. Eles tinham vida. Foi coisa rápida o olhar que eles me lançaram e mal recordo as palavras que trocamos. Mas lembro do cheiro que senti quando o seu rosto aproximou-se do meu para falar ao pé do ouvido. Até ali eu mal sabia o risco que corria. Mas eu queria, sempre quis saber no que ia dar. Queria prová-lo, mas por medo, deixei-o escapar. E ele sumiu, derreteu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a vida tem dessas coisas - brinca com a gente num jogo de gato e rato –, ele um dia então reapareceu, e para minha surpresa não havia esquecido, assim como eu, da fatídica noite em que nos conhecemos. O olhar continuava o mesmo, senão um pouco mais bonito do que eu lembrava, a sobrancelha ajudava a marcá-lo ainda mais. Eu não lembrava como era a sua voz, mas quando a ouvi novamente, soou como uma melodia gostosa, sedutora, encaixava-se perfeitamente aos meus ouvidos. Conversávamos muito. E era bom ouvi-lo, não só pela voz, pelo cheiro da boca, mas pela falta de pudor de nossas conversas. O pudor é uma droga - que não causa nenhum barato. De repente estávamos ali confessando coisas que eu nem diria inconfessáveis, mas no mínimo, íntimas demais para o pouco tempo de relação. Mas me vi despida de uma tal forma que, quando vi, ele já estava ali, mais nu do que eu. Contou alguns segredos engraçados, obscuros, coisas que até poderiam me chocar, mas ditas por ele, me pareciam tão comuns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era ácido, como eu. Quando o beijei pela primeira vez, senti tudo ao meu redor ruir. Tive a ilusão de que o tempo parara. Eu tive visões. Não era o beijo, o melhor beijo do mundo, ou a pegada, não, mas é que ali era o melhor momento do mundo. Aquela era a grande droga que eu havia finalmente experimentado. Com ele era como se por vezes eu olhasse no espelho e reconhecesse a mim mesmo. O senso de humor, alguns gostos, a forma de pensar, o jeito que apreciávamos a vida e como lidávamos com ela. Éramos dois hedonistas vivendo o prazer do momento na sua forma mais plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez suas confissões fossem equivocadas e as juras da boca pra fora, uma súbita vontade de que o efeito daquela droga não acabasse, mas era tão bom acreditar naquilo... Talvez eu também estivesse sob o efeito entorpecente dele e acreditasse que ainda poderíamos ter mais alguns dias em claro, que merecíamos mais uma dose, mas uma injeção, mais um tapa, mais um teco, mais, mais, mais até que enjoássemos de vez. Nada que me fizesse resistir ao vício iminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o dia clareou enfim, e o relógio riu de mim. E aqueles segundos, na verdade, se converteram em horas e eu precisava acordar. Ainda sentia o arrepio da sua língua em meu pescoço, o cheiro bom da boca, suas mãos em mim, e mal havia tido tempo de perguntar o seu nome. E lá no fundo, quase inaudível, era possível ouvir a música que tocava: “Foi assim como um resto de sol no mar, como a brisa da preamar, nós chegamos ao fim”...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-117018471276430602?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/117018471276430602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=117018471276430602&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/117018471276430602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/117018471276430602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2007/01/alucingeno.html' title='Alucinógeno'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116898018259089961</id><published>2007-01-16T15:42:00.000-05:00</published><updated>2007-01-16T15:43:02.593-05:00</updated><title type='text'>Asas de Borboleta</title><content type='html'>Pisei numa borboleta. É, pisei, não vi como. Na copa da agência onde trabalho. Aproximei-me da pia para pegar uma xícara, que iria servir de cinzeiro para o meu costumeiro cigarro de fim de expediente, e quando me afastei vi. Ela estava no chão, as asinhas ainda se debatiam um pouco. E não sei porque fiquei olhando pra ela durante alguns segundos e comecei a pensar. Tenho medo de borboletas, apesar de achá-las lindas. Certa vez, me descrevi como uma borboleta, eu era uma larva, sai do casulo, ganhei asas, sai voando. Elas têm liberdade, cor e numa certa fase de descobrem, se transformam e alçam o seu vôo poético. E assim, olhando aquela borboleta fiquei a pensar quantas vezes pisamos em nossas próprias asas. E assim esse texto me veio imediatamente a cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei o cigarro rápido e sentei na frente do computador para escrever. O fim do ano é agora e quase todo mundo quer ler algo bom sobre as expectativas de uma suposta nova vida que vem pela frente junto com o ano que vem por aí. E eu não tinha absolutamente nada para escrever aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei a escrever foi por puro prazer – e ainda o é. Mas naquela época eu escrevia quando sentia vontade, quando algo me inspirava. Foi escrevendo no meu fotolog que uma pessoa chamada Tiago Paolelli começou a deixar recados elogiando os pequenos textos. Ele tinha um site literário, onde vários escritores amadores se reuniam para publicar suas crônicas, e tive a felicidade de ser convidada por ele para escrever lá. Felicidade mais ainda foi depois ter virada amiga íntima, pessoal e confidente desta figura humana maravilhosa. E foi por ele, pelo potencial que ele enxergou que vim parar aqui. Passei por outros portais até que minha antiga professora, do curso de jornalismo, me fez o convite de escrever para o portal ORM. De repente, me vi na responsabilidade de escrever semanalmente. E isso é tarefa difícil. É muito diferente escrever quando a inspiração bate e ter o compromisso de escrever sempre, porque a minha preocupação é nunca deixar que os textos percam a sua qualidade. Vocês não podem imaginar o meu desespero quando vejo o dia da entrega se aproximando e eu, simplesmente, não pensei em nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso, já que estamos mesmo agora tão íntimos, e o fim do ano é uma boa data para confissões, que na maioria das vezes não fico satisfeita com meus textos. Talvez isso seja uma coisa comum entre os escritores. Sempre achar que não estar bom. E então entro aqui e vejo tantos recados de pessoas que eu nunca vi na vida e que me tratam com a intimidade de uma amiga. Vejo que elas se identificam com os textos, vejo que muitas saem tocadas, outras dão risada, mas de qualquer forma, gastam um pouco do seu tempo para ler e ainda deixar um comentário. E aí vejo que o tal texto que nunca achei tão bom, serviu sim para acrescentar alguma coisa, nem que seja, um momento de diversão e relax.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois então, eu pisei na minha asa. E hoje, vendo a borboleta aconteceu o inesperado: escrevi dois textos (e este é um deles) em menos de uma semana. Há muito tempo não me sentia tão inspirada a ponto de escrever dois textos num espaço curto de tempo. Até porque trabalho o dia inteiro e o tempo é uma coisa que eu não sei muito dividir. Então eu vi que aquela borboleta no chão já não podia mais voar, mas eu ainda estava ali, com as minhas asas. E pensei no meu ano, na minha vida, em como 2006 começou e como ele tomou um rumo completamente diferente no final. Faz quase um ano que escrevo aqui. Terminei e recomecei uma história de amor. Ganhei tranças, tirei tranças. Fiz amigos novos. Assisti ao show do U2 e dos Rolling Stones em pleno Rio de Janeiro. Conheci Carolina e tomei banho de cachoeira com meu namorado. Vi um arco-íris. Bati o carro. Comecei uma terapia. Larguei logo depois. Li alguns livros, assisti a muitos filmes bons. Arranquei dentes. Ganhei presentes maravilhosos. Reinventei a amizade com a minha mãe. Tive brigas horríveis com pessoas que amo, sofri decepções e cheguei até a pensar que meu ano não valeu de nada. Mas quando parei para pensar me toquei do mais importante que aprendi: me entendi. Me aceitei, me descobri, me reconheci, me transformei como uma borboleta. E não importa se você não entende o que estou dizendo ou se me conhece não percebe as sutis mudanças. Importa o que sinto dentro de mim. Sinto as asas tomando forma, as cores que ganhei e sinto que cresci e me tornei de alguma forma uma mulher muito melhor, uma pessoa melhor. Dizer que não me arrependo de nada que fiz neste ano é uma grande mentira. Arrependo-me de muitas. Mas quem não se arrepende de algo que fez, ou diz que não se arrepende está certamente mentindo. Se você não se arrende de nada é porque simplesmente não aprendeu nada. E eu aprendi que a vida é muito simples, as pessoas também, é que nós simplesmente insistimos em pisar nas asas das borboletas, e mesmo a achando lindas, temos medo delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu peguei a borboleta no chão, coisa que não faria jamais, olhei-a bem de pertinho, ela já estava morta. Devolvi-a pro mesmo lugar. Mas sabe lá onde a alma dela deve estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Feliz Ano Novo a todos que entram aqui para dar uma espiada, aos que comentam, aos meus amigos de blog, fotolog, e a pessoas que fizeram do meu 2006 especialíssimo pelo menos em algum momento ou em todos: Minha mãe, dinda, Caio, Caila, Luccas, Riba, Vô, Babo e minha família toda, meus amigos do trabalho, especialmente Thiago e Armando, Aliyan, Zica, Andrezza, Ecy, Desirée, Silvia, Portugal, André, Pepa, Sérgio, Glauber, Koala, David, Palmitto, Diogo Lavareda, Paolelli (os dois), Eduardo Sela, Robinho, Léo, Médici, , Amandinha, Marcela, Arthurzão, Laércio (e toda turma do Bob Esponja), Lora, Moara, Doda, Rafael, Randy, Joanna, KK, Alexandre, Ricardo Proença, Rainero, Sandro, Paola, Zenaide, Fran, Mairão e se eu esqueci de você aqui, tenha certeza, que foi por problemas de “gagázice”.&lt;br /&gt;O ano ainda não acabou e quando ele acabar eu vou estar em Ipanema, em grande companhia! Até janeiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116898018259089961?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116898018259089961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116898018259089961&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116898018259089961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116898018259089961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2007/01/asas-de-borboleta.html' title='Asas de Borboleta'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116898008430300448</id><published>2006-12-24T15:40:00.000-05:00</published><updated>2007-01-16T15:41:24.306-05:00</updated><title type='text'>Amigo Invisível</title><content type='html'>E de repente começa aquele bafafá dentro da sua empresa: “quem vai participar do amigo invisível?”, aquela chata do setor de recursos humanos já entra gritando com o saco cheio de papeizinhos com os nomes na mão. Primeira pergunta retórica: quem vai participar. Você TEM que participar. Se disser que não quer é um antipático que não participa das coisas da empresa, não gosta de alguém e além do mais, todos os nomes, incluindo o seu, já estão ali no saco para serem tirados, mesmo que você não queira. Portanto, você pode estar endividado, liso, leso e louco ou até de férias, mas vai participar, meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí começam a ser tirados os nomes. E quando você pensa que está em paz porque entrou é aí que a coisa começa a piorar. “Ai, eu tirei o meu próprio nome!”, troca. “Ah, não, troca comigo, por favor, eu nem conheço essa pessoa”, troca. E é um tal de troca, troca, é todo mundo tentando adivinhar quem tirou quem e sempre tem aquele chato que diz que você o tirou e entra todos os dias de manhã na sua sala para fazer a mesma brincadeira: “e aí, já comprou meu presente?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a lista de sugestões? Tem de tudo, desde havaiana, regata, cd, livro, que são presentes razoáveis até perfumes importados e calça jeans da gang. Mas o pior é quando pedem “qualquer coisa”. Onde se compra isso? Como qualquer coisa? Pode ser um band-aid, um vaso, um xaxá? Mas calma, não se preocupe. Provavelmente você não vai ganhar nenhuma das coisas que pediu, porque o seu amigo invisível vai comprar o que lhe der na telha e jamais vai bater perna atrás do seu cd de jazz. Você vai ganhar um livro de auto-ajuda, uma blusa que ou não cabe em você ou uma agenda do Remo, porque ele (o seu amigo) nunca reparou que você é Paysandu. Quem sabe você não ganha um sabonete?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega finalmente o dia da festa. Metade do pessoal da empresa já sabe quem tirou quem, a outra metade está caindo de bêbado e mal sabe dizer o nome do seu amigo invisível. O chefe faz um discurso, todos aplaudem sem nem tê-lo ouvido, enquanto outros se debatem por alguns salgadinhos. A música ambiente que está rolando é “Amigos para sempre”, cantada por um anão que também toca teclado. O amigo invisível começa e pior: todos têm que cantar os nomes no microfone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nomes vão saindo um a um e a cada entrega é obrigatório a pose para a foto, claro. Aquele sorriso amarelo, aquele abraço sem graça e o embrulho todo amassado do Belém Importados na mão. Você continua sentado e nada de cantarem seu nome. Até então você está agradecendo estar sendo deixado para trás, quanto mais Deus adiar a sua ida ao microfone, melhor. Mas aí você começa a perceber que todo mundo vai saindo e você continua sobrando, é muita sorte, não pode ser. Até que não sobra mais ninguém e você descobre que o cara que lhe tirou é invisível mesmo: não apareceu na festa e você ficou sem presente. É, tava bom demais pra ser verdade. Além de anunciarem que você foi o “lara” do amigo invisível em alto e bom som no microfone, você acaba ficando com o presente que outro camarada comprou para o tal invisível. O famoso prêmio de consolação. Só que quem lhe tirou era mulher... E você volta pra casa com uma linda camisola ou um estojo de maquiagem. É, meu amigo, Feliz Natal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116898008430300448?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116898008430300448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116898008430300448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116898008430300448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116898008430300448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/12/amigo-invisvel.html' title='Amigo Invisível'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116897999326466408</id><published>2006-12-19T15:36:00.000-05:00</published><updated>2007-01-16T15:39:53.276-05:00</updated><title type='text'>Quero ser grande</title><content type='html'>Rodando sem rumo de carro por uma Belém mais entediada que nós, minha amiga levanta - em meio a tantas confissões mútuas de mil problemas – uma questão que de tão óbvia dói: era tão bom ser criança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era pequena meu maior sonho era simplesmente crescer. Tenho certeza que você também partilhava da mesma vontade inexplicável de virar adulto antes do tempo. Para mim e para você parecia muito mais vantajoso ser adulto, às vezes até muito fácil. Poderíamos fazer o que quiséssemos, ou pelo menos achávamos isso. Teríamos liberdade, ninguém mandaria em nós, teríamos dinheiro, poderíamos dirigir ou ficar acordados até mais tarde, namorar, usar salto alto, gravata. Quantas vezes brinquei com uma máquina de escrever velha... Eu era a jornalista, a secretária, a escritora e trabalhar na minha brincadeira parecia fácil. Ai, ai, como queríamos ser grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fazemos quase tudo o que queremos, mas temos o bendito senso para discernir o que realmente podemos. Temos a nossa liberdade sim e a nossa tão almejada vida adulta. E com ela temos problemas. Muitos problemas. Temos a responsabilidade das contas, das dívidas, dos compromissos inadiáveis, do trabalho que não é tão fácil como nas tardes ociosas de quando éramos moleques. Temos que crescer. Tomar conta de nossas vidas e às vezes de outras vidas cedo demais: filhos, pais, nossos escolhidos para nos levar ao altar. E aí chegamos ao dia em que no fundo, no fundo nosso maior sonho é simplesmente voltar a ser criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho de Estudos Sociais inadiável que valia 5 pontos não parece hoje o maior problema do mundo. Nem o fato do garoto mais bonito da escola, de quem você era a fim, estar dando bola para a novata. Ter que tomar banho no meio da brincadeira não causa mais tanto ódio. Ficar de castigo era até bom. Tão bom como só ter que estudar e nada mais e nem entender o que diabos é Imposto de Renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescer é tão difícil e não tem esse nome à toa. Amadurecer às vezes acontece à duras penas. E a gente começa a se deparar com problemas de verdade, de gente grande. E a lidar com pessoas que te apunhalam pelas costas e aprender a ter um bom faro para reconhecer os poucos que vão te proteger dessas facadas. Um bom faro também para determinar quais problemas são realmente urgentes ou realmente problemas e quase ou nenhum faro pra descobrir a melhor solução de resolvê-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que daqui a alguns anos nada disso vai fazer muito sentido, porque até os nossos problemas reais de hoje vão parecer totalmente banais com os que teremos mais tarde. Criar urticária por um problema de cartão de crédito ou desejar a morte por um pé na bunda, tudo isso vai ser dos males o menor, porque quanto mais crescemos mais espaço temos para problemas maiores que nós. É incrível como o crescimento é proporcional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse não é para ser um texto pessimista ou depressivo, não. Crescer tem suas vantagens sim, claro. A cada ano ficamos melhores e mais espertos, mais vividos e saboreamos nossas conquistas feitas com as próprias mãos. Mas é apenas para lembrar que nada é o que parece e que nunca estamos satisfeitos, mas principalmente que para ganharmos alguma coisa sempre teremos que abdicar de outras. E dessa vez infelizmente, da inocência. Eu não quero ser grande.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116897999326466408?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116897999326466408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116897999326466408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116897999326466408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116897999326466408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/12/quero-ser-grande.html' title='Quero ser grande'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116619678215599663</id><published>2006-12-08T10:09:00.000-05:00</published><updated>2006-12-15T10:33:02.173-05:00</updated><title type='text'>A Dança</title><content type='html'>É que tu me fazes tão bem que mesmo quando cometes os teus deslizes eu não consigo te odiar. Talvez te odeie por alguns segundos e te odeio tanto que no segundo seguinte já te amo novamente. Porque o amor e o ódio andam muito juntos. Assim como o amor e a dor. É quase desmotivante a irrefutável verdade de que se amamos, iremos sofrer um dia ou outro inevitavelmente. Quando depositamos muito sentimento, expectativa em alguém é quase impossível que um dia não nos frustremos, porque ninguém é igual e nada, infelizmente, é eterno. Um dia você vai sofrer uma decepção, vai chorar, vai doer. Um dia você vai decepcionar alguém, mesmo que não seja a sua intenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas imagine se fôssemos tão racionais a ponto de lembrar disso e não mais amar. Quantas vezes chorei por amor e no mais breve cessar de lágrimas me apareceu um outro alguém que me fez momentaneamente esquecer que o sofrimento existe, que me fez desconsiderar que um dia eu passaria novamente pelo desconforto e tristeza do fim. E eu recomecei a dança novamente, cega mais uma vez, perdida na ignorância típica dos amantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que quando te conheci aconteceu a mesma coisa, mas dessa vez foi pior do que eu pensava. Eu não só esqueci que amor e dor andam juntos e se fazem até rimar, como realmente duvidei de tal verdade. Briguei com os mais crédulos, jurei até que nunca havia acreditado ou sequer ouvido alguém falar sobre isso. E vivi a tal eternidade dos nossos dias na maior plenitude, sem nunca acreditar que o fim chegaria. Ele chegaria para todos, para o meu vizinho, para a minha amiga, para a moça que atende ao telefone no trabalho, para as atrizes de TV, para o casal namorando no banco da praça, para Romeu e Julieta, mas não se atreveria a chegar perto de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi aí que um dia, desavisada acabei abrindo a porta para ele. E quando ele entrou como um furacão doeu como nunca havia doído antes. E nós precisávamos rapidamente arranjar algum culpado por ele ter descoberto nosso endereço. E burros apontávamos as mais doloridas palavras um para o outro e nos feríamos da forma mais mesquinha, chegava a ser impossível te reconhecer. Nem eu mais me enxergava no espelho. E deixamos de ser tu e eu. A alegria dos outros casais me enojava. Todo bom dia bem dado me irritava e ver que os outros eram felizes me causava urticária. Naquele momento parecia que o mundo ria de mim e que todos eram mais felizes do que eu. Egocêntrico o sofrimento do amor, parece que só eu tinha problemas e ele era o mais dolorido e insolúvel do mundo. E egoísta porque me doía te imaginar feliz. E imbecil porque acreditava realmente que tu não sofrias como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tu sofrias, mesmo enlaçado em outra boca, tu sofrias e fechavas teus olhos para pensar em mim. E eu no conforto de outros braços, te desejava ver mais infeliz do eu, e fingia estar bem. E disputávamos a falsa felicidade de estarmos separados. Como troféu ganhamos um grande tempo perdido, um coração mais partido do que antes e nos perdemos. Mas eu não sei mais julgar relacionamentos, porque foi desse jeito cruel que tu descobriste o quanto eu te era necessária, importante, única. E foi desse jeito que percebi que seria impossível deixar o fim entrar assim, sem ser convidado. Foi desse jeito estúpido e desnecessário que tu me percebeste insubstituível, que o meu lugar no teu coração não poderia ser tomado assim por qualquer boca insignificante. E eu descobri que até teus defeitos me eram necessários. E nós descobrimos que talvez o mundo não estivesse errado: amar é sofrer. Mas se isso vai nos fazer crescer ou definhar depende de nós. E de repente, tínhamos ali um pouco mais de cautela e mantínhamos a janela sempre entreaberta para não receber a visita indesejada do fim, da dor. E tu me confidenciaste o teu pecado e me pediste perdão. E eu te dei o acalento que só os que amam sublimemente dão. E nos demos novamente a chance de viver um pouco mais da tal eternidade nos dias, fingindo a ignorância dos amantes, driblando secretamente o fim, depositando nossas fichas no amor, nos testando com a verdade sem medidas, na esperança de recuperar o que na verdade nunca perdemos e que nunca morre em quem entende os passos dessa dança.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/praianos2.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116619678215599663?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116619678215599663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116619678215599663&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116619678215599663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116619678215599663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/12/dana.html' title='A Dança'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116619506154764990</id><published>2006-12-02T10:00:00.000-05:00</published><updated>2006-12-15T10:04:21.563-05:00</updated><title type='text'>Pin-ups Modernas</title><content type='html'>Pin-ups Modernas&lt;br /&gt;Luly Mendonça&lt;br /&gt;Tenho um fascínio por Pin-ups. Acho que toda a mulher tem. Aquela sensualidade sutil, as poses que lembram a molecagem de uma ninfeta, a langerie que a vovó usava pra seduzir o vovô, e o cabelo e a maquiagem de uma época em que a ser sexy era ser chique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem como seriam as pin-ups hoje? As meninas usariam a cueca preta do namorado, uma bota, baby look de banda de rock ou com inscrições mal-educadas em inglês, o cabelinho curto e desfiado seria azul, rosa ou verde. Cheia de tatoos e piercings, obviamente. Ah, o cigarro na mão, sem a piteira da época, e a língua pra fora, no lugar do biquinho, seriam indispensáveis. Mas não pensem que ela sequer sabe o que significa o que está escrito em sua blusa, ou ouve a tal banda de rock. Ela diz que a tatuagem não doeu nada, mas na verdade ela quase tem um ataque epilético e nervoso enquanto o tatuador fazia o seu trabalho, o piercing no umbigo é só pra seduzir os homens e ela usa o da língua com a desculpa de que “fez num lugar escondido porque é pra ela e ninguém precisa ver”, mas sempre que pode põe a língua pra fora na foto. Está louca pra se apaixonar, mas faz pose de auto-suficiente e escrotona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pin-ips modernas bebem muito. Aprenderam a encher a cara cedo, quando ainda deveriam brincar de barbie, só pra se sentirem legais. Em muitos quadros e posters estariam segurando sua garrafinha de cana entre as pernas, ou dando um beijinho na lata de cerveja ao lado de outra pin-up. Algumas moças estão tão engajadas para manter essa imagem que nunca terminam a noite sem vomitar. Quando você vir o pôster de uma pin-up moderna com a mãozinha na boca e aquele olhinho arregalado de espanto, não é charme, é apenas para segurar o vômito. Porque as pin-ups modernas precisam se divertir muito e diversão para elas é cair na farra. Afinal, o que contarão para seus filhos quando crescerem? Que a única coisa que fizeram na sua juventude foi perdê-la de bar em bar. Em compensação você nunca as verá segurando um livro, em pose sapeca, a não ser que seja a última edição de Caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pin-ups dos anos 2000 não mais irão aparecer com seus lindos cachinhos e laçarotes na cabeça. Se elas não alisarem na marra e deixarem o cabelo uma maçaroca indefinida estilo juba de leão, elas apelam para a escova progressiva para ter seus lisos a qualquer custo, ainda que a raiz as denuncie e que o cabelo fique com cara de passado a ferro. Força na chapinha, assumir os cachos, jamais! Portanto, nossas pin-ups não podem fazer poses meigas sob a chuva. A não ser que carreguem sombrinhas obviamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas pin-ups também não serão vistas com o típico sutiã de bojo e bicudo, porque todas elas têm silicones e aderiram a moda de mostrar os peitos a qualquer custo ou, pelo menos, deixar o mamilo marcar a blusa. As nossas pin-ups foram fabricadas em uma sala de cirurgia e exibem a barriguinha plastificada e os seios durinhos pagos pela mãe. A bochecha não está corada, e se estiver é por conta do bronzeamento articial que ganhou de aniversário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas de nossas lindas pin-ups também aparecem em outras vestimentas, mais modernas. Elas usam calça jeans da Gang, claro, para levantar o bumbum, mas não percebem que a derrière só fica mais achatada e vulgar. E por favor, não a façam segurar um pirulito como uma lolita. Estragará a sua dieta. &lt;br /&gt;Ah, pin-ups modernas, garotas de plástico...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116619506154764990?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116619506154764990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116619506154764990&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116619506154764990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116619506154764990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/12/pin-ups-modernas.html' title='Pin-ups Modernas'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116465924936341268</id><published>2006-11-10T15:14:00.000-05:00</published><updated>2006-12-15T10:37:59.253-05:00</updated><title type='text'>Fim de Caso</title><content type='html'>- Não sei o que eu faço, Marília. É muito difícil deixá-lo.&lt;br /&gt;- Tina, as pessoas fazem isso todos os dias. Alguns começam, outros terminam. O que é que é tão difícil?&lt;br /&gt;- É que você não entende...&lt;br /&gt;- Então me explica! &lt;br /&gt;- Olha... Ele me ajuda. Quando preciso tá sempre lá, comigo. Quando eu choro, tô triste e não tem ninguém, é ele que traz minha calma de volta e mesmo sem falar nada, me consola.&lt;br /&gt;- É, não posso negar que ele parece companheiro...&lt;br /&gt;- É, ele é meu companheirão. Quando eu saio pra beber, dançar, se eu não levá-lo não me divirto. Sério. A noite não é completa sem ele. Ele me faz companhia. Sabe aquela sensação de nunca estar só? É ele, lá comigo, a noite inteira.&lt;br /&gt;- Isso é bom, não se sentir só.&lt;br /&gt;- Pois é, mas é a dependência, sabe...? Isso me mata.&lt;br /&gt;- Mas isso não significa que você seja dependente dele.&lt;br /&gt;- Claro que sou! Totalmente dependente. E outra, Marília, ele me faz mal! Mal! Todo mundo me avisou. Ele tá acabando comigo, e eu estou deixando! Olha, vou te confessar... Já tentei trocá-lo por outro.&lt;br /&gt;- O que??? Você nunca me contou!&lt;br /&gt;- É, é... O outro era mais light, sabe? Era bom e tudo mais, só que faltava alguma coisa. Eu não tinha o mesmo prazer com ele&lt;br /&gt;- Ih, minha filha, isso é um problema. Tem uns que marcam...&lt;br /&gt;- É isso! Nas primeiras vezes, tudo bem. Era uma vez ou outra, não sentia nem falta. Mas depois, Marília, me viciei! E aí, vai fácil mais de 20. Você não tem noção. É um prazer indescritível... Nem se comparava ao outro. E aí, não deu. Acabei tendo uma recaída, voltei, voltei.&lt;br /&gt;- 20?! Eu nunca vi disso. Menina... Eu não dava nada, hein...&lt;br /&gt;- Eu gosto dos fortes. Gosto.&lt;br /&gt;- Mas tem alguma relação?&lt;br /&gt;- Claro, o prazer é muito maior. Mas enfim... O fato é que o prazer sempre vem acompanhado da dor, do mal, sempre. Ele me faz mal. To tentando largá-lo, sabe? Mas não consigo... É tão difícil. Fico o dia todo pensando, pensando. Quando me pego, ele já tá na minha vida de novo. Me sinto impotente.&lt;br /&gt;- É, pelo jeito você é mesmo dependente dessa relação...&lt;br /&gt;- Muito. Eu não trabalho, não estudo, não saio, não viajo, não faço nada sem ele. E eu não quero mais isso. Não vou conseguir diminuir o ritmo, então prefiro cortar o mal pela raiz logo. E tem outros fatores. Tenho gastado mais do que posso, por exemplo, e a maior parte das minhas despesas tem a ver com ele. Sabe quando você percebe que essa é uma relação de destruição? &lt;br /&gt;- Tina, se tem te feito tão mal, você vai ter que ser mais forte que ele e acabar com isso. Tomar uma decisão. Eu vou estar do seu lado, te apoiando. &lt;br /&gt;- Eu sei... O que me frustra é saber que demorei 8 anos pra perceber isso, mesmo com os números avisos.&lt;br /&gt;- Oito anos? Mas você não namorava o Guilherme há uns dois anos?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Como ele aceitava isso, Tina?&lt;br /&gt;- Ah, não... Ele nunca se importou. Tem homem que não gosta, né... Ele aceitava numa boa.&lt;br /&gt;- Nossa, que moderno, hein? Mas e o outro, sabia?&lt;br /&gt;- Que outro?&lt;br /&gt;- O namorado de 8 anos que você quer se livrar.&lt;br /&gt;- Namorado?! Eu tô falando do meu cigarro, Marília!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/cigapaint1.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116465924936341268?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116465924936341268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116465924936341268&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116465924936341268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116465924936341268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/11/fim-de-caso.html' title='Fim de Caso'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116465838071914479</id><published>2006-11-02T15:10:00.000-05:00</published><updated>2006-11-27T15:31:33.826-05:00</updated><title type='text'>Churrascão de Aniversário</title><content type='html'>Festa de aniversário em casa é sempre a mesma história. Se você tiver um espaço, uma garagem, um puxadinho, que tenha uma churrasqueira e comporte algumas poucas cadeiras, já é suficiente pra virar o maior pagodão. Se tiver piscina então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você comunica em casa que vai fazer um aniversário na beira da piscina, sua mãe já tem a primeira pontada no coração, um aviso prévio do ataque cardíaco. Ela lança uma série de recomendações para que você não deixe virar bagunça e mantenha tudo limpo e organizado, mas se benze entregando a casa a Deus porque acredita piamente que todos os seus amigos são uns animais que vão incendiar a casa e pisotear o seu sofá branco. Imagina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela faz a pergunta que você estava evitando: “quantas pessoas virão?” e você responde “mais ou menos umas 15”. Ela engasga e tem um ataque histérico, porque tinha esperança de que você dissesse “apenas 5 ou 6”. Na verdade, você mentiu, porque espera mesmo umas 30 pessoas. Mas calma, todo mundo sabe que nunca aparecem as 30. Aparecem sempre mais. Umas 50. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe sai de casa inocente, fingindo tranqüilidade e dá de cara com sete ou 8 grades de cerveja. “Tudo isso pra 15 pessoas?”, “Ah, mãe, é pra garantir que não falte, né...!”. Seu avô contabiliza a quantidade de cerveja para cada convidado, preocupado. Sim, é ele que irá tomar conta de você e seus amigos, a mando da sua mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os convidados começam a chegar, o churrasqueiro faz o fogo. São 4 peças de carne, mais calabresa, coração de frango, e além das sete grades, um arsenal com tequila, vodka, vinho, catuaba e tudo o que puder fazer você passar mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não sabe de onde surge tanta gente, nem quem são aquelas pessoas que você nunca convidou. Alguém aumenta o som e coloca um bregão, as pessoas dançam, falam alto, derramam cerveja no chão. Quebram uma garrafa, derrubam os talheres da sua mãe, comem salgadinho na piscina, apagam bagana de cigarro na parede e você bem que tenta se divertir, mas não consegue parar de contabilizar a quantidade de copinhos de plástico e caixetas de doce no chão. Isso porque você prefere nem olhar a piscina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma rodada de tequila começa e você nem desconfia que os limões foram roubados da sua cozinha e eram os últimos. Todo mundo enche a cara, grita, faz ola, passa debaixo da cordinha e você grudada no seu copo, tenta beber menos que todos pra manter um certo controle. Tem neguinho vomitando na beira da piscina e no jardim da frente, o papel higiênico do banheiro acabou e tem cocô até na toalha, já jogaram um amigo seu de roupa e tudo na piscina e ele estava com o celular no bolso. Aliás, o seu celular também caiu dentro da piscina quando tentaram te jogar. É gente comendo coxinha com a mão e jogando o osso por cima do seu telhado, entrando molhado na cozinha, é casal brigando, se estapeando e os amigos tentando apartar briga, é gente acudindo bêbado sem se dar conta de que tá mais doido que ele, tem até um cara correndo só de cueca pela casa e um se mijou na calça, outro que mijou na sua piscina e um que abriu a porta do quarto do seu avô com o instrumento para fora da calça pensando que era o banheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, você tinha esquecido do seu avô! A essa altura ele já deve ter tido um princípio de infarto com a algazarra na sua casa e a qualquer momento deve ligar pra sua mãe pra relatar o que está acontecendo. Mas até o seu avô está se embebedando, com um copo de cachaça na mão fazendo vira-vira-vira e ganhando dos seus amigos uma medalha feita de empada. Ele ainda pede um cigarrinho pra você! O velho tá tão feliz que resolve botar um baseado pra galera e faz do seu quarto uma verdadeira estufa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O avô da Marcinha é maconheiro! Êêêê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus amigos comemoram. Você quer morrer, mas não tem mais uma faca sequer, porque deram sumiço em todas, não dá pra enfiar a cara no bolo, porque ele acabou e você nem comeu. Na piscina você não entra porque ela ta só mijo, cerveja e vômito e você quer morrer com dignidade. Você tenta sumir por alguns segundos se trancando no banheiro, mas alguém se trancou lá dentro antes e dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite vai se aproximando e você vai desviando dos corpos caídos por todos os cantos da casa, alguns são rebocados em coma alcoólico, outros saem se arrastando mesmo. É preciso esconder as cervejas para que a galera vá embora porque a sua mãe está pra chegar e além de arrumar toda a casa, você ainda tem que levar o seu avô na Unimed pra tomar glicose. O último convidado tem que ser expulso, sai gritando que a festa foi “do caraaaaa...!” e desmaia na calçada. Você tenta deixar a casa um brinco e passa umas duas horas dando aquele grau, se livra da escroteada da sua mãe que não repara que você jogou toda a imundice pra casa do vizinho, seu avô ronca como um urso e só deve acordar daqui a dois dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante três meses o único assunto na sua roda de amigos é o bendito aniversário, eleito a melhor e mais memorável festa do ano, mas você jura que aquele é o último churrasco na sua casa. Um ano depois você vê as fotos com seus amigos – e nenhum se lembra quando e como elas foram batidas -, mas todo mundo parecia estar se divertindo tanto, que lhe dá até uma certa nostalgia... “Ah, Marcinha, vamos fazer outro churrasco que nem esse na sua casa, vai, seu aniversário ta chegando!”. “Tá, eu só preciso falar com a minha mãe!”. E lá vai tudo de novo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116465838071914479?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116465838071914479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116465838071914479&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116465838071914479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116465838071914479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/11/churrasco-de-aniversrio.html' title='Churrascão de Aniversário'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116230765083519959</id><published>2006-10-29T10:06:00.000-05:00</published><updated>2006-10-31T10:14:10.846-05:00</updated><title type='text'>A Via Crucis da Beleza</title><content type='html'>Parece que mulher nasceu pra sofrer. Já veio ao mundo predestinada a sentir dor e a passar por inúmeros sacrifícios. No primeiro choro ao sair da barriga ela já começa a sua via crucis a mando da mãe: “furem a orelhinha dela logo”. Pronto. A moleca já leva a primeira espetada e imagino que, com aquelas orelhinhas sensíveis, fininhas, deve sentir uma dor indescritível, mas como não sabe falar e mandar o médico pra aquele lugar, só lhe resta chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela ainda não sabe o que o mundo lhe reserva. A menina cresce e lá um belo dia, mais ou menos pelos 12, 13 anos, ela menstrua e então aprende que para o resto da vida ela vai sangrar durante cinco dias, às vezes sete, uma vez por mês e sim, vai sentir uma cólica horrível, além de ter que andar com um pequeno tijolinho entre as pernas para segurar o sangue, chamado absorvente. E se você tiver alergia, ficar assada, não tem jeito, vai ter que usar assim mesmo. Ou então, apelar para o famigerado OB, que de qualquer forma é um incômodo, imaginem o que é andar por aí com um rolinho enfiado em você! Tsc, tsc, tsc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A menina vai crescendo, virando mulher. “Tá na hora de tirar a sobrancelha, hein?!”. Por que, meu Deus, por que precisamos tirar os pêlos? Quem inventou essa maldita regra de que homens tem pêlos e mulheres não? Antigamente todo mundo tinha e casava do mesmo jeito. Quando eles começaram a sumir? Tirar a sobrancelha não é das piores coisas, mas eu gostaria de ver um homem passar por isso sempre: ter arrancado pêlo por pêlo com uma pinça, que provoca aquela dorzinha enjoada que te faz querer espirrar a cada pinicada e aí você tem que apertar o nariz com a mão, ou fazer respiração cachorrinho pra não ficar espirrando na sua esteticista. Bem, se fossem apenas as sobrancelhas... Mas ainda tem as pernas, as axilas e a virilha! Ah... A virilha. Tem que estar sempre lisinha pra não fazer feio no biquíni, e as pernas idem pra poder exibi-las nas saia. Enquanto os ogros desfilam suas pernas cabeludas e pouco se lixam pro que sobra fora da sunga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato da depilação é quase como um encontro com o carrasco. Mas o carrasco é uma moça quase sempre simpática que vai arrancar todos os seus pêlos com uma cera quente! “Tortura necessária, minha filha”, diz a sua mãe. Deitar-se numa cama nada confortável só de blusa e deixar que uma outra moça seja responsável pela sua... assepsia. Ela passa aquela cera em toda a sua perna, e isso já vai lhe dando uma aflição, porque a qualquer momento ela vai esfriar e a moça simpática vai arrancar sem delicadeza todos os seus pêlos, que vão ser puxados pra fora. E não apenas uma vez, mas quantas forem necessárias até todos saírem. Inclusive os da sua virilha e, para muitas mulheres, de outras parte, digamos, mais escondidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Então tá, agora me expliquem por que precisamos cutucar e pintar nossas unhas? Além de tudo, ainda isso?! Elas vieram tão prontas quanto às dos homens. Mas não, não. Uma sabichona (sim, porque isso é típico de mulher) resolveu que pintar e tirar cutícula era legal. Pronto, as mulheres resolveram imitar e quando abrimos os olhos isso virou uma obrigação. E ai de nós que não façamos as nossas! Seremos páreas da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “Ah, minha filha, quem quer ser bonita tem que sofrer...”. O que?!! Maquiagem, escova, chapinha, tintura, puxa aqui, ali, parabéns, somos escravas do salão. Um homem põe um terno e está pronto (e lindo) para o casamento. Mas nós não! Temos que fazer maquiagem, passar horas de bob, fazer rococó, alisamento e o escambau. E toma-te dieta, e toma-te drenagem linfática, e toma-te academia, e toma-te limpeza de pele, acupuntura, entra na faca, corta isso, aquilo, enxerta, levanta e pá! Esqueceu a pílula, a camisinha, o diu! Estou grávida! E lá se vão nove meses em que nenhuma dessas técnicas adiantou para absolutamente nada! Você vai engordar, vai carregar um peso imenso durante nove meses, sentir dores nas costas, os pés vão inchar, a pele vai manchar, você vai querer comer tudo que não podia e o seu marido não vai entender! Depois de nove meses ou você encara a cesariana ou dá uma de Juma Marruá e como uma guerreira se entrega ao parto normal (afinal você treinou a vida inteira com as cólicas). Depois que o baby estiver perambulando pela casa, você vai recomeçar tuuuuudo de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente ninguém tinha silicone ou barriga sarada, ninguém tinha que ter cabelo liso, pele perfeita, nenhum pêlo, sorriso ideal, pernas torneadas e mesmo assim todo mundo casava, tinha filhos, todo mundo se apaixonava. Quando foi que a mulher optou por sofrer e se sacrificar tanto para... para que? Ou para quem? E porque nos tornamos tão mais exigentes que os homens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente precisa ser super-mulher! Super-mãe, super-competente, super-linda e gostosa, super-organizada, super-disposta, super-boa de cama, super-filha, super-esposa e super-normal! Como??? Aprendi pequenininha que super-heróis não existem, nem tampouco perfeição. Por que sofremos tanto em prol da vaidade? Tenho sérias suspeitas de que os culpados são a Barbie e a Revista Nova. A Barbie fez com que todas as menininhas já desde pequena quisessem ser como ela. A boneca é loira de olhos azuis, tem uma cinturinha e um senhor peitão. Aprendemos que esse é o apdrão de beleza. E a Nova introduziu em nossas mentes que só servimos para o sexo e para conquistar e satisfazer homens, para isso muitas dietas e dicas de beleza e as mulheres mais produzidas do mundo na capa. Parece até que elas nasceram assim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seja já quem inventou isso faça o favor de desinventar. Chega de sofrer, quem pegou a chave das nossas algemas, por favor, pode abrir, hein?  E vocês, homens? Tão olhando o que? Depois não sabem porque somos tão complicadas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116230765083519959?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116230765083519959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116230765083519959&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116230765083519959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116230765083519959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/10/via-crucis-da-beleza.html' title='A Via Crucis da Beleza'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116198561770298773</id><published>2006-10-27T16:37:00.000-05:00</published><updated>2006-10-27T16:46:57.706-05:00</updated><title type='text'>A Cartomante</title><content type='html'>A Zefa era assim, apagada. Não é que fosse tão feia, mas era dessas que não causava o mínimo alvoroço na rua. Aliás, nem uma viradinha de pescoço, comentário, nada. Sempre passou despercebida. Também não era lá muito vaidosa. Não sei se não tinha vaidade porque não a olhavam, ou se não a olhavam porque não tinha vaidade. &lt;br /&gt;Nunca se destacara em nada, esporte, em alguma habilidade, nunca teve um hobby fora do comum, nem na escola ganhou algum título, nem sequer nas feiras de ciências. Aliás, talvez o destino já a quisesse mesmo assim: foi colocar-lhe logo como filha do meio de uma família humilde, no sertão do Ceará. E nem fazer renda a Zefa sabia. Casar então, tava difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que um dia, de lata d’agua na cabeça, seguindo seu rumo diário até o açude, naqueles intermináveis quilômetros em que ela testava sua sede e resistência, a sem sal Zefa se depara com um pequeno trailer no meio da estrada. Pintado de azul-marinho, com estrelas amarelas minúsculas desenhadas, podia-se ver na lataria planetas, cometas e nas janelas uma diversidade de panos e cores, faziam as vezes de cortina. Era muito bonita, e lá de dentro, um cheiro doce de não-sei-o-que convidava Zefa a dar uma espiada inocente do lado de dentro daquela carreta. E ao aproximar-se da porta, ela pôde, com um pouco de dificuldade, graças às paupérrimas aulas na escola de sua comunidade, ler a seguinte inscrição: ‘mãe Toinha. Lê mão, cartas, joga búzios, vê o futuro na bola de cristal. Traz a pessoa amada. Pagamento de duas vezes. Uma na entrada e a outra, só se der certo!’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver a mulher baixinha, entroncada, com cara de bruxa, cabelos grisalhos desgrenhados por debaixo de um lenço vermelho e roupas muito coloridas, adornadas com bijouterias douradas de todos os tipos, aparecer na porta do trailer, Zefa poderia jurar que estava na cena incial de O Mágico de Oz, quando Dorothy encontra o vidente no meio da estrada. Mas a pobre nunca havia sequer ouvido falar no filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher enfeitada sorriu da porta do trailer e foi logo se apresentando, não restando mais dúvidas sobre sua simpatia, camuflada por debaixo do semblante entroncado. Falou sobre seus trabalhos de vidência, sobre suas infinitas viagens pelo país na companhia de seu trailer e de seu gato vira-lata, Petrus, que também era vidente, dizia a mulher. Ele cheirava o pé das pessoas e se visse um futuro bom, esfregava-se entre suas pernas, caso contrário seus pêlos arrepiavam e ele sumia rápido como um cometa. Zefa sorriu, sempre fora tão ingênua que tinha medo de acreditar mais uma vez nesses estrangeiros. Já havia perdido dinheiro do pai e sido passada pra trás tantas vezes... Mas estava muito curiosa, e a mulher parecia tão simpática, e o cheiro lá de dentro ela tão bom e o gato... estava lá enroscado em suas pernas. “Tem coisa boa aí, minha filha”, disse a cartomante, enquanto Zefa já descansava a lata no chão e tomada por uma intuição boa aceitava entrar no trailer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá dentro era muito apertado. Uma mesa baixinha com duas almofadas, onde ela podia ver a ta da bola de cristal e algumas cartas empilhadas. Muitos panos, incensos e velas. Ela possuía algumas panelas penduradas e fotos de vários lugares do Brasil, além de um cabide repleto de chapéus e um robe muito bonito de seda vermelha. Sentaram-se e madame Toinha, ao ver o medo no rosto da garota, tomou a sua mão e segurou forte. Pediu que fechasse o olho por alguns segundos e antes que Zefa os abrisse, a cartomante começou a ler a palma de sua mão. A menina nunca havia conhecido alguém tão inteligente que conseguisse ler mão de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Petrus não mente, não... &lt;br /&gt;Em seguida a mulher embaralhou algumas cartas e pediu que Zefa retirasse do leque em sua mão apenas três. Em seguida arrumou-as na mesa, viradas para cima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; – Eu vejo um homem muito bonito, que lhe dará muitas riquezas e fará de você a mulher mais bela do sertão. Vocês serão muito felizes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zefa não escondia seu espanto e felicidade. Será que a cartomante poderia estar certa? Como Zefa, que sempre foi desengonçada ficaria bonita? Só mesmo com um homem que lhe cobrisse de riqueza. Mas quem naquele fim de mundo era rico e bonito? E ainda por cima, capaz de se apaixonar pela Zefa? Mesmo assim, a pobre moça não conseguia conter-se de alegria e arriscou perguntar: ‘quando?’ A cartomante lhe deu algumas semanas. E Zefa, de tão contente, pegou o pouco que tinha e entregou tudo na mão da cartomante. Nem lembrou-se de levar o balde d’água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias passavam, viravam semanas que viravam meses. E nada de homem bonito a lhe cobrir de riquezas. A cartomante já nem estava mais na cidade pra Zefa reclamar o seu dinheiro. O dia se seu aniversário já se aproximava e a beira de completar 30 anos, sua vida continuava no mesmo marasmo. Desiludida, decepcionada, ela acabou aceitando os cortejos do Juca, dono da padaria, único homem que vez por outra tentava ter um namorico com Zefa, mas ela não dava a menor bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu com o Juca, por muitas semanas e como já desistira do tal príncipe encantado, acabou casando com ele. Era feio que dói, mas por conta dessas peças do destino, se apaixonou de verdade. Paixão dessas de doer o coração. Ele era um homem muito bom e sua família sempre fez gosto. Era muito respeitado na cidade, pois era muito honesto e trabalhador. O Juca acabou dando quatro filhos pra Zefa, um atrás do outro. E eram todos parecidos com os dois, uma mistura danada que não dava pra negar. E nessas indas e vindas, a Zefa um dia a caminho do açude com as crias atrás a seguindo em fila, deu de cara com aquele trailer. Meio diferente, talvez a cor, algumas cortinas faltando, meio amassado, mas não tinha dúvidas, era aquele mesmo, depois de tantos anos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zefa não se conteve, marchou com o pé firme até a porta da charlatã. Ta certo que ela não podia reclamar da sua vida. Estava feliz, ao lado do homem que amava, com seus filhos, mas havia sido enganada mais uma vez e perdido dinheiro. Não ia deixar passar batido como sempre o fizera. Esmurrou a porta com força.&lt;br /&gt;A cartomante estava mais velha e esquisita do que nunca, agora usava um óculos e as roupas mais coloridas ainda. Só não havia sinal do gato. Zefa se identificou, a cartomante fez uma força danada pra lembrar, mas Zefa não havia mudado tanto assim, e ela lembrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu quero meu dinheiro de volta. A senhora me enganou! Como pôde fazer isso? Levou o meu dinheiro!, reclamou Zefa, com os olhos cheios de lágrima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que é essa aliança no seu dedo e essa ninhada de filho atrás de você? – Perguntou a cartomante, intrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ué. Eu casei, mas não foi o Juca da padaria! Não dava mais pra ficar esperando o tal homem bonito que ia me cobrir de riqueza, não. O Juca é um homem bom, honesto, ajuda todo mundo, me trata como uma princesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele é feio que dói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você nunca ouviu falar de beleza interior não? Um homem que é tudo isso que você falou, só pode ser o mais bonito do mundo. Ou você conhece alguma beleza que tenha mais valor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas e o bando de riqueza que ele ia me dar??? – Zefa não se deixou amolecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você quer mais riqueza que seus quatro filhos? Ou eles não valem nada pra você?&lt;br /&gt;A Zefa já estava ficando mofina e já ia deixar a peteca cair, mas lembrou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você disse que ele ia me fazer a mulher mais bela da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E faz. A ama e a trata como uma princesa e pra ele é com certeza a coisa mais linda que ele conheceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ôxe, então será que a cartomante tava certa, mesmo?”, pensou Zefa, “o Juca tava li o tempo todo e eu não vi, e se não fossem as esperanças que ela me deu eu nunca ia ter dado bola pra ele. E agora to aí, com minhas riquezas, meu príncipe, a mulher mais feliz e bonita do mundo...”. Em silêncio e um pouco envergonhada, Zefa se afastou sem dar uma palavra, enquanto a Cartomante fazia um sinal negativo com a cabeça que para Zefa soava com uma reprovação. Zefa foi-se embora continuar a viver a sua felicidade, que estava ali o tempo todo, prevista pela cartomante, e ela, mal agradecida, nem se deu conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher esperou Zefa sumir na beira da estrada e tratou de arrumar suas coisas, antes que outra aparecesse pra cobrar o dinheiro de volta. “Mulher acredita em cada coisa...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116198561770298773?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116198561770298773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116198561770298773&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116198561770298773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116198561770298773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/10/cartomante.html' title='A Cartomante'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116102945381943225</id><published>2006-10-16T15:10:00.000-05:00</published><updated>2006-10-16T15:10:53.823-05:00</updated><title type='text'>Coisas que você deve dizer à sua alma gêmea</title><content type='html'>Disse que não acreditava em almas gêmeas para ela. Mas depois de um certo tempo, começou a duvidar de suas próprias convicções. Talvez existisse isso mesmo, essa sorte de encontrar pessoas certas. Nunca confessara a ninguém, mas começou a acreditar em destino, tinha vergonha da gozação que fariam seus amigos. Mas sabia que ninguém que cruzasse seu caminho estava ali por mero acaso. Mas sim, para ensinar alguma coisa, para nos transformar, ou fazer com que ajustemos falhas, erros, ou simplesmente paremos para pensar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho, fumando o seu cigarro, mexia com o dedo indicador o copo de vinho que sempre o acompanhava em algumas noites de solidão, quando batia aquela saudade, quase dor, a espetar-lhe o coração como se espeta um boneco de vudu. Fazia algum tempo que sua mulher o deixara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tão estranho a sua ausência, mas lembrar não lhe fazia tão mal. Ao contrário. Tudo havia sido tão especial desde o início que até o primeiro beijo foi inusitado. Menos de três frases trocadas, nada mais que cinco minutos de conversa boba e lá estavam duas línguas entrelaçando e dois corpor entrando em combustão. Aquele beijo durara a noite inteira... E no dia seguinte já era difícil não querer um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acreditava em amor a primeira vista. Isso não, nunca acreditou. Talvez por isso tenha enxergado tanta verdade neste encontro: foi amor a segunda vista. Eles já se conheciam, mas nunca imaginaram tal cena. E assim, fez-se fulminante, colossal o novo encontro. É como se aquelas almas estivessem se reconhecendo, e entendendo que precisavam ficar juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por simplesmente não saber por que logo ela, por que ele, ou como aconteceu, que explicação dar ao que não é lógico, é que o amor nasceu tão rápido. E os eu te amos escorriam com tamanha facilidade  e conforto, como as juras, planos e vislumbres de futuro. E o fez pensar nas tais almas gêmeas. Pobre cético. Fez-lhe o amor tornasse um bobo, crente em qualquer desses romantismos baratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil entender como certas pessoas entram nas nossas vidas, pra que, por quê? O quão estranho é descobrir certas coisas que só uma alma gêmea poderia ter em comum. Parece bobo, mas eles comiam pastilhas do mesmo jeito no cinema, roendo pelas pontas, era assim. E sempre estiveram muito perto, nos mesmos lugares, conheciam muitas pessoas em comum, mas não se tinham olhado diferente. Ela não comia verduras, nem ele. Iam à peixaria e pediam carne. E ele se pega pensando em alguma coisa, que ela na mesma hora, falava. Ela fazia isso, e com o tempo os dois estavam numa sincronia maluca de falar o que o outro estava pensando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só poderia ser alma gêmea, ele pensava. Mas os mais românticos diriam que não. Não poderia ser, eles estavam separados e almas gêmeas não se separam. O destino trata de colocá-los juntos. Mas ele não podia acreditar nessa bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabe se era o vinho que o deixava alto, ou a saudade que muitas noites apertava-lhe o peito mais do que ele deixava, Mas ele não achava que alma gêmea era aquela que necessariamente iria ficar com você a vida inteira. Mas é aquela que te completa, seja lá o tempo que fique em sua vida. É aquela que nunca terá substitutos, que mesmo sem querer, sem fazer o mínimo esforço, será inesquecível e terá como aliada uma saudade eterna, que mesmo sem doer, insistirá em lhe visitar vez por outra. Ela se tornará referência, e vai fazer com que os próximos relacionamentos, por melhor que sejam, nunca ganhem o título de perfeitos e nunca o façam desacreditar que aquela era a que você mais amou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que você nem case com a sua alma gêmea, mas com certeza a ama a ponto disso. Planeja de coração e quer mais do que com todas as outras que passarem por seu caminho. É provável que vocês terminem com uma briga avassaladora, daquelas que deixar mágoas fortíssimas, mas depois de algum tempo o único sentimento que terão é a saudade. Alma gêmea é aquela que todo mundo diz que é igual a você, é quando todos ao seu redor associam à você e fica estranho vê-los separados. Parece que ninguém mais que você arranjar, por mais gentil e amável que seja, irá combinar. E até você acha isso. Talvez você se case com outra e seja feliz, muito feliz. Ame, seja amado. Mas vai sempre ter a certeza de que a tal da alma gêmea não é a sua esposa. Se um dia perder a sua alma gêmea, talvez seja triste e saudoso, mas saberá que pelo menos um dia teve em seus braços o amor da sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vinho estava no final, a noite também. A carteira de cigarros já havia secado e ela, nem suas roupas e fotos estavam mais ali. Mas o gosto de tudo isso ainda ficara. Olhou para o céu estrelado de sua sacada e como um místico, crédulo e apaixonado agradeceu a Deus por ter encontrado o que muitos procuram a vida inteira em vão. Agradeceu ter vivido isso e ter feito, arriscado e dado tudo o que poderia para aquela relação. Já havia conseguido ter em seus braços a mulher de sua vida. Ameaçou pegar o telefone para dizer-lhe tudo isso. E o fez. Ela deve ter sorrido do outro lado, pelo semblante meio tímido e feliz enquanto conversavam. E foram, cada um em sua cama, dormir em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116102945381943225?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116102945381943225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116102945381943225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116102945381943225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116102945381943225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/10/coisas-que-voc-deve-dizer-sua-alma.html' title='Coisas que você deve dizer à sua alma gêmea'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116102931919152125</id><published>2006-10-10T15:07:00.000-05:00</published><updated>2006-10-16T15:08:39.196-05:00</updated><title type='text'>Tem que acreditar</title><content type='html'>Minha avó era católica. Minha mãe é espírita. Meu namorado tende ao budismo. Eu não sou absolutamente nada. Não sou budista, não sou wicka, espírita, evangélica, judia, do candomblé e nem tampouco agnóstica. Mas acredito numa coisa chamada fé. A ordem dentro de mim é simplesmente acreditar no bem. É essa minha religião: o bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito em vida após a morte. Acredito em karma. Acredito na força do pensamento – e o que não é a fé, senão a força do pensamento? Acredito em energia positiva. Acredito em magia. Acredito no desligamento do corpo quando a gente dorme. Acredito em macumba. Acredito em destino. Acredito em tudo, só não em duendes (até que me provem o contrário).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que para alguma coisa acontecer basta acreditar. É o famoso efeito placebo. Para que um tratamento com reike dê certo, você tem que acreditar, ter fé, senão não funciona. Para sentir os efeitos da aromaterapia você tem que botar fé. É como para ser feliz: você precisa ter fé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos acreditar em qualquer coisa, para que sejamos completos.  É a regra da vida. Precisamos de explicação, de alguma base, de ter aonde se apegar. Acredito que cada um pode ser feliz do seu jeito, com a sua crença. Isso não significa que os ateus não sejam felizes. Por que julgar aqueles que não acreditam em Deus como pessoas infelizes? Eles podem ser completos e felizes sim, porque acreditam em seu ponto de vista. Que erro achar que um ateu não tem fé. Conheço gente que não acredita em Deus, mas tem fé no amor, na justiça, na paz, na igualdade e não deixa de fazer o bem. E para fazer o bem não é preciso acreditar em uma figura etéria, ou tentar entender quem criou o mundo. Ele está criado e agora é preciso vivê-lo da forma mais honesta e íntegra possível, buscando torná-lo melhor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Semear o bem é muito mais importante do que qualquer religião. E a diversidade de crenças e credos é a maior prova de que todo mundo pode ser feliz, independente do que acredita. O Círio é muito especial para mim, apesar de não ser católica. Porque é algo da nossa cultura, que só os paraenses conhecem o significado. É quando o rico ajuda o pobre a beber água, quando minhas amigas que nunca vão à igreja ajudam na Cruz Vermelha, quando o preto, o branco e pessoas que nunca se viram na vida, se apóiam na corda dando força umas para as outras. É quando várias religiões se misturam para ver aquela santa passar e mesmo que você não acredite em santos acaba inebriado por tanta energia. É único. É muita energia junta, é muito pensamento positivo, de amor, de paz ao mesmo tempo. É como amarrar aquela fitinha no braço e torcer para que, de repente, quem sabe, os pedidos se façam reais. Ainda que nos achemos bobos fazendo aquilo, não custa tentar. Amarrar nosso desejos em nós é uma tradição, e acreditar nisso não faz mal a ninguém. E por tudo isso, para mim, o Círio transcende a qualquer religião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredite simplesmente. Você pode ir sentar no banco da igreja todos os dias e rezar mecanicamente, depois ir pra casa e dormir. Assim como você pode nunca ir à Igreja, não ter religião e dedicar parte do meu tempo ajudando instituições carentes. E então, o que estar perto de Deus?  Faça o bem. Seja bom. E acredite. Simplesmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116102931919152125?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116102931919152125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116102931919152125&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116102931919152125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116102931919152125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/10/tem-que-acreditar.html' title='Tem que acreditar'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-116102922990072110</id><published>2006-10-04T15:04:00.000-05:00</published><updated>2006-10-16T15:10:07.023-05:00</updated><title type='text'>Entre e Olhe a Vontade</title><content type='html'>Quem nunca deu – ou pelo menos quis dar – umazinha na praia que atire a primeira Cica, ops, pedra. Tá, tudo bem, você vai dizer que essa fantasia nunca passou pela sua cabeça, tudo bem, tudo bem, a gente finge que acredita. Mas uma coisa você não pode negar: todo mundo já viu, pelo menos uma vez na vida, um casal empolgadinho no mar. E inevitavelmente começa aquela galhofada na sua roda de amigos, e todo mundo olha e um chama o outro e ri e comenta e faz piada e grita, mas o fato é que todo mundo fica lá de olho até acabar o “vamos ver” do casal assanhadinho. Confessemos, todo mundo gosta de dar uma olhadinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O voyerismo é mais velho que o mundo a começar pelo fato de Deus ter nos dado dois instrumentos preciosos: os olhos. A televisão instiga essa prática. As novelas nos dão o prazer de ver histórias do cotidiano, com pessoas que beiram o comum, vivenciando aquilo que vemos dentro de nossas casas, no trabalho, só que ela nos dá, como telespectador, o poder de sermos os únicos a saber de tudo: quem roubou quem, quem é mal de verdade, onde estão as apólices do senhor Feitosa e quem está tentando tomar o marido de Laurinha d´Albuquerque. Aí, aparecem esses tais Big Brother, Survivor, Real World e alimentam ainda mais a nossa porção voyer, porque, diferente das novelas, são pessoas como nós, comuns e é quase como se estivéssemos espiando pela fechadura do vizinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, uma grande parte da programação das TV´s americanas é ocupada por reality shows, seja para escolher o novo ídolo da música, o novo contratado do Donald Trump, aquele que vai ganhar uma super reforma na sua casa ou até mesmo no seu corpo e até pra fuçar a vida das pessoas que gostam de ser tatuadas, ter seu carro reformado e dos boxers! A TV americana descobriu o segredo, - o povo adora dar uma espiadinha na vida alheia – e a TV brasileira captou a mensagem. Hoje muitos desses reality shows enlatados ganharam suas versões tupiniquins como O Aprendiz, a versão do programa de Donald Trump; Troca de Famílias, versão de Troca de Esposas; Ídolos, a versão de American Idols, entre outros, além dos famigerados Big Brother e No Limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a internet? Ela é o universo infinito, onde incontáveis voyers e seus telescópios, binóculos, lupas, viajam na busca incessante de ver, saber, ler, fuçar. Paris Hilton fez vídeo erótico com namorado. Todo mundo quer ver na internet. O super astro cuspiu no fotógrafo. Todo mundo quer ver na internet. O YouTube é a nova febre daqueles que gostam de espiar. Um dos vídeos mais vistos do site era o de uma garota comum, que sob o pseudônimo de Lonely Girl, postou diversos vídeos falando sobre sua vida monótona em uma cidadezinha americana, sua relação com os pais e seu único amigo Daniel. Os vídeos bombavam, Lonely Girl ganhou fãs, apaixonados, respostas em vídeo e centenas versões que também estão no YouTube. Tanto voyerismo levou os fuçadores a descobrirem que Lonely Girl, na verdade, era uma atriz participando de um projeto de dois cineastas iniciantes: viver uma personagem em uma espécie de seriado na internet, roteirizado e feito para parecer real. Sim, os cineastas também acreditavam no poder do voyerismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotologs, blogs e enfim, o orkut, que nasceu para ser um site de relacionamento, mas acabou se tornando um grande site de voyerismo. Uma rede que atiça a curiosidade de qualquer mortal. Todo mundo que está orkutado já fuçou o orkut de quem está a fim em busca de fotos, informações, do famigerado “solteiro” ou “namorando” no perfil. E ali dá pra saber quem brigou com quem, quem é amigo de quem, quem gosta de chocolate, coca-cola, quem odeia acordar cedo e até quem odeia o seu chefe. Mas cuidado, o tal chefe pode também ser um desses voyers, aí, você está frito, exatamente como a Cicarelli, sem direito de resposta. Li, em certo lugar, que o orkut é o site de “anti-relacionamento”, e é verdade, conheço mais casais que terminaram por causa do ciúme virtual, do que casais que começaram a namorar por causa do que viram no perfil do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normal, saudável, inofensivo, vai saber. Mas quem resiste a dar uma espiadinha na janela do vizinho ao vê-lo trocando de roupa? Ou colocar “inocentemente” o ouvido na porta (ou o olho na fechadura) ao ouvir um casal animado lá dentro? Acho que a única situação em que ninguém gosta de ser voyer é quando tem a nossa mãe no meio! Mas fora isso, maldita curiosidade que o ser humano tem de ser, vez por outra, aquela mosquinha pra espiar por aí, afinal, de médico, louco e voyer todo mundo tem um pouco!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-116102922990072110?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/116102922990072110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=116102922990072110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116102922990072110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/116102922990072110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/10/entre-e-olhe-vontade.html' title='Entre e Olhe a Vontade'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115869274694540702</id><published>2006-09-19T14:03:00.000-05:00</published><updated>2006-09-19T14:05:46.960-05:00</updated><title type='text'>Eu não te amo</title><content type='html'>Lembro tão bem que parece que faz apenas cinco minutos que disse aquilo para ela. Faz quase três anos e só Deus sabe o quanto foi difícil dizer aquilo. As palavras estavam alii e queriam escapar da boca a qualquer custo, mas o medo que tomava conta do meu corpo, com a mesma intensidade que aquele sentimento, não deixava que elas fugissem assim de minha garganta. Arrepiava os cabelos do meu corpo e eu não sabia se era o medo ou a insuportável vontade de dizer a ela o quanto eu a amava. Foi tão difícil dizer EU TE AMO. Não porque eu não a amasse, mas pelo pavor que dava só de imaginar assustá-la. Eu não sabia como ela receberia essas três palavras. Talvez saísse correndo ou se sentisse pressionada, talvez ela até gostasse, mas Deus, eu não estava preparado para não ouvi-la dizer de volta EU TAMBÉM. Maldita insegurança. Malditas três palavras tão banalizadas e ao mesmo tempo tão temidas. As mesmas que muitos esperam ansiosamente ouvir são as que outros rezam para não receber tão cedo, com medo da obrigação de devolvê-las. Havia tantas formas de dizer isso a ela e eu já havia usado todas, mas a necessidade de libertar aquelas palavras aumentava a cada dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consegui dizer eu te amo. Fui obrigado. Obrigado pelo meu corpo, pela minha boca que não agüentava mais segurar aquilo, pela garganta que sufocava. E falei. EU TE AMO. Um grito libertador. A sensação que tinha era de que o mundo inteiro havia ouvido aquilo. Ela derreteu-se. Há tanto tempo também procurava uma forma de me dizer isso e o maldito medo que me assombrava, também cercava o seu corpo. Nós não sabíamos, mas ao mesmo tempo sabíamos. Essa coisa do amor é muito engraçada. É difícil dizer eu te amo, mesmo que não nos falte sentimento, mas pelo medo da rejeição. O amor é engraçado. Mas, mais difícil que dizer ‘eu te amo’ é ter que dizer EU NÃO TE AMO. ‘Eu não te amo’ a essa mesma pessoa que há anos foi o motivo pelo qual o seu gatilho disparou. A mesma pessoa que causava o grande temor da rejeição, aquela para qual você desejava gritar ‘eu te amo, eu te amo, pra sempre’. Para sempre. Por que sempre somos fisgados por ele? Mesmo depois de vários ‘para sempre’ desfeitos, ele continua nos enganando, nos convencendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão mais difícil que lhe dizer eu te amo, foi dizer que não a amava mais. Doloroso. Era aquela mesma sensação, mas ao contrário. Eu não queria dizer aquelas palavras, tanto que minha garganta nem precisava prendê-las como fez da primeira vez. Elas estavam ali, rodopiando pelo céu da boca livremente, batiam nos dentes, encostavam nas gengivas, colocavam a ponta dos pés pra fora e até brincavam com minha língua. Mas não saiam, não queriam, não precisavam. Como explicar a ela, que aqueles três anos não foram uma mentira? Como dizer que tudo o que eu havia dito, inclusive o ‘para sempre’ sempre foi verdade. Nem eu esperava ser enganado pelo destino. Mas havia acabado numa manhã eu que eu acordei e não senti a falta dela em minha cama, ou não reparei no seu cheiro que ficou em meu travesseiro. Quando esqueci de ligar, ou não tive tanta vontade de vê-la. Acabou quando meu pescoço entortou-se para olhar a mulher na esquina e um leve pensamento maldoso passou pela minha cabeça. Acabou quando ela me olhou e disse ‘eu te amo’ tão facilmente, tão lindamente e eu respondi ‘eu também’ sem nem saber o que estava dizendo, de forma automática, como se diz bom dia e obrigado. Mas ela precisava saber que não havia ninguém, nem problemas com ela, ou comigo, mas simplesmente não havia mais nada ali. E meus planos já nem a incluíam mais, não de propósito, mas me surpreendia ao deparar que ela não estava ali quando eu pensava em viajar. E eu buscava explicações sem encontrá-las. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU NÃO TE AMO, disse. Não te amo mais. E como há três anos, senti de repente o medo, o pavor, mas dessa vez, não de assustá-la, de faze-la sair correndo, de lhe causar medo, mas Deus, nesse momento eu percebi que não estava preparado para ouvir um ‘eu também’. As mesmas palavras que antes desejava tanto que escapulissem de sua boca, agora eu rezava para não ouvi-las. E então entendi, em seus passos largos, apressados e conformados de adeus, que ela também sentia o mesmo que eu. Nós não sabíamos, mas ao mesmo tempo sabíamos. E quando ela dobrou a esquina, sem discutir, calmamente, percebi que ninguém está preparado para a rejeição. Ninguém. Eu não estava. Essa coisa do amor é engraçada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115869274694540702?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115869274694540702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115869274694540702&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115869274694540702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115869274694540702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/09/eu-no-te-amo.html' title='Eu não te amo'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115740439314315475</id><published>2006-09-04T16:10:00.000-05:00</published><updated>2006-09-04T16:13:13.150-05:00</updated><title type='text'>Envivecer</title><content type='html'>O ano passa rápido teoricamente. Mas pensem: são 365 dias. É muita coisa. Eu não sou mãe, não sou criança, não sou pai, e aí o único dia que me resta é meu próprio aniversário. Porque por mais namorada que eu seja, vou sempre ter que dividir o dia dos namorados com outro! Mas meu aniversário não, ele é meu e ninguém tasca! Podem nascer no mesmo dia que eu, vão, nasçam! Que entre os meus amigos e a minha família, que é o que importa, ele continuará sendo meu! Tá, tá, me chamem de egoísta, egocêntrica... Mas, poxa, dá licença de eu ser estrela ao menos por um dia?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer aniversário é tão gostoso... Mesmo com todos os clichês desejados é sempre bom ser lembrado até por aqueles que nem são tão próximo assim. E os que o são, ah, esses nunca são clichês, porque desejam com vontade, com verdade, porque curtem o seu dia com você. E não tem presente melhor do que a presença deles e todos esses desejos reunidos, quase uníssonos. Tanto é verdade que quando encontramos um conhecido na rua e ele diz “hoje é meu aniversário, sabia?”, naturalmente tomamos um susto, abrimos um sorrisão e sentimos naquele momento uma alegria verdadeira de encontrá-lo justo naquele dia e poder dar-lhe um abraço. E dar abraço é tão gostoso ou mais do que receber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os preparativos? Bolo, cerveja, refrigerante, enfeitar a casa, festa à fantasia, churrascada, grades de gelada bancadas no bar preferido, sair com a mãe pra comprar presentes, ganhá-los do namorado, receber cartões e até as famigeradas mensagens no orkut. Vale qualquer coisa pra não deixar passar em branco o dia que é só seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que me pergunto por que tem gente que não gosta de fazer aniversário, que não se empolga em ser a estrela da festa, da noite, do dia? Por que temos tanto medo de envelhecer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais pessimistas pensam que o tempo está acabando. Mas veja por outro lado: está apenas começando. A cada ano que passa e quanto mais velho ficamos mais interessantes nos tornamos. Já reparou? Eu gosto muito mais de mim hoje do que há cinco anos. E provavelmente quando tiver 30 vou me sentir muito melhor do que hoje: mais bonita, mais segura, mais experiente, mais madura, mais estabelecida, independente, mais culta, melhor. Cada ano que passa aprendemos mais, crescemos. Coisas que antes encarávamos com desespero, hoje são pequenas e amanhã tiraremos de letra. Experiências que passamos nos tornam mais preparados, mais vividos, sábios, sensatos e sinceramente, ficamos mais bonitos, uma coisa que vem de dentro e acaba aparecendo fora. É claro que a gravidade vai incomodar, mas também precisamos saber apreciar o momento de cada pessoa, a beleza de cada momento e não encanar com isso. É muito mais ridículo se esticar todo para tentar parecer o brotinho que você nunca mais vai ser – não que eu seja contra plástica, uma levantadinha não faz mal a ninguém, mas sem exageros, precisamos assumir que não somos mais cocotas e pont final. De qualquer forma, se mudarmos a maneira se enxergar, descobrimos que ninguém precisa envelhecer, mas envivecer! Talvez seja por isso que o Gianechinni prefira a Marília Grabiela a qualquer popozuda novinha. E eu sinceramente dou dez pra ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envivesça sem medo. Hoje posso fazer coisas que antes eu não podia, vejo as coisas de outra forma e me sinto cada vez mais mulher. Isso é envivecer. Cada aniversário é o início de uma nova vida, uma nova oportunidade para mudar, crescer, consertar, melhorar. Não, não se enganem com o ano novo. O dia 31 não significa absolutamente nada de pessoal para ninguém, de verdade. A não ser que você tenha nascido neste dia. Por que fazemos tantas promessas no fim do ano, como se fôssemos começar um novo ciclo, se na verdade o nosso verdadeiro ciclo, o nosso ciclo pessoal termina e começa no dia do nosso aniversário? É claro! É quando o seu ano acaba e o novo começa, uma nova idade, que custamos a nos acostumar, é a oportunidade que temos para mudar o que queremos, aperfeiçoar o que gostamos, é o nosso verdadeiro ano novo. Tanto que no dia seguinte – tô mentindo? – sempre nos sentimos um pouco estranhos: “Caramba, agora eu tenho 24 anos!”. E quem estava certo era mesmo o Sérgio Reis, panela velha é que faz comida boa. Envivesça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Dia primeiro desse mês meu novo ciclo começou. Um bom dia para um novo ano, não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115740439314315475?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115740439314315475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115740439314315475&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115740439314315475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115740439314315475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/09/envivecer.html' title='Envivecer'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115740405487697144</id><published>2006-09-04T16:06:00.000-05:00</published><updated>2006-09-04T16:07:34.880-05:00</updated><title type='text'>Sobre seus dentes</title><content type='html'>Pode voltar para as páginas anteriores. O que venho hoje aqui dizer talvez não interesse a ninguém. Aliás, não interessa a ninguém. Portanto, você pode fechar a janela sem ler mais do que estas linhas, porque só vai encontrar a minha dor aqui. Mas se decidir ficar, talvez encontre, em uma frase ou outra, também a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem pessoas que deveriam ser imortais. Nunca penso na morte, nunca pensei. Nunca acordei um dia sequer e imaginei como seria a minha vida sem minha avó. Talvez por isso tenha sido tão estranho. Nunca pensei que minha avó pudesse morrer. Sua força, sua garra, suas idiossincrasias, seu jeito super protetor, seu sorriso frouxo que por muitas vezes me fazia sentir vergonha, pela falta de alguns dentes. Coisas de adolescente e criança, ter vergonha dos pais e depois, inevitavelmente, querer tudo aquilo que desprezou mais uma vez e se deparar que é tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes tive vergonha quando minha avó me levava à escola, com sua sombrinha. Apressava o passo na sua frente para que ninguém pensasse que estávamos juntas. Eu queria ir só ao colégio e nesse apressar de pernas, por muitas vezes, tenho certeza, magoei a minha avó. Como quando evitava muitos carinhos com ela em público, como se isso fosse algo a se envergonhar. Mas era para a cama dela que eu corria de madrugada, quando ficava com medo. Era na cama dela, que depois de crescida eu queria dormir – no quarto dela tinha uma cama a mais que ela deixava grudada na dela, já me esperando de madrugada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ela que permitia que eu me apossasse da mesa da cozinha por dias para montar minha casinha de bonecas ou que escondia guarda-roupa todos os brinquedos que eu queria ganhar de Natal, e principalmente, sabia tudo o que eu gostava. Era ela que com um dinheiro contado e curto me dava as roupas que eu queria, a internet que eu tanto pedia, os cd´s, os filmes e tudo o que eu gostava de comer. E mesmo assim, eu me aborrecia quando ela me fazia lanchinhos, porque eu queria fazer sozinha. Hoje, gostaria tanto que ela pudesse estar aqui e me colocar uma compressa de álcool na testa para fazer a febre baixar, ou trazer um nescauzinho na cama. Queria tanto que ainda me esperasse em seu quarto com a cama grudada na sua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era ela o motivo da minha confusão no Dia das Mães. Pra quem eu daria o presente? Na escola já sabiam, a professora me ajudava a fazer dois brindes: um para a minha mãe e outro para a minha avó. É porque minha mãe era jovem, o que hoje é comum, e eu acabei ficando com duas mães. É. Sou menina criada por vó. E foi tão difícil fazê-la entender que eu queria crescer para além da barra da sua saia e ganhar o mundo...&lt;br /&gt;Lembro de tantas brigas... Quantas vezes a deixei preocupada, sem atender ao maldito celular que ela havia me dado para me encontrar, por oura rebeldia ou vergonha de ter que dizer aos meus amigos que minha avó me mandara voltar pra casa. E não mais escrevia cartinhas de amor, ou me agarrava nela a encher-lhe de beijos, ou a acompanhava ao supermercado. E quando vi, nem em casa eu estava mais. Minha vó me amava tanto que adoeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando descobri, há seis anos que ela não era eterna era tarde demais. Como me culpei por sua morte. Por não ter lhe dito o que precisava, por vergonha, por orgulho, ou qualquer coisa parecida que eu herdei dela. Exatamente como ela. E quantas vezes sofri sozinha, quando a ficha finalmente caiu. Aquela imagem dela doente, no hospital, na UTI, no caixão, ainda me parecia um filme que ia terminar. Mas nada voltou ao normal. Nunca voltou. Era verdade, ela tinha morrido e eu ainda não havia entendido. E me acostumar a não tê-la em casa foi mais difícil do que eu pensava. Mas quase nunca ninguém me viu chorando, quase nunca ninguém me viu com a famigerada postura de quem está sofrendo ou sente saudade. Mas também, nunca ninguém perguntou o que eu sentia ou como eu estava. Isso eram coisas da minha avó. Era ela que só de olhar, sabia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje mais do que nunca sinto falta dos lanchinhos, de seu andar engraçado, de seus grampos, de assistir novela com ela, de acompanhá-la ao supermercado, de enlouquecê-la com meu som alto, de jogar canastra com ela, das suas compressas de álcool, de seu sorriso largo com alguns dentes faltando, que hoje não me fariam sentir vergonha alguma. Porque onde lhe faltava dentes, lhe sobrava caráter, bondade, força e coração. O coração e o colo que nunca mais terei. Não neste plano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115740405487697144?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115740405487697144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115740405487697144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115740405487697144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115740405487697144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/09/sobre-seus-dentes.html' title='Sobre seus dentes'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115740376618088626</id><published>2006-09-04T15:59:00.000-05:00</published><updated>2006-09-04T16:02:46.263-05:00</updated><title type='text'>Sex and The Bel City</title><content type='html'>Sex and the City pode ter acabado, mas a febre do seriado não. Todas querem ser Miranda, Samantha, Carrie e Charlotte, as quatro bem sucedidas e independentes solteiras que abalam as estruturas de Manhattam. Pudera. Elas conversam tão intimamente sobre temas que invariavelmente nos confrontamos em nossos relacionamentos, que é quase impossível não se identificar com uma, ou até com todas as personagens. Nem os homens resistem a dar uma espiadinha pra talvez desvendar os mistérios das mulheres. Mas voilá: nem nossas heroínas conseguem se entender de verdade, esse profundo desafio que é ser mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda garota que assiste ao seriado encontra um pouco de Sex and the City em si. Eu, por exemplo, poderia ser a Carrie, personagem de Sarah Jéssica Parker. Por que não? Escrevo uma coluna onde aproveito principalmente temas que discuto com minhas amigas, uso modelitos que até Deus duvida e ouso chamá-los de fashion, minhas comparsas e eu vivemos em baladas, sou alucinada por sapatos e fumo como a personagem. Ainda tenho uma amiga ruiva e advogada que tem um filho - a minha Miranda - e outra romântica e mais careta que nós, que é a minha Charlotte. Tenho até uma Samantha, loira fatal devoradora de homens! E pra completar, nossa rotina é sentar em uma mesa de bar e discutir o inevitável, entre outros tópicos: nossos problemas de relacionamento. Bingo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que por mais delicioso e divertido que seja se encontrar em Sex and the City, levemos em consideração algumas observações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Como nossa musa Carrie consegue sustentar aquele apartamento lindo, comprar sapatos Manolo Blanik de 400 doláres, usar modelitos formidáveis e ainda ter grana pra estar em todas as baladas quentes de Manhattam com o salário de uma colunista? Sonho! O dia em que puder trabalhar em casa – leia-se escrever uma história como essa uma vez por semana e mais nada! -, só de calcinha e blusa, tomando martini, tendo todos os luxos da Carrie, queridos, eu pinto meu cabelo de loiro, faço permanente e saio de short brilhoso e salto como ela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Nenhuma de nossas heroínas tem carro?! Uma relações públicas bem sucedida, uma marchand e uma advogada que têm apartamentos em bairros badalados andam sempre a pé? Ou de táxi! Fico imaginando o absurdo que elas gastam de táxi pra rodar uma cidade que, imagino, não deva ser como aqui, onde tudo é pertinho. E as solas dos Manolo Blaniks? Mas o pior nem é isso. O pior é que em seis temporadas NENHUM de seus pretendentes tinham carro, a não ser o ricaço Mr. Big e um político que a Carrie namorou (e ambos tinham motorista). Sonho! Lembrando que aqui não é Nova Iorque, mas Bel City: andar a pé por aí com as amigas rende um visual pupunha, testa pingando e provavelmente um celular roubado. Além disso, o táxi vai sair o olho da cara e, meu bem, você a essa altura já está longe de ser “fabulous”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Elas sempre têm tempo pra se reunirem num café, no almoço, num jantar, ou nos três. Sonho! Tem semanas que eu mal consigo ver minhas amigas e até a minha mãe, tamanha correria. Mas de qualquer forma, ainda que tivéssemos tempo, provavelmente iríamos à falência se saíssemos tanto pra comer. Elas ainda têm tempo de fazer ioga, boxe, musculação, correr no Central Park, etc. Ai, como é bom viver em Sex and the City...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. ...Mas em Bel City tudo é diferente. Aqueles homens maravilhosos, poderosos, sarados, lindos elas arrumam onde? Tá certo, eles sempre têm um defeito no final do episódio. Mas é que em Bel City, quase sempre encontramos apenas o defeito. Sonho! Não é fácil como elas arrumar entre 30 homens, 30 colírios ricos. A não ser que arranjemos por aqui um bom produtor de elenco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Mas principalmente, o mais intrigante é: por que tantas mulheres ainda querem ser Carrie, Miranda, Charlotte e Sam se com toda sua independência, feminilidade, sucesso e carisma elas ainda continuam solteironas? E o pior, inconformadas e desesperadas, embora tentem parecer descoladas no seriado. Pesadelo! No fundo, no fundo essas mulheres de 30 anos procuram o mesmo que as 20 não-independentes: amor. Então, não importa toda essa liberdade, personalidade, porque por mais independente que possam parecer elas precisam de alguém. Isso só mostra o quanto são dependentes e mal-sucedidas. Será que elas não conseguem pôr outro assunto em pauta que não homens? Seis temporadas e nenhuma conversa produtiva. E é isso que as mulheres fazem na maioria das vezes quando se reúnem – inclusive minhas amigas e eu –, desperdiçam sua inteligência falando de homens. Como todo ser humano, inclusive os de Sex and the City, nós precisamos de amor, muito amor. Mas viver em função disso não é nada fascinante. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então, chicas, por mais identificação que haja entre nós e as lindas personagens não nos deixemos levar pela ilusão, mais uma vez da super mulher. Quatro sensíveis, adoráveis e comuns mulheres, isso sim. E aqui, em Bel City, talvez consigamos ser muito mais que isso. Porque pegar Djalma Dutra lotado, brigar com o cobrador, não cair do salto, tomar tacacá no calor, bater ponto todo dia, e enfrentar o rodízio do amor na cidade das mangueiras é que é ser verdadeiramente “fabulous”!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115740376618088626?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115740376618088626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115740376618088626&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115740376618088626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115740376618088626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/09/sex-and-bel-city.html' title='Sex and The Bel City'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115506446923794066</id><published>2006-08-08T14:13:00.000-05:00</published><updated>2006-08-08T14:14:29.243-05:00</updated><title type='text'>Pulada de cerca</title><content type='html'>- Mas que lugar que você foi escolher, Diego.&lt;br /&gt;- Shhhhhhhh! Tá maluca? Quer que os outros nos reconheçam, não me chame pelo nome.&lt;br /&gt;- Você não tá falando sério, Diego. Se a sua mulher ou o meu marido estivessem na cabine ao lado, eles já teriam entrado aqui.&lt;br /&gt;- Pô, Eduarda! Você quer que o drive-in inteiro nos ouça??!&lt;br /&gt;- Rá, você falou meu nome!&lt;br /&gt;- Droga, isso não vai dar certo...&lt;br /&gt;- Tá bom, Fabrício.&lt;br /&gt;- Quem?&lt;br /&gt;- Fabrício. Vou te chamar de Fabrício. É o nome de um ex meu.&lt;br /&gt;- Nem pensar, você não vai me chamar pelo nome do seu ex! Além do mais eu não tenho cara de Fabrício.&lt;br /&gt;- Contanto que você não me chame por nenhum nome composto, pode usar o que quiser.&lt;br /&gt;- Por que não nome composto?&lt;br /&gt;- É brega. Quase nunca a combinação dá certo e é muito longo na hora de gemer.&lt;br /&gt;- Hum... Gemer, é? Posso te chamar de Sharon.&lt;br /&gt;- Hã? Você vai ficar pensando na Sharon Stone enquanto me beija e eu não posso te chamar de Fabrício?!&lt;br /&gt;- A Sharon não é minha ex!&lt;br /&gt;- Vamos acabar com essa palhaçada e ir ao que interessa. Vem cá me dar um beijo, meu amor.&lt;br /&gt;- Vem você aqui, minha gata. Nem acredito que estamos fazendo isso...&lt;br /&gt;- Eu também estou um pouco nervosa... Mas não consigo mais me controlar!&lt;br /&gt;- Eu nunca traí a...&lt;br /&gt;- Shhhh! Sem nomes! Foi você que falou.&lt;br /&gt;- É mesmo.&lt;br /&gt;- Eu também nunca traí meu marido. Mas é que você é... Não sei explicar...&lt;br /&gt;- Então não pensa, Sharon, me beija.&lt;br /&gt;- Pelo menos me chame de Angelina, que aí eu posso pensar que você é o Brad. &lt;br /&gt;- Por que? Minha aparência não te satisfaz? Você vai pensar em outro?&lt;br /&gt;- É você que está me chamando por outro nome e corta o clima!&lt;br /&gt;- Então, vou te chamar de gatinha...&lt;br /&gt;- Ai, assim, é melhor... Hum... Pega a camisinha, gatinho...&lt;br /&gt;- Você não tem?&lt;br /&gt;- Eu? Claro que não. Eu sou casada, você acha que eu ando com camisinha na bolsa?&lt;br /&gt;- Pô, eu também não tenho.&lt;br /&gt;- Ai, não acredito...&lt;br /&gt;- Espera, tem um telefone ali, vou pedir pra entregarem.&lt;br /&gt;- Você ta só de cueca, cuidado, tem muito mosquito aí fora. &lt;br /&gt;- Alô? É... Você poderia providenciar preservativo, por favor? Ok, obrigado.&lt;br /&gt;- E aí? Não estou vendo nenhuma portinha pra nos entregarem, gatinho...&lt;br /&gt;- Com licença, senhor.&lt;br /&gt;- Que isso??? Minha senhora o que você está fazendo aqui na cabine? Saia já, estou de cueca, pelo amor de Deus!&lt;br /&gt;- O senhor pediu preservativo, eu vim entregar.&lt;br /&gt;- O que???&lt;br /&gt;- Senhora, deseja alguma coisa? &lt;br /&gt;- Er... não, não.&lt;br /&gt;- Fiquem a vontade, se precisarem é só chamar.&lt;br /&gt;- Você viu isso, Eduarda?&lt;br /&gt;- Shhhhh! Claro que vi! Eu não disse que esse lugar era estranho?&lt;br /&gt;- Será que ela gravou nossos rostos?&lt;br /&gt;- Esquece isso, pelo amor de Deus. Relaxa um pouco! Vem aqui, vem...&lt;br /&gt;- Ô, minha gata, hum... Que perfume.... hum... &lt;br /&gt;- aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiii!&lt;br /&gt;- Que é isso?&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Você gritou?&lt;br /&gt;- Não, Diego, ficou maluco.&lt;br /&gt;- Fala baixo! Eu ouvi um grito.&lt;br /&gt;- aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiii&lt;br /&gt;- Ouviu?&lt;br /&gt;- Agora eu ouvi! Deve ser alguém na outra cabine.&lt;br /&gt;- Não, vem lá de fora, daquele terreno ali na frente. &lt;br /&gt;- Será que tem alguém morrendo?&lt;br /&gt;- Vamos embora agora, Eduarda. Sério. Vamos sair daqui. E se forem bandidos? Se pularem o muro, entrarem aqui, nos renderem? Vamos sair no jornal! Como vamos nos explicar depois?&lt;br /&gt;- Ai, Diego, eu não acredito no que você está falando. &lt;br /&gt;- Vamos, se vista. Vamos para outro lugar. Pega a camisinha.&lt;br /&gt;- Peraí, o pacote ta rasgado. Cadê o pedaço?&lt;br /&gt;- Droga! Esse pedaço não pode ficar no carro.&lt;br /&gt;- Ai, meu Deus...&lt;br /&gt;- Procure por todos os cantos, Eduarda, todos.&lt;br /&gt;- Achei! ... Não, peraí, não é o mesmo pacote. Não, não. Essa é de outro.&lt;br /&gt;- De outro? Como assim? Com quantos homens você está transando?&lt;br /&gt;- Quis dizer ‘de outra pessoa que tenha vindo aqui’. Não de outro amante meu.&lt;br /&gt;- ah, bem...&lt;br /&gt;- E se fosse? Você é casado, não pode ter ciúme de mim!&lt;br /&gt;- Você também é casada, Eduarda. Que baixaria é essa de ficar saindo com um monte de homens por aí?&lt;br /&gt;- Ah, sair com você não tem problema, né, Diego?&lt;br /&gt;- Eu só tenho você, Eduarda e é a primeira vez que eu faço algo desse tipo.&lt;br /&gt;- Eu também, ora bolas. Ou melhor, estou tentando, mas ta difícil, hein.&lt;br /&gt;- Achei! Vamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casal se vestiu e chegou à portaria para pagar.&lt;br /&gt;  - Ô, moço!&lt;br /&gt; - Não deixe que ele veja sua cara, Eduarda!!! Lá vem ele, desliga a luz!&lt;br /&gt; - Tem refrigerante aí, moço?&lt;br /&gt; - Sim, senhora, só um minuto.&lt;br /&gt;  - Pergunta dos gritos... Pergunta, Eduarda.&lt;br /&gt; - Diego, por favor, controle-se.&lt;br /&gt;   - Pergunta!&lt;br /&gt; - Ta, ta... Ô, moço. O senhor ouviu uns gritos estranhos? Ficamos com medo.&lt;br /&gt; - Ah, são as crianças brincando no playground do prédio ao lado.&lt;br /&gt; - Então, vamos voltar, Eduarda.&lt;br /&gt; - O que aconteceu com o sigilo dos nomes? Fale baixo, estamos na saída e eu já paguei.&lt;br /&gt; - Moço, nós vamos voltar, por favor, me devolva o dinheiro.&lt;br /&gt; - Pois não senhor, fique a vontade.&lt;br /&gt;        - Diego, eu não acredito. Que vergonha!&lt;br /&gt;        - Ah, vai me dizer que você não quer? Não acabamos o que estávamos fazendo.&lt;br /&gt;        - Você é maluco.&lt;br /&gt;        - Vem cá, gatinha, vem...&lt;br /&gt;        - Hum... Tá bom, vai... Acho que finalmente vamos ficar em paz...&lt;br /&gt;        - Ei! Cuidado! Você vai deixar meu pescoço marcado, está louca?&lt;br /&gt;        - Meu amor, acho que a nossa tentativa de ser amantes não vai dar certo... Vamos pra casa, Diego&lt;br /&gt;        - Shhhh!!! Olha os nomes, olha os nomes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115506446923794066?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115506446923794066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115506446923794066&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115506446923794066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115506446923794066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/08/pulada-de-cerca.html' title='Pulada de cerca'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115506433153903166</id><published>2006-08-08T14:11:00.000-05:00</published><updated>2006-08-08T14:12:11.556-05:00</updated><title type='text'>Hedonismo</title><content type='html'>Hedonismo. Do grego hedoné, prazer. Segundo o Aurélio “doutrina que considera que o prazer individual e imediato é o único bem possível”. Diz-se que o hedonismo é o valor do prazer, do agradável, a doutrina que considera o prazer como essência da felicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom seria se todos fôssemos praticantes do hedonismo. Não há forma melhor de levar a vida. Viver hedonicamente é viver evitando tudo àquilo que possa ser desagradável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas na vida, alguns sofrimentos e desprazeres são inevitáveis. Não se pode evitar sofrer uma desilusão amorosa, perder alguém querido, perder o emprego. Não se pode evitar a saudade de alguém que parta ou a simples dor de um corte no dedo. Mas se soubermos aproveitar as outras partes que nos cabe controlar priorizando o prazer, até mesmo o inevitável pode se tornar menos doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço mais nada que não me proporcione o mais puro prazer. E repasso este conselho. Seja hedonista. Uma boa conversa, uma boa companhia, um bom lugar, um bom prato de comida. Não faça mais aquilo que o desagrada, não, nem por educação. Não faça de forma alguma nada daquilo que o deixe incomodado. Não finja mais, não é preciso. Você vai conseguir tirar um peso da costa, vai ficar mais leve. Não se obrigue fazendo sala para alguém que você não gosta. Isto não significa ser grosseiro, mal educado ou mesmo, maltratar alguém. Mas simplesmente se reservar ao direito de não precisar fingir e sim, de escolher suas companhias. Afinal, todos queremos pessoas que amamos e principalmente, que nos amam, ao nosso lado. Não faça mais nada por nenhum outro motivo que não seja o seu prazer. Isso não significa “não faça nada para ninguém”, porque mesmo aquilo que fazemos para os outros fazemos para o nosso prazer. O prazer de dar um presente, o prazer de ver seu amigo bem depois que você o ajudou a concertar a sua TV, o prazer de ver o sorriso da sua namorada ao ajudá-la a estudar para o concurso. Façamos o bem pelo nosso próprio prazer, não para receber algo em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estudei princípios do marketing, aprendi que dentre alguns tipos de necessidades do consumidor, existiam dois chamados necessidades hedônicas e necessidades utilitárias. Não tenho sapato, portanto preciso de um para não andar descalço. Essa é uma necessidade utilitária. Tenho três sapatos, mas quero mais um de salto, porque achei lindo e vou me sentir sexy. Necessidade hedônica. Se você puder se dar ao luxo de saciar suas necessidades hedônicas, o faça. Que mal há nisso? Desde que não faça mal a ninguém e bem a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Satisfaça suas necessidades hedônicas. Necessidade hedônica de beijá-la. Necessidade hedônica de vê-lo naquele momento. Necessidade hedônica de dançar. Necessidade hedônica de comer sushi, de correr, de gritar, de abraçar, de ver o mar, de sumir, de fazer o que quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Egoísta, não. Hedonista. Queira o prazer pelo simples prazer. O dia em que eu você se sentir culpado por acender um cigarro, pare de fumar. Enquanto algo lhe der prazer, faça. Viva. Viva o hedonismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115506433153903166?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115506433153903166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115506433153903166&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115506433153903166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115506433153903166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/08/hedonismo.html' title='Hedonismo'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115394887013099629</id><published>2006-07-26T16:18:00.000-05:00</published><updated>2006-07-26T16:21:10.143-05:00</updated><title type='text'>O Maior segredo do mundo</title><content type='html'>Gula é uma delícia. Liberta passar da conta às vezes sem culpa, nada melhor que poder se entregar aos prazeres de um saboroso prato. Luxúria é tesão, uma explosão de vontade, desejo pela qual todos devem passar sem medo de rótulos ou preconceitos. Preguiça pode ser perdoável, vá lá. Você pode até ter como cúmplice a desculpa do “este é meu estilo de vida, minha personalidade”. Ira é às vezes compreensível, ora, de vez em quando todo muito tem direito de explodir! Avareza a gente até entende, que a vida está difícil! A vaidade é coisa do dia-a-dia, já estamos até acostumados a viver a imbecil lei do silicone e da bunda dura. Mas a inveja... Quem arranja uma desculpa pra ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi lendo o livro do Zuenir Ventura, Inveja, que esse tema me fez perder o sono. A inveja é o maior segredo do mundo. O único pecado que ninguém tem coragem confessar, mas do qual todo mundo se diz vítima! O mais engraçado é a tentativa eufêmica e disfarçada que encontramos de admitir a nossa inveja sem nos comprometermos: “é uma inveja saudável, positiva”. Ora. É inveja. E ela é destrutiva, má, cruel, premeditada, é o ‘jogo em que o que importa é o que e o outro perde, e não o que a gente ganha', diz Zuenir, e isso não pode ser positivo. As pessoas confundem inveja e admiração. Ou, o que me parece mais plausível: tem pavor de serem julgados por tal.&lt;br /&gt;Eu admiro muita gente e tenho desejos. Queria ter um apartamento lindo como o da novela ou o cabelo da minha amiga. Isso é admiração, vontade de querer ser melhor. Mas quando as coisas se invertem e eu começo a sentir vontade de cortar o cabelo da amiga e tacar fogo em apartamentos enormes, isso é inveja, é você se realizar com a desgraça alheia. Cruz, credo! Xô, olho gordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inveja é uma lente de aumento. Ela faz com que idealizemos e superestimemos ainda mais o objeto da inveja, fazendo com que ele pareça muito mais do que realmente é. Pensem nisso. Às vezes o que invejamos nem é tão bom assim, mas adquire uma grandeza tamanha que passamos a enxergá-lo como perfeito, inestimável. De repente, o que a gente tem de bom não importa mais, o que vale é o que a outra pessoa pode perder. Assim, a gente falsamente se sente melhor. “Quem desdenha quer comprar”, já dizia a minha avó. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inveja nos seca, nos deixa tristes, muito pior pra quem sente, do que pra quem é vítima. Imagina viver com esse objetivo louco de destruir alguma coisa ou alguém, estar cego e não conseguir mais aproveitar o que se tem, exclusivamente concentrado no que o outro pode perder... Engana-se aquele que acha que descobrimos os verdadeiros amigos nas horas ruins. Não. O verdadeiro amigo é o que suporta o nosso sucesso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, todo mundo já sentiu inveja pelo menos uma vez na vida. Digno é aquele que tem coragem de admitir que, infelizmente, esse sentimento é mais comum do que a gente imagina, e está em todo o lugar. Já roubei papel de carta de amiguinha só porque ela tinha mais do que eu! Roubei!!! Eu precisava ter mais do que ela. E não bastava comprar, eu tinha que roubar os dela. E se já fui vítima? Fui, sou, serei, como todo mundo. Mas a gente não deve esquecer que sempre há a possibilidade de nos transformarmos em criminosos. E por isso devemos lutar sempre por nós, pela nossa felicidade, enxergar o que acontece de bom ao nosso redor, o que temos de melhor, cultivar pessoas e viver bem e em paz, para manter esse mal secreto bem longe da gente, nunca desejar o mal de ninguém - isso sempre volta- , nem tampouco dar importância àquilo que não se deve, acima de tudo sermos felizes sem olhar a quem, emanar energia positiva e muita alegria. Dessas de dar inveja a qualquer um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115394887013099629?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115394887013099629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115394887013099629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115394887013099629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115394887013099629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/07/o-maior-segredo-do-mundo.html' title='O Maior segredo do mundo'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115325390056025663</id><published>2006-07-18T15:08:00.000-05:00</published><updated>2006-07-18T15:18:51.326-05:00</updated><title type='text'>A doceria e eu (ou Mulher Sozinha Procura)</title><content type='html'>Dia desses, saindo de uma pauta que acabara mais cedo do que o previsto, me vi sem ter o que fazer. Era fim de tarde e, apesar de ter me livrado de meu compromisso, não adiantava mais voltar para a agência, porque já era quase final de expediente. Havia combinado de buscar meu namorado no trabalho e eu ainda tinha 30 minutos de absoluto ócio. E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi superar um grande trauma que me aflige – sabe-se lá por que – de sentar sozinha para comer. É, confesso. Ir sozinha a um restaurante, a uma lanchonete, sorveteria, para mim é um suplício. A impressão que dá é que todo mundo vai ficar me olhando e todos esses olhos ferinos, obviamente, vão estar devidamente acompanhados, enquanto eu, pobrezinha, “não encontro ninguém nem pra tomar um sorvete” - devem pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa tarde me enchi de coragem e fui ao encontro de mim mesma versus os olhos ferinos acompanhados. Parei em frente a uma doceria, peguei minha revista e fui sentar. Uma torta de morango e uma coca-cola, “sem limão, por favor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Ao meu redor havia apenas duas mesas ocupadas: uma com uma mãe e sua filha brincando, outra com um casal. Fingi segurança. Comecei a comer a torta devagar, saboreando-a e virando as páginas da revista. Em alguns momentos de desconcentração, me pegava olhando, pelos cantos dos olhos, para os garçons, que pareciam muito mais solícitos do que de costume. “Seria pena de mim?”, pensei. “Que bobagem, eles não tem a quem atender, é claro que vão me dar atenção”, despensei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco começou a chegar gente, então comecei a reparar: eram moças sozinhas, como eu. A diferença é que elas não tinham uma revista. Será que elas também se sentiam observadas? De alguma forma, desencanei. Eu não estava mais só sozinha! Elas me davam força para que eu não me sentisse uma estranha no ninho. E de repente, comecei a me curtir, ali. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li concentrada as matérias, pedi outra coca, desceu redondo. Acabou a torta de morango, puxei calmamente meus cigarros, traguei com firmeza e continuei lendo minha revista. Já me sentia confortável, dona de mim, independente! Que delícia estar ali, despreocupada, reservando um tempo pra mim, me curtindo, me namorando, ai, eu estava viva! E foi aí que reparei num senhor de bermuda e chinelos, me olhando. Quer dizer, me secando. Comecei a me incomodar, eu não sabia se ele me paquerava ou se pensava o que eu fazia ali em plena quinta-feira, 6 horas da tarde. Já estava lá há 15 minutos. Eu não trabalhava, não? Podia ver a hora em que ele resolveria sentar comigo e me pedir cigarros. Foi aí que pensei: será que uma mulher não tem o direito de estar desacompanhada em uma doceria porque simplesmente quer e não porque é solteira e não tem ninguém? Mexi na minha aliança, na tentativa de mostrar que eu tinha um compromisso. E continuei virando as páginas, incomodada. “Ora bolas, por que eu estou encucando de novo? Ele não está pensando absolutamente nada, eu é que estou. Vou me curtir!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como obra não do acaso, a página seguinte da revista que eu lia trazia a matéria “Mulher de preto sozinha em um restaurante. Homem de preto sozinho em um restaurante”. Quase me engasgo no trago do cigarro. A mulher de preto, a jornalista, contava sua aventura em um restaurante lotado, vencendo o medo de comer só – e eu que pensava que isso era coisa minha!. Ela falava das mulheres em geral, que se sentem julgadas, abandonadas, incomodadas. O homem, ao contrário, contava a sua aventura e não estava nem aí: comeu bem, tomou vinho, se curtiu e ainda declarou que não entendia o motivo dessa neurose urbana das mulheres: “Nós não estamos pensando que você está ali porque está pra titia, mas a coisa mais óbvia; você está apenas comendo”. Que irônico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apaguei o cigarro, paguei a conta e nem tinha notado que ao meu lado havia uma família de umas oito pessoas. O homem de bermuda estava lendo seu jornal, me observando por cima do papel, com um sorriso. As mulheres já não estavam mais lá, eu era a única sozinha ali. E quer saber? Me senti muito bem. Preciso fazer isso mais vezes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/niver1_mex.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115325390056025663?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115325390056025663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115325390056025663&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115325390056025663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115325390056025663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/07/doceria-e-eu-ou-mulher-sozinha-procura.html' title='A doceria e eu (ou Mulher Sozinha Procura)'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115280437707374758</id><published>2006-07-13T10:20:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T10:26:17.076-05:00</updated><title type='text'>Manual Anti-Broxante: Coisas que você nunca deve dizer na cama pra uma mulher</title><content type='html'>Membros da classe masculina, hoje estou aqui para dar uma mãozinha àquilo que, segundo alguns de suas espécies, vocês já fazem muito bem! Sim, sabemos que vocês são máquinas de sexo e gostam de falar - espertinho, eu sei que você conta tudo para os amigos, mas não é disso que estou falando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens gostam de falar na cama. Por vezes, inibem-se na dúvida se nós, mulheres, iremos ou não gostar de ouvir. Muitos preferem conter a vontade achando que não iremos gostar. Ledo engano, meus caros. Somos todas umas safadas, todas, incluindo as vossas mães. Mas seja lá a máquina de sexo que você for, é preciso não cair em deslizes ao sinal de que a parceira o deixou livre para falar. Você pode acabar cometendo pequenas-grandes gafes, irreversíveis. Sim, bobagens, bobagens, mas que fariam qualquer ser de cromossomo XX com um mínimo de bom gosto sexual vestir suas roupas e ir pra casa. Traduzindo: não façam mais as mulheres broxarem! E você, mulher, caso não se enquadre em algumas das alternativas abaixo, por favor, reveja os seus conceitos (recomponha-se!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, machos-alfa, tentem seguir as cinco regrinhas básicas abaixo, Elas irão salvar sua noite ou, no mínimo, evitar que vocês se tornem personagens que irão causar gargalhadas ensurdecedoras nas rodinhas femininas – claro, nós também falamos, você não sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.“Ai, meu amor, tô ereto”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Meu, amor, tô ereto? Não, querido, o problema não é o “meu amor”. Meu amor é até legal se você já tiver um nível de sentimento, carinho. O problema é o ERETO! Diga que está com tesão, que está duro! Não, não, não diga que o seu membro está duro! Membro são braços e pernas, e o que você tem embaixo do umbigo não anda, sapateia, nem tem polegar. Diga que está duro, apenas. Mas... Ereto??? Você não vai querer ser lembrado como o Homus Erectus da sua parceira. Até porque você até podia estar ereto, mas a essa altura, ela já broxou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.“Nossa, como você tá úmida”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Olhe bem pra sua amada deitada na cama e me responda: ela tem cara de toalha? Então, não diga mais que ela está úmida! Mulher não é lenço umedecido, além do mais, que cerimônia é essa?  Na posição em que vocês estão não há mais espaço para cerimônias. Seja direto: molhadinha, meladinha, excitada. Ou não fale nada e garanta a tão desejada “umidade” de sua donzela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.“Vem cá, preta”, “meu anjo, vem docinho, princesa linda”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Este é um caso de análise mais aprofundada. Vamos à primeira hipótese: ela é sua namorada e o apelido de vocês é “neném”. Ok. Pode até gemer neném em estéreo e acordar o prédio inteiro. Ela não vai broxar, porque é algo de vocês, ela está acostumada e até gosta. Segunda hipótese: ela não é sua namorada e vocês não tem nenhum apelidinho. Então, esqueça! Princesinha, meu chuchu, fofinha, bonequinha e outros inhas só vão torna-lo brega. Por favor, não mele o momento. Ela vai pensar que você chama todas assim. Imagine sua “bebezinha” no auge do prazer, ouvir um “vai, coelhinha!”. É broxa na certa!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.“Seu mamilo é lindo”, variação, “sua auréola é linda”&lt;/strong&gt;Bem... Sem comentários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.“Vou te penetrar”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Primeiro: quem penetra é porque não foi convidado. Quem foi convidado, entra! Acredite, sua parceira não vai reclamar se você disse que quer meter, enfiar. Pode confiar. Agora, se você tentar penetrar, aí pode acabar sendo barrado na porta. Segundo: será que você ainda não entendeu que não existe mulher santa e que toda essa sua educação pode ficar do lado de fora da festa? Epa, mas também não precisa arrotar depois de comer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Texto publicado em www.ressacamoral.com, em abril de 2006.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/pi.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115280437707374758?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115280437707374758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115280437707374758&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280437707374758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280437707374758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/07/manual-anti-broxante-coisas-que-voc.html' title='Manual Anti-Broxante: Coisas que você nunca deve dizer na cama pra uma mulher'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115280283994216828</id><published>2006-07-11T09:53:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T10:50:50.816-05:00</updated><title type='text'>Simples desejo de ser feliz</title><content type='html'>Hoje um amigo perguntou "e agora, o que eu faço?". Falávamos de relacionamentos. E fiquei pensando, cá com meus botões, por que vivemos inseguros, cheios de dúvidas? Será que ainda não percebemos que quase nunca fazemos o que temos vontade, por conta da maldita interrogação? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O ser humano pensa demais", falei. É, o ser humano se enrola, deveras, como diria meu avô, nos "talvezes", "poréns" e nos "e ses", com isso acaba deixando de fazer coisas simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta dos “e ses”, deixamos muitas vezes de nos entregar por puro medo ou adiamos coisas tão gostosas por uma insegurança boba. Se dermos sorte, iremos descobrir depois que tudo não passava de bobagem - não haveria problema em ter ligado, em ter pedido desculpam, em ter dito um “eu te amo” ou “gosto de você” -, mas talvez seja tarde demais. Aí, acabamos na companhia daquele pensamento chato, que vem nos corroendo de remorso. Chega cutucando: "Por que eu não fiz?" e, por vezes rimos de nós mesmos. Mas em outros casos a tal chance nunca volta. Só resta o arrependimento e ele dói, dói muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu digo uma coisa: arrisque. Ninguém perde nada com isso. Vivamos o risco, vivamos o medo sim, a insegurança, mas o superemos com as tentativas. Na maioria das vezes descobrimos que estávamos errados, que nosso medo era bobo, que fizemos tempestade em copo d`água e nos preocupamos à toa. Na pior das hipóteses aprendemos a superar nossos medos e sentimo-nos livres, como todo o ser humano deve ser. &lt;br /&gt;E digo mais: aproveite! O amor não aparece tão fácil se não deixarmos, a felicidade não fica muito tempo se não dermos chance a ela e a sorte só anda ao nosso lado se realmente fizermos questão da sua companhia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dê uma gargalhada alta. Abrace quem você ama. Não durma chateado. Tente acordar de bom humor. Fuja às vezes da dieta. Caminhe sem rumo. Tire uma tarde para rever fotos antigas. Colecione algo. Cultive amigos. Telefone para sua mãe. Vá a um lugar que você nunca foi. Perca a vergonha e arrisque passos de dança numa pista lotada. Tome a iniciativa em pelo menos uma paquera. Arrependa-se e aprenda com isso. Peça desculpas a alguém. Faça novas amizades. Se lambuze de sorvete. Tome banho de chuva. Aprenda um poema. Doe suas roupas antigas sem remorso. Planeje uma viagem. Viaje. Vá à praia com um biquíni mínimo, sem vergonha das suas celulites. Diga eu te amo. Tome um porre. Pratique um esporte, mesmo que não leve jeito pra isso. Aceite desafios. Não segure o choro. Não segure o riso. Faça algo que você sempre teve medo de fazer. Visite seus avós. Sonhe. Aprenda uma receita. Escolha o nome dos seus filhos. Adote um bichinho de estimação. Cante no chuveiro. Faça uma loucura e compre aquilo que você está desejando há tempos, mas que é caríssimo. Dê uma chance ao acaso. Acredite no mundo. Não brigue. Se brigar, perdoe. Ajude alguém. Assista a um romance água-com-açucar. Aproveite a vida e aposte no simples desejo de ser feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/al201_-1.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115280283994216828?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115280283994216828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115280283994216828&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280283994216828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280283994216828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/07/simples-desejo-de-ser-feliz.html' title='Simples desejo de ser feliz'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273449888425110</id><published>2006-07-04T15:00:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T15:01:38.886-05:00</updated><title type='text'>O Amuleto</title><content type='html'>Não era por causa da Copa. O Juvenal era sempre assim. A Copa só intensificara mais a situação. Ele chegava em casa impreterivelmente às sete horas. Tomava um banho, colocava seu indefectível roupão e sentava-se à frente da TV. Controle de um lado, coca-cola de outro e no televisor esporte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kátia sua mulher nem esperava mais que ele sentasse à mesa do jantar. Preparava seu prato e levava pra ele. Às vezes sentava ao seu lado no sofá. Ficava observando o marido comendo apressado, cuspindo grãos de arroz enquanto resmungava desesperado e aflito durante um jogo. Ali naquela casa, não tinha espaço pra a pobre Kátia. O futebol era a paixão mais ardente de Juvenal. Kátia o observava e às vezes tentava um chamego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Amor, desliga essa TV, só hoje, vai... Hoje é sexta. Vamos lá pro nosso quarto, tenho uma surpresa... Que tal?&lt;br /&gt;- Meu amor, eu já vou, já vou. Vou só assistir à Alemanha e Argentina aqui que é decisivo.&lt;br /&gt;- Tudo bem – conformava-se – toma ao menos um gole do suco que eu fiz.&lt;br /&gt;- Do que é? – sem desgrudar os olhos da TV.&lt;br /&gt;- Maracujá.&lt;br /&gt;- Me dá...Gol?! Gol! Goooooooooooooooooooooool! Meu amor, Gol!!!! É o suco, é o suco! Traz mais suco meu amor, traz! Gooool!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, ainda havia esse detalhe. Juvenal era desses fanáticos supersticiosos. Houve um tempo em que só assistia futebol comendo amendoim, porque o Paysandu tinha vencido a Copa dos Campeões justo quando ele trocara os salgadinhos por amendoim. Era por isso que ele também não largava o tal roupão. E o suco de maracujá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kátia não agüentava mais não ter companhia. Quando ele decidia ir para o quarto com ela, a esposa já estava até dormindo. Mas não tinha acordo, conversa, nhe-nhe-nhém ou lingerie sexy que chamasse a atenção de Juvenal. Ela precisava partir para a tática de choque, aquela que uma mulher nunca. Nunca deve tomar quando o assunto é o futebol do marido na TV: agarrá-lo a força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de final. Jogão do Brasil. Juvenal, o amendoim, o suco de maracujá e seu roupão. Kátia o observava sorrateira da porta da cozinha, roia os dedos e aflita, ainda decidia se partia pro ataque ou não. Iria provocar uma baita discussão e naquele dia, era jogo do Brasil. A medida que o tempo passava Juvenal se aborrecia mais. Comia amendoim, tomava suco e nada. Zero a zero. A tensão do marido só aumentava o desespero de Kátia, que já começava a recuar em sua idéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo do segundo tempo. Nada de gol. Juvenal começava a se descabelar, e a tensão já era irritação. Kátia á estava apavorada, escondia-se atrás da porta para nem sequer ser vista. O marido estava desolado, já havia tirado o roupão, jogado o amendoim pela sala e a jarra de suco pia abaixo. Sentou-se com a mão na cabeça e ameaçou chorar. A mulher amoleceu. “Pobre, Juvenal”, pensou. Decidiu então sair de sua toca e ir consolar o marido. Ele não ficaria aborrecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ju... Não fica assim meu bem. – sentando-se em seu colo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele calado, mudo, enquanto ela passava-lhe a mão ao rosto. Tentou balbuciar um “sai daqui, meu amor”, mas até ele já sentia pena de si mesmo e acabou deixando a mulher atrapalhar um pouco o jogo, ela só estava tentando ajudar, coitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem cá, meu torcedor.- e sem titubear, segurou o rosto de Juvenal e lhe tascou um beijo ardente, que o fez quase cair da cadeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo de tirar o fôlego que só foi interrompido pelos fogos, pela gritaria, pela baderna que vinha da rua e pelo grito empolgado do comentarista que ecoava pela sala: GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juvenal empurrou a esposa pro lado e seus olhos encheram de lágrimas. Não podia acreditar! Estava ali, ali! Seu amuleto para os jogos... era Kátia! Agarrou a mulher, entorpecido de alegria. Carregava-a de um lado para o outro e Kátia não podia conter sua felicidade também. Gargalhava da situação, e nem podia acreditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia, o Brasil ainda fez mais três gols e tornou-se campeão do mundial. Kátia ganhou seu lugar no sofá ao lado do marido, além de beijos, abraços e toda a atenção do mundo. Inclusive noites ardentes entre quatro paredes, enquanto os jogos rolavam na TV, na sala, e Juvenal só se preocupava com ela: Kátia, Kátia, seu amuleto da sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273449888425110?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273449888425110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273449888425110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273449888425110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273449888425110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/07/o-amuleto.html' title='O Amuleto'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115272011030092294</id><published>2006-06-29T10:58:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T14:44:16.436-05:00</updated><title type='text'>A Causa do Garcia</title><content type='html'>Noêmia entrou em casa cansada, como de costume. Um dia de trabalho exaustivo. Jogou a bolsa em cima do sofá, tirou os sapatos. Se encaminhava para o quarto, quando se deparou com algo novo na estante da sala. Uma cesta belíssima, bombons, frutas, taças e um vinho. “Será que o Tadeu? Ah, não... Ele lembrou. Nãão...”. Dali há alguns dias era dia dos namorados, e o Tadeu nunca foi de dar presentinhos, desde que se casaram, apesar das inúmeras indiretas da mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosa, foi frugulhar a cesta, ver de que safra era o vinho. Se esticou, tentou abrir um pouco plástico que protegia a cesta. Empurrou com o dedo mindinho um pouco o chocolate que atrapalhava e silenciosamente, tentou ler o rótulo. Estava quase e o Tadeu apareceu. Droga! Tanto trabalho para que ele não a ouvisse. Noêmia ficou lívida e o marido então, ao ver a cena, empalideceu. Corria os olhos da mulher para a cesta, da cesta para a mulher.  Tentou abrir a boca em busca de uma desculpa rápida, mas  titubeou. Ela, sem poder desfarçar, fez-se de inocente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que linda! Onde você comprou, amor? &lt;br /&gt;Ele, visivelmente aturdido, tentando parecer o mais seguro possível, firmou a voz: &lt;br /&gt;- Ganhei de um cliente no escritório. Do Garcia. Ganhamos a causa. &lt;br /&gt;Ela fez sinal de positivo com a cabeça, como se engolisse a mentira,  fez um carinho no rosto do marido e se dirigiu para o quarto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias depois, Noêmia chegava em casa mais cedo, novamente cansada. Como sempre, largou a bolsa no sofá, tirou os sapatos, soltou o cabelo e, como fez nos últimos dias, passou direto pela estante que ainda guardava a cesta – o marido devia ter decidido deixá-la ali para não dar bandeira. Mas, espera lá. Será que tinha visto direito? Noêmia teve que voltar alguns passos no corredor para ter certeza de que seus olhos não a enganavam. Já havia se acostumado com a cesta ali, mas.... Não, não é possível. Outra cesta? Igualzinha? “Ele vai encher a casa com esses mimos... Será que tem outros bombons? Outro vinho? Ai... Preciso ver...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi devagarzinho conferir se eram mesmo iguais. De que safra seria o vinho? Quando estava com a mão na massa, o Tadeu, de novo na mesma posição, exibindo uma cara ainda pior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu... Eu... Eu ia guardar. - Noêmia se antecipou. &lt;br /&gt;- Er... Eu não sabia que você ia chegar mais cedo. Também vinha guardar a cesta. &lt;br /&gt;- É igualzinha a outra... Não é? Ganhou de outro cliente? &lt;br /&gt;- Não, não.... O meu escrivão também ganhou uma igual. Pela mesma causa. Mas ele não bebe, me deu. Ganhei dele. Do Garcia. &lt;br /&gt;- Garcia? Garcia não é o seu cliente?&lt;br /&gt;- Ah, meu escrivão também se chama Garcia. Ai, ai... Todo mundo os confunde... - completou com  um sorriso amarelo.&lt;br /&gt;A mulher tinha que concordar que dessa vez ele tinha sido péssimo. Mas, pra não acabar com a surpresa do marido, cuja decepção estava estampada no rosto, fingiu acreditar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dia dos Namorados chegou. Noêmia acordou ansiosa, o marido já havia saído para o trabalho. Estranhou, não havia deixado um bilhetinho sequer, nem a acordado. Tudo bem. “Faz parte da surpresa”, pensou. Tratou de ligar para o escritório e arrumar uma desculpa para não ir trabalhar, uma mentirinha à toa por uma boa causa, precisava ter tempo pra fazer algo pro marido. Um langerie nova! Tomou café, ligou para a Beth, amiga de anos que levava jeito para essas coisas, perfeita para ajudá-la a escolher. Em trinta minutos estava na casa da comadre. &lt;br /&gt;As duas estavam empolgadas! Compras, compras. O Tadeu mal podia esperar! A Beth a levou nas melhores lojas. Sutiens, calcinhas, essências, brinquedos de sex shop! Noêmia saiu toda endividada. Voltaram pra casa da amiga cheias de sacolas. Começaram a fofocar sobre como transformar a noite do casal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ai, cinta liga, por favor! &lt;br /&gt;- Aaaaai, Beth! É linda! Faz anos que não uso isso! Meu Deus... &lt;br /&gt;- Huum...amiga! Motel, motel. Tem que ter motel. &lt;br /&gt;- Nossa! Também faz anos que o Tadeu não me leva ao motel! Acho que ele nem sabe mais o caminho! &lt;br /&gt;- Menina! Leva ele no Akisim! Tem uma promoção ótima! &lt;br /&gt;- Ai, Akisim? Promoção? Ah, não! Quero esbanjar! &lt;br /&gt;- Não, Nôemia, não é promoção pague menos, boba! É que eles tão dando cestas lindas pra quem vai lá. Olha a que eu ganhei ontem! - pegou a cesta de cima da mesa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nôemia gelou. A Beth com a cesta na mão e a frase que ela acabara de dizer ecoando nos ouvidos da pobre mulher. Era a mesma cesta. O vinho, os bombons, as taças, as frutas. Meu Deus, meu Deus! Ela estava envolta por sacolas, lingeries caras, cremes, vendas, sapatos de salto agulha e um limite estourado de cartão de créditos para aquele....aquele crápula! Canalha, sem vergonha, vigarista! Pulha, calhorda, sem pudor, mentiroso, safado, estrupício, traidor!!! Se ao menos tivesse um dicionário por perto para ela poder ter mais adjetivos repulsivos para lhe atribuir! &lt;br /&gt;Noêmia nem pensou ou se explicou a amiga. Pendurou suas sacolas e saiu batendo a porta esbaforida. Foi direto no escritório do cara-de-pau.  A secretária a parou na ante-sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu Tadeu não está. Saiu com o senhor Garcia para um almoço. &lt;br /&gt;Aaargh! Mas o que era aquilo?! O vagabundo ainda colocou a secretária para lhe fazer pouco também? Ele a havia instruído direitinho. Cachorro... Estava tudo armado para acobertar a sua mentira deslavada! Quanta falta de caráter! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noêmia não disfarçava a raiva, a repulsa, a sensação de estar fazendo papel de palhaça! Saiu a passos largos pelos corredores, segurando suas sacolas, esbravejando. Não podia, não podia deixar barato. Começou a ligar para o celular do Tadeu. Desligado. “Imbecil!!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisava fazer alguma coisa, ao menos conversar com alguém. Estava péssima... Num ímpeto de raiva e tristeza, abriu a primeira porta que viu a sua frente.  Havia um homem, grisalho, simpático. Servia. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;* * * &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Sem saber que havia sido desmascarado, Tadeu chegou em casa. Bouquet na mão. Entrou devagar... A mulher já estava em casa. Viu sua bolsa no sofá... Seus sapatinhos... As três cestas na estante. Han? O que? Três??? Mas havia duas! Tadeu estava louco? Não lembrava de ter levado a terceira para casa... Mas então... Lá estava Noêmia, parada na entrada do corredor, serena, olhando-o fixamente. Tadeu levou um susto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que significa isso? Que cesta é essa? &lt;br /&gt;- Me responda você, seu cafajeste.&lt;br /&gt;- Mas, o que é isso, Noêmia? Só estou pergunt... &lt;br /&gt;- Pois eu lhe respondo, já que você não lembra que as ganhou no motel!&lt;br /&gt;- O que? Está louca? Eu já lhe disse, ganhe do Garcia!&lt;br /&gt;- Garcia! - Deu de ombros, saindo da posição em que estava, carregando duas malas &lt;br /&gt;- Meu amor! É verdade. O Garcia existe, existe! Deixe essas malas aí!&lt;br /&gt;- Eu sei que ele existe.  Fui no seu escritório. - Se encaminhou para a abrir a porta de casa.- Então, Noquinha, Nô, Nonozinha... Meu amor, pare com isso... Ganhei a cesta do Garcia, do Garcia.&lt;br /&gt;- Eu também. Ah, e você também ganhou um chifre de dia dos namorados. - Chamou o elevador &lt;br /&gt;- O queee? Você ficou louca? NOÊMIA! Que história é essa? Que chifre?! Você, não fez, isso, você não tá falando sério!&lt;br /&gt;- Shhhhh.... Olha os vizinhos. - a porta do elevador se abre.&lt;br /&gt;- Ah... Noêmia.... Ganhei aquilo do Garcia.... Pela causa. Eu juro, juro - já choramingando - Quem foi? Quem foi o filho da put...&lt;br /&gt;- Não se preocupe... O chifre você também ganhou do Garcia. Pela causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocou as malas pra dentro do elevador e foi embora, enquanto o marido observava atônito, sem reação, com o bouquet em punho. Mas antes entrou pela última vez em casa e passou a mão nas três cestas. Os vinhos eram da melhor safra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115272011030092294?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115272011030092294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115272011030092294&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115272011030092294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115272011030092294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/06/causa-do-garcia.html' title='A Causa do Garcia'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273437459071343</id><published>2006-06-21T14:57:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T14:59:34.593-05:00</updated><title type='text'>Encontros</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Esses encontros e desencontros,&lt;br /&gt;o mesmo sopro que atravessa eu e você..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão que de não existem almas gêmeas. Ou se existem, nunca se encontram – imagine achá-la dentre 7 bilhões de pessoas espalhadas pelo mundo. Sua cara metade pode estar no Japão, e aí? É por isso mesmo que repito o que comecei dizendo: não existe alma gêmea porque a probabilidade de encontrá-la ultrapassa o impossível. Perdoem-me os românticos, eu também demorei a me conformar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação existem encontros. Sim, encontros. Não acredite tanto nesse tal de “acabei de terminar um relacionamento e não vou conseguir me envolver”. Se ele tiver realmente sido gasto devidamente, terminado, você consegue. Desde que haja o verdadeiro encontro. Se você não conseguiu é porque não houve ainda o encontro verdadeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o encontro acontecer é preciso que as duas almas perdidas estejam na mesma sintonia: abertas, a procura das mesmas coisas ou a procura de nada do mesmo jeito. É preciso que a energia esteja fluindo igual. Assim, você pode ter o encontro três anos depois de terminado, assim como três dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São encontros de corpo, de espírito. Duas pessoas no mesmo nível de entrega, ainda que não saibam disso. Não adianta prever ou forçar o tal encontro com alguém. Não vai dar certo. Ela pode ser linda, maravilhosa, divertida e mesmo assim, falhar. E você vai se perguntar o porquê, sem entender. No entanto, algum tempo depois, a não tão bonita, não tão divertida parece ter alguma coisa especial e quando você vê estão apaixonados. Encontro. É por isso que tanta gente não é correspondida. Não é por conta de não ser a alma gêmea, mas de não ter chegado a hora do verdadeiro encontro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro é despretensioso. Provavelmente você nem vai esperar que aquela pessoa vá se tornar algo pra você. Você nunca repara no encontro, a não ser quando ele já aconteceu. Um encontro de vontades – de se ver tanto quando, de pegar na mão, de fazer convites para programas que não se faz mais questão de ir só. Um Encontro de risadas sincronizadas, de desejo, de sentimento, de busca. Uma busca que nem sempre sabemos que fazemos, mas a verdade é que estamos sempre a procurar alguma coisa. Mas quem procura acha, e muitas vezes, acha errado, acha o que não queria encontrar. E encontros acontecem simplesmente, quando já até desistimos, cansamos. Mas, ele sabe a hora de chegar, ele percebe quando você relaxou. E vem de mansinho, tramando algo bom a seu favor. E quando o encontro acontece, mesmo quando há, no meio, desencontros, são propositais. É a prova crucial para que saibamos se realmente aquele era o esperado. E quando as almas perdidas vencem o desencontro e cruzam-se novamente em sintonia, aí sim, voltamos a acreditar na ilusão gostosa: de que Deus não seria tão cruel a ponto de colocar nossa alma gêmea no Japão. E quem sabe até ela exista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273437459071343?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273437459071343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273437459071343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273437459071343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273437459071343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/06/encontros.html' title='Encontros'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273094624866266</id><published>2006-06-12T13:49:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T10:51:48.416-05:00</updated><title type='text'>Enamorando</title><content type='html'>Dia dos Namorados. Todo mundo tem que namorar, simplesmente. Nem precisa ser namorado. Pode ser casado. Pode ser amante. Pode ser amado. Pode só amar. Pode ser sério, alegre, tímido, assanhado, sorridente, carrancudo, gordo, magro, tranqüilo, frenético, calado, falador, alto, baixo, só não pode ser acomodado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra namorar tem que querer pegar na mão. Tem que ter canção, tem que gostar de deitar no colo do outro, tem que amar dormir junto e amar não fazer nada na tarde chuvosa. Pra namorar tem que ter tesão, e atenção, e beijo de língua, e sorvete no final da tarde, e escapulida do trabalho, e surpresa de manhã e telefonema inesperado. Pra namorar tem que acreditar em para sempre, tem que abraçar, tem que fazer cosquinha, beliscar e implicar. Pra namorar tem que ter gracinha, gracejo e palavras que só os dois entendem. Precisa de conversa, de choro no ombro e de riso gostoso na hora das pazes. Tem que ter apelido e cafuné. Tem que ter bilhete dentro da carteira, e fotos na parede do quarto, ao lado da cama. Tem que ter caixinha cheia de cartões e tickets de cinema. Tem que ter cinema. E filmes com pipoca. Tem que flor roubada do vizinho e visita escondida de madrugada. Tem que ter vinho e apenas uma taça. Pra namorar tem que ser leal, amigo, verdadeiro. Tem que ser valente e se entregar, tem que defender o amado e ser cúmplice, tem que ensinar, tem que aprender, tem que construir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorar deve ser lascivo, intenso, tem que acreditar que o mundo acaba hoje. Tem que dizer eu te amo ao pé do ouvido, ao telefone, no final de uma briga, no fim do dia, no início da manhã, no meio do sexo mais pervertido, no intervalo da novela, insistentemente e não, nunca é demais dizer mais uma vez. Tem que conhecer as datas, os medos, os desejos, os sonhos, os gostos, as pintas, as sardas, os arranhões e o signo. Tem que acreditar em horóscopo e em destino. Tem que fazer declaração e pedir desculpas. Tem que esquecer o orgulho, tem que cuidar do amado e nunca, nunca olhar para o lado. Tem que querer ser um só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namorar é fazer planos, juntar dinheiro, viajar, tomar chuva, tomar porre, arrumar o guarda-roupa dele, empilhar os cd’s bagunçados, usar o perfume que ela ama, guardar os fios de cabelo que foram cortados e aquele papel de bombom. Namorar é ser simples, é ser você mesmo e amar o outro como ele é, é poder dizer sim e não, é poder ficar calado sem constrangimento. É não ter vergonha de estar um pouquinho acima do peso, é rir juntos e um do outro, mas nunca constranger o parceiro na frente de alguém. É se achar completo e sentir o cheiro do amado do nada ao lembrar dele, é guardar na memória, é ter história, é fazer amor. É ter amor. É ser feliz sob o sol, sob a lua, debaixo de chuva, de frente pro mar, no meio do nada, no meio da multidão, a dois, na banheira, no dia corrido, na distância, no shopping lotado, no elevador, na tarde monótona, em todo lugar, a todo instante, não apenas numa segunda a noite, numa segunda enamorada, num 12 de junho, mas a qualquer hora que o seu ponteiro marcar, na mais completa plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você entender isso, meu amigo, ou é porque já é namorado ou já pode namorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;P.S. Ao meu enamorado e fonte inspiradora, Aliyan.&lt;/em&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/trovadoresguaxe.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273094624866266?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273094624866266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273094624866266&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273094624866266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273094624866266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/06/enamorando.html' title='Enamorando'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273420378725334</id><published>2006-06-06T14:54:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T14:56:43.790-05:00</updated><title type='text'>Um Dia de Sorte</title><content type='html'>- Meu Deus, são 8 horas!!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrasada ela já estava, como quase todos os dias. Maldito despertador que nunca arrumava tempo para consertar. Tomou o banho mais rápido do mundo, sem condicionador. Que raiva sentia quando o condicionador acabava e ela não notava. Ia sair dessa vez com o cabelo duro. Logo hoje, logo hoje que teria aquele encontro no almoço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ignição do carro era ligada ao mesmo tempo em que ela calçava a outra banda do sapato, salto alto, lind,o que comprara em uma liquidação. Parecia um Manolo Blanik, que a Sarah Jéssica Parker usara em um dos seus episódios favoritos de Sex and The City, mas muito mais barato. Talvez por isso o salto quebrara na hora em que pressionou mais forte o acelerador. “Que porcaria!”. Não, não voltaria pra dentro do apartamento a essa altura, seu carro sempre guardava as peças básicas de qualquer guarda-roupa, bem ao estilo “meu carro é minha segunda casa”. Mas o sapatinho que deixara lá não combinava absolutamente em nada com a sua roupa. Que jeito... O relógio já marcava 8:25 e o trânsito que a esperava precisaria colaborar para tudo dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mão na maçaneta foi ágil, automática, ao chegar à sua sala no escritório, quase 40 minutos depois. Esquecera-se que sempre a trancava no final do expediente. A chave... Onde estava a chave? “Droga!” Sabia que havia esquecido de alguma coisa na correria. Ficou em casa, em cima no criado mudo. Ia ter que lembrar tudo de cabeça, conforme leu e releu em suas planilhas para não fazer feio na reunião das 8. Meu Deus! A reunião. Estava mais que atrasada! A debandada pelo meio do corredor ainda a fez tropeçar e machucar o pé, entrou esbaforida na sala de reunião, mancando. Seis homens engravatados e uma mulher alinhadíssima, cujos sapatos eram impecáveis, “como Manolo Blaniks”, pensou, encerravam a reunião, enquanto ela pendia na porta estática, descabelada, esbaforida, sobre o olhar reprovatório de seu chefe. Pior, é que ao conversar em particular com ele sobre o resultado da reunião, o engravatado não balbuciou ao dizer “sem problemas, você não fez falta alguma”. Que canalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem a chave de sua sala e nenhuma outra cópia na empresa – como pode? – decidiu sair de fininho, já havia se estressado o suficiente. Já passava das 10 da manhã, ainda havia duas horas para o seu encontro. Esperara tanto por isso... Estava nervosa. A vitrine ao lado, que o engarrafamento a deixou observar por alguns minutos, a convidava a comprar o belo par de sapatos que combinava perfeitamente com o que estava usando. Teve dois segundos para decidir parar e ainda teve que dar umas três voltas no quarteirão para estacionar. Mas conseguiu. O sapato lhe caia como uma luva. Belo! Ela já se sentia melhor, como toda mulher que acaba de efetuar uma compra. Quer dizer, efetuar não, seu cartão não passava. Por mais que a atendente tentasse insistentemente, já meio sem paciência. Seu talão de cheques acabara e ela não tinha dinheiro algum. Que vergonha... Voltava ao carro de mãos vazias e calçando aquele par horroroso. Mas tinha tempo, iria em casa procurar um que servisse, quem sabe, trocar a roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi pensado justamente no que usaria, que distraidamente batera o carro à sua frente. Um estrondo, muito maior que a gravidade da batida, é verdade, mas suficientemente grande para completar o dia que não havia começado da melhor forma. A burocracia de descer do carro, pedir desculpas ao motorista da frente, cujo carro era muito mais caro e novo que o seu e assumir a dívida, após lembrar que não tinha dinheiro nem pra comprar o tal sapato, há pouco. No meio da conversa, que não estava muito amistosa, toca o telefone. Era ele, o encontro. “Desmarcar??? Ah, vai viajar? Não...Tudo bem, tudo bem...Um beijo”. Era o que lhe faltava. Ela nem mais ouvia o que o rapaz corpulento do carro batido falava. Entregou seu telefone, endereço e encerrou a discussão em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirigiu alguns quarteirões, pensativa. Que manhã era aquela? A praça, à sua frente. “Preciso parar”. Desceu, algo que nunca fazia comumente. Aliás, nunca fizera. Sentou-se em um banco, onde um homem, bonito até, lia um jornal. Respirou fundo e pediu paciência. Será que não faltava mais nada lhe acontecer, meu Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moça? – o homem bonito do jornal se manifestou, tirando-a do transe. – Acho que um passarinho acertou a mira.&lt;br /&gt;Lá estava sua saia, agora marcada com os restos do café da manhã que o passarinho acabara de depositar em seu colo.&lt;br /&gt;- Quer que eu limpe? – perguntou o homem, divertindo-se.&lt;br /&gt;- Não, obrigada. Perto de tudo que me aconteceu hoje, isso não é nada – desolada, descrente.&lt;br /&gt;- Dia de azar, é?&lt;br /&gt;- O mais azarado da minha vida.&lt;br /&gt;- Quer tomar um café? Também não estou nos meus melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela aceitou. Já estava mesmo por conta, como se diz por aí. E ele nem era assim tão feio. Aliás, olhando bem, ele até que era bem charmoso. O que mais lhe faltava acontecer, Deus respondera alguns meses depois do inusitado café com o estranho da praça. Casara-se com ele, essas coincidências da vida. Tiveram um casal de filhos e ela nunca mais pensou no almoço perdido ou no dia em que tudo parecia ter dado errado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273420378725334?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273420378725334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273420378725334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273420378725334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273420378725334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/06/um-dia-de-sorte.html' title='Um Dia de Sorte'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273368828234545</id><published>2006-05-23T14:46:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T14:48:08.286-05:00</updated><title type='text'>Crise em Campo</title><content type='html'>Em tempos de Copa, só posso dizer uma coisa à massa feminina comprometida: mulheres, preparem-se. Seus namorados, maridos, casos e afins nunca esperaram tanto pelo aniversário de namoro de vocês, como esperam pelo primeiro jogo da Copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca os vimos contando nos dedos, ou num calendário, quantos dias faltam para completar dois anos de namoro, ou para o nosso aniversário. Mas para o jogão, ah, dormem mais cedo que é pra acabar logo o dia. Aliás, nunca soube de algum que tivesse uma tabelinha com o resultado do jantar, dos presentes, do cinema, com a lista do que gostamos, do que nos faz feliz. Mas a tabelinha de jogos é sagrada.&lt;br /&gt;Experimente perguntar “amoooor, sabe o que tem amanhã, né?”, na véspera daquele jantar importantíssimo com a sua mãe. Se for uma terça-feira nem precisa duvidar da resposta: “tem a final na Globo!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, querida, não importa quantos cartões amarelos você dê em seu amado, ele não vai entender que está quase fora de jogo. Ele se atrasa ao buscá-la para sair, demora duas horas pra chegar ao aniversário da sua prima, mas não se atrasa um minuto para ir ao campo. Aliás, neste dia não há vida. O jogo é às 4, mas ele já se prepara desde as 10 da manhã e chega lá ao meio-dia. O jogo acaba às 6, mas ele só sai de lá às 8 e vai beber se o time ganhar, lembrando que você existe a uma da manhã. Se o time perder, ele vai pra cama curtir a fossa. E você, querida, pode tirar seu time de campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia de bola com os amigos é a mesma coisa. Geralmente é aquela segundona à noite, o dia quem que você não tem absolutamente nada para fazer e quer ver um filminho. Desista. Ele não vai faltar à bola nem que esse seja o dia do casamento de vocês! Pode esperar no altar. É sagrado. Agora... Para o almoço na casa da sua avó, ele sempre tem uma desculpa. Aliás, até pra ver você às vezes ele diz que está cansado. Mas se neste mesmo dia, o telefone tocasse pra bater uma bolinha... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai entender. Nós mulheres nos preocupando tanto em ficar magras, esbeltas, porque eles adoram umas gostosas e nossos homens, nos trocando por uma gorduchinha. Se fôssemos uma bola, eles iriam reclamar! Ou nos chutar. Depois de tudo isso, ainda somos obrigadas a agüentar o fator TV. Já está mais do que provado que homem gosta de TV. É um imã! E mais, não experimente mudar de canal na hora do jornal. Não... Eles não querem se atualizar, eles querem ver os gols!!! Se você tiver TV a cabo pode até tentar assistir uma HBO, uma People and Arts, mas quando ele conseguir roubar o controle de você, não haverá mais nada naquela tela, naquele quarto, na vida dele, além da ESPN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, calma. Pense bem antes de mandar seu homem pro banco de reservas. Não adianta substituição. Você pode acabar errando de tática e ficar no zero a zero. Pior, sem direito a prorrogação ou pênaltis, afinal, eles jogam todos no mesmo time, e mesmo nos colocando pra escanteio algumas vezes, convenhamos, continuam batendo um bolão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273368828234545?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273368828234545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273368828234545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273368828234545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273368828234545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/05/crise-em-campo.html' title='Crise em Campo'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273354501919086</id><published>2006-05-17T14:44:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T14:45:45.020-05:00</updated><title type='text'>Janaínas</title><content type='html'>Janaína acorda todo dia às 11:30. Já na hora de ir pra cama, Janaína pensa que o dia não passou, que nada aconteceu. Mas Janaína se acha independente. Não tem nada pra fazer o dia inteiro, mas anda de carro pra cima e pra baixo. Dona do volante, ninguém manda em seu nariz, a não ser sua mãe que não a deixa sair durante a semana. Mas está lá com a mão na marcha e o poder de ir a qualquer lugar, só não mais independente porque é seu pai que banca a gasosa. Ah, não, não. Desculpem, ela abastece o carro com o próprio dinheiro, é verdade. O que o pai dá a ela de mesada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janaína é só lembrança de amores guardados. Mãos, dedos, anéis e lábios. Fonte de sorrisos soltos que escapam do seu rosto. E Janaína fuma e bebe e fica com quem quer e fala o que quer, e tudo o que pensa é moderno demais para os demais. Mas não se manda, se governa ou se sustenta. Janaínas modernas e sua pseudo-independência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que as mulheres de hoje em dia confundem “mente aberta” com independência. Ostentar um cigarro, um copo de cerveja ou não dar bola para o que os outros falam nunca foi independência. Independente é aquela mulher que independe, inclusive, de carro pra ir e vir e mesmo pegando três ônibus, resolve sua vida sem precisar da ajuda de ninguém. E quando precisa não se sente humilhada, derrotada ou pequena, porque de tão independente às vezes se sente carente sim, e só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquela que sustenta sua casa, seus poucos ou muitos luxos com o dinheiro suado que ganha do trabalhou que conquistou com muita luta. A mulher independente nem sempre fuma, ou bebe, ou transa sem cerimônias. Mas ela se resolve sempre sozinha. A mulher independente pode ir sozinha ao cinema ou a uma festa sem perguntar à amiga o que ela vai vestir. E sabe que sua loção pós banho, seu pão, sua havaiana e aquela almofada linda, dependem de seu suor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nossas Janaínas são apenas mulheres abertas. E ser bem resolvida nunca foi sinônimo de independência. A não ser a da sua consciência, a independência de estereótipos, preconceitos e pré-conceitos. Mas Janaína passa as horas do seu dia em academias lotadas, filas de supermercados, bancos e repartições que repartem sua vida. Algumas trabalham sim. E um ínfimo meio período já as tornam independentes. Mesmo que a mãe continue pagando a academia, o telefone, a faculdade, a gasolina, agora ela pode bancar a sua cerveja pra bostejar idéias pra frentex aos homens e mulheres que a acompanham numa noite de boemia. E eles a ouvem impressionados, sem imaginar que nada do que ela está vestindo foi sua independência que comprou.&lt;br /&gt;Mulheres bem resolvidas, decididas, sem tabus, leves, suas idéias vanguardistas não a conferem independentes. Maravilhosamente abertas, sim. Interessantes, com certeza. Que nunca se fechem. Mas entendam a confusão gramatical. Para chegar lá é preciso que Janaína não seja apenas mais uma pessoa que tem medo do futuro e se alimenta do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas elas dizem que apesar de tudo elas têm sonhos, elas dizem que um dia hão de ser felizes. Se Deus quiser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273354501919086?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273354501919086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273354501919086&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273354501919086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273354501919086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/05/jananas.html' title='Janaínas'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273310330525290</id><published>2006-05-09T14:37:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T14:38:23.306-05:00</updated><title type='text'>Espero que você tenha tempo</title><content type='html'>Um grande filósofo de boteco disse certa vez: “quem quer, arranja tempo. Quem não quer, arranja uma desculpa”. Ironicamente, como toda boa aprendiz, jamais esqueci. Ironicamente porque sou a pessoa mais relapsa que conheço. Dessas que está sempre querendo tudo e nunca fazendo nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é diretamente proporcional à vontade. Quando não temos vontade, simplesmente não temos tempo. Quando queremos realmente alguma coisa, damos um jeito, movemos o mundo, vamos lá e realizamos. Isso serve pra compromissos, sonhos, pequenas resoluções do dia-a-dia (como arrumar o quarto) e até pessoas.  &lt;br /&gt;Tem gente que tem tempo de entrar em 30 lojas até achar uma calça, mas não tem tempo de se matricular no curso de inglês. Tem tempo de lembrar de alguém de madrugada, mas não tem tempo de pegar o telefone e dizer que lembrou. Não esqueça: tempo é vontade. Tem gente que sempre tem tempo pra sair, cair na gandaia, mas nunca sobre tempo para estudar. Tem tempo de pedir dinheiro emprestado pra mãe, de reclamar, mas não tem tempo de dizer que a ama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que perde horas procurando uma música na Internet, mas não tem tempo nunca de ler o e-mail daquela pessoa especial. Ou pior, até arranja tempo de lê-lo, mas na hora de apertar o reply, sempre aparece alguma coisa, nem um simples “eu também te amo”. Tem tempo para atender a mil chamadas telefônicas, mas não tem tempo de atender justamente à sua. Tem tempo demais pra falar, mas nunca sobra tempo pra escutar. Tem tempo pra ficar sem fazer nada, mas não tem tempo de procurar um emprego. Tem tempo para os amigos, mas não tem tempo pra família. Tem tempo pra comprar um cd, mas não tempo de comprar uma revistinha pro seu irmão. Tem tempo pra jogar futebol, mas não tem tempo de ir ao dentista! Tempo pra entrar no fotolog, no orkut, mas nunca sobra tempo de responder àquela mensagem da namorada, que há dias está ali. Tempo pra muita coisa, menos pro que não lhe interessa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso aplaudo a todos que ainda dedicam um pouco do seu tempo às coisas que lhes são importantes e principalmente, às pessoas que lhe são queridas. À sua família, à sua amada ou amado, ao se cachorro, a você mesmo, às suas ambições. Agradeço, inclusive, a quem pára 2 minutos do seu tempo e clica nesta coluna, nem que seja para dar uma espiadinha, e ainda a quem perde mais 2 minutinhos pra chegar até aqui e ler tudo isso. Com menos de 4 minutos, você pode até ir até o final e ainda refletir sobre o que está escrito. Atenção, vontade, tempo. Isso faz a gente se sentir importante, lembrada, e muitas vezes, necessária!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredite, você nunca estará desperdiçando tempo com quem gosta, ou com as coisas que gosta. Apenas tornando-o muito mais especial. E eu de dedico este meu espaço (e tempo) a todos que amo e a todos que lêem. Reservem um tempo para a sua vontade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273310330525290?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273310330525290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273310330525290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273310330525290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273310330525290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/05/espero-que-voc-tenha-tempo.html' title='Espero que você tenha tempo'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273275448175382</id><published>2006-05-03T14:27:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T13:24:03.763-05:00</updated><title type='text'>Apenas um Trago</title><content type='html'>Se ela não fosse tão linda... Se não tivesse aqueles olhos amendoados, que apesar dos castanhos tão comuns, temiam em reluzir o reflexo do meu rosto. Eu conseguia me ver naqueles olhos. A boca grande, os lábios que se abriam devagar, revelando aquele sorriso indescritivelmente perfeito, os dentes brancos, grandes, a gargalhada ensurdecedor, paralisante. Se a pele morena não me deixasse tão hipnotizado e não fosse tão macia, se não combinasse tão perfeitamente com os cabelos tão castanhos quanto os olhos, irretocavelmente lisos, lindos, soltos, esvoaçastes. Se ela não fosse tão linda... Ou se ao menos fosse apenas só linda. Se nossas conversas não fossem tão inversamente proporcionais ao tempo que tínhamos. Se não fosse tão delicioso estar ali, naquele momento com ela, um universo quase paralelo, onde tudo que existia eram nossas intermináveis conversas, olho a olho, deitados ali, nus naquele quarto que eu nem sei dizer, como fomos parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro o dia em que ela entrou no meu carro pela primeira vez. Uma inocente carona até o seu ponto de ônibus. Os olhares que se cruzaram rápido, a mão dela tocando meu joelho, provocou um arrepio que nem eu mesmo entendi. Nossas piadas que tinham o mesmo sabor. Assim como nossos cigarros. Sim, ela fumava como eu. Se ao menos não gostássemos do mesmo teor, e não tivéssemos decidido dividir a mesma carteira. Se ela tivesse controlado o ímpeto de me roubar um beijo e se eu não tivesse, impensavelmente, retribuído...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durou o tempo do cigarro. Um dia apenas, antes de ela desaparecer como a fumaça de um cigarro mal tragado. Se ela tivesse me dado tempo de pelo menos conhecer seus defeitos, de descobrir que ela não tinha o mesmo gosto musical que o meu ou não gostava dos mesmos programas que eu. Se ela tivesse me dado a chance de descobrir as pequenas falhas que com o tempo deixam de ser um charme para se tornarem o fator decisivo de um término. Mas ela ficou tempo suficiente para que todos os seus deslizes aumentassem ainda mais o seu encanto. Se não tivéssemos nos dado o tempo suficiente de percebermos que o beijo era irritantemente perfeito, e que nossos corpos se combinavam em uma química quase enlouquecedora. Se tivéssemos controlado o impulso de tirarmos nossas roupas e se ela não fosse tão contraditoriamente sedutora, maliciosa e carinhosa, carente, meiga. Se ela tivesse ao menos evitado segurar minha mão e roçar seus pés nos meus, depois que nossos suores já haviam secado. Se ela não tivesse passado as mãos em meus cabelos e comentado sobre o cheiro bom que eles exalavam e que eu nunca sentira. Se eu não tivesse prestado atenção em sua fala gostosa, em suas idéias mirabolantes, suas frases criativas, suas histórias inteligentes. Se eu não tivesse percebido o quão interessante era essa mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durou o tempo de nossos cigarros, parados ali, lado a lado, no cinzeiro de um hotel. E ali eu poderia imaginar nossos filhos, almoços entediantes de família em um domingo, que ela transformaria em uma farra. Olhando para ela ali, deitada ao meu lado gesticulando, poderia imaginar nosso casamento, infinitas noites dormindo juntos, conseguia imaginar até mesmo a mais dolorida briga e os beijos que daríamos depois. Poderia imaginar a surpresa que ela me faria ao completar mais um ano juntos. Se ela tivesse me dado tempo de não adora-la em tão pouco tempo, não teria me doído tanto não vê-la na cama ao acordar. Ver que seu cigarro estava apagado, no fundo do cinzeiro, ainda com a marca molhada de seu batom. Se ao menos não tivesse sido tão intenso, não teria acendido outro cigarro ainda sentindo o seu gosto no primeiro trago e voltado para casa com a sensação de aquele encontro não havia sido em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/Aniversrio105mex2.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273275448175382?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273275448175382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273275448175382&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273275448175382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273275448175382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/05/apenas-um-trago.html' title='Apenas um Trago'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115271940582082055</id><published>2006-04-12T10:44:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T14:25:52.773-05:00</updated><title type='text'>Dos amores mal vividos</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Repetindo, repetindo, repetindo&lt;br /&gt;Como num disco riscado&lt;br /&gt;o velho texto batido dos amores mal amados..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Maria Rita me fez pensar nesse tais Amores Mal Vividos (AMV). Doença. Os sintomas são facilmente detectáveis: Tensão ao encontrar a pessoa, dúvida de se poderia dar certo,aquela  sensação de ainda gostar do outro, tristeza ao vê-lo, dor de cotovelo, impossibilidade de tornar-se amigo e a pior de todas, impressão de que ninguém é melhor que o ex, nem o atual romance. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Não há nada mais deprimente e incomodante do que ter um AMV na bagagem. Aliás, tudo o que fica mal resolvido vira uma pedra no sapato. E pedras no sapato, por mais que tentemos ignorá-las, estão lá, ferindo nossos dedos, provocando nossos calos, apertando no andar. Quando a gente não termina direito o que começou, ou passa por cima de coisas, elas vão se acumulando e acabam virando um câncer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Um amor, quando chega ao final - e sempre chega, os românticos que me desculpem - deve ser exorcizado! Precisamos de espaço pra viver coisas novas. Precisamos estar abertos, sem traumas para que novas possibilidades possam chegar livremente. Mas quem tem amor mal vivido faz de seu passado um sofá, e não um trampolim. Acomoda-se, senta e não consegue mudar de canal. A receita para prevenir o AMV é muito simples, mas quase ninguém segue a risca a prescrição: AMAR PRA CARALHO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Desculpem-me, mas é isso. O que torna o amor mal vivido é, como diz o Jabor, em uma de suas crônicas, o nosso medo de `gastar` o amor. Enchemo-nos de dedos, de medos, de restrições, orgulhos e doces, tanto que, quando o romance chaga ao fim, o pouco que nos sobra é arrepender-nos de não ter feito ou vivido tanta coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Quando você encontrar alguém e gostar, quando a recíproca parecer verdadeira, não pense duas vezes em gastar o amor. Dê o primeiro passo, sem medo, viva tudo. Fuja no meio do expediente pra dar um beijo, ligue no meio da madrugada pra dizer que está com saudade. Não hesite em senti-la também. Se tiver medo, que tenha, mas fale pra ela - não tem coisa melhor paro o outro do que saber que não é o único a sentir isso. Diga que a ama, sem medo, mesmo que você não saiba distinguir se é amor, paixão, desejo, fissura, diga, diga `eu te amo`. Não se escravize pelo medo de ser mal-interpretado. Beije muito, o máximo que puder. Abrace mais ainda, sussurre as coisas que lhe vierem na cabeça ao pé do ouvido dela. Conversem sobre o primeiro beijo, sobre os encontros, reviva tudo, todo o início, para fazer aquelas deliciosas comparações das duas interpretações, aquelas que os casais adoram fazer. Sempre, sempre vai ter algo novo a se descobrir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Permita-se estar apaixonado e assuma isso. Viva a delícia de poder estar com alguém, feliz, em paz, empolgado, despretensiosamente, sem pensar se dará certo ou não. Viaje, deite junto, faça cafuné, convide-a pra programas bestas, abra o coração, fale sempre o que sente. Procure uma música que a faça lembrar de vocês, aproveite o cheiro dela. Troque confidências e mostre que isso se chama confiança. Não minta, não minta. Você não precisa disso, encontre nessa pessoa um cúmplice, alguém que seja capaz de dividir coisas que nenhum amigo e nem mesmo nossos pais poderão entender. Cumplicidade é uma das melhores coisas de um namoro. Não deixe nunca ela acabar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Seja intenso. Esqueça que existe amanhã e entregue tudo o que tiver no seu coração logo. Faça com que o outro também se sinta a vontade pra fazer isso. Façam coisas juntos. Dividam, multipliquem. Ame, ame, ame, cometa loucuras por esse amor. Não há mal nenhum nisso. Amar não deve significar sofrer. Nunca se acostume com o outro, aprenda que ele é um indivíduo que, por mais que seja parecido com você em muitos aspectos, é único, diferente. Não o faça ser como você nunca. Afinal, você se apaixonou por ele daquele jeito. Deixe-o ser o que quiser, assim você sempre terá com o que surpreender. Valorize essa pessoa, por mais que a intimidade insista em tentar quebrar o encanto. Entenda que ele só se quebra se desaprendermos a admirar o outro. Admire-o sempre! Incentive-o a crescer. Deixe-o livre, assim você o terá cada vez mais perto. Às vezes demoramos a aprender isso, mas um dia descobrimos o quão importante é amar sem escravizar. E finalmente, ame, ame, ame, ame exacerbadamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Gaste o amor! Para que, quando ele acabar, não haja dúvidas de que se viveu tudo o que pôde, de que não foram poupados esforços e isso nos fez feliz sim, muito! Para que quando ele morrer, o amor, possa descansar em paz. E se for para terminar mesmo, que pelo menos tenhamos aproveitado bastante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se as pessoas se despissem do orgulho e abrissem o coração sem medo de se machucar, não existiriam Marias Ritas escrevendo versos como aqueles. Amores seriam sempre possíveis! Não haveria amantes mal-amados, amores mal-vividos, casais incompletos, homens frustrados, mulheres defensivas, traumas e dor de cotovelo. Não esqueça, o amor existe para ser vivido. E eu não quero mais deixar de vivê-lo.&lt;br /&gt;(Escrito em 30 de julho de 2004)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115271940582082055?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115271940582082055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115271940582082055&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115271940582082055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115271940582082055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/04/dos-amores-mal-vividos.html' title='Dos amores mal vividos'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115280189052001125</id><published>2006-04-12T09:42:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T09:44:50.523-05:00</updated><title type='text'>O Chip</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Pane no sistema, alguém me desconfigurou"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Pitty)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não gosto de rotina. Nunca gostei. Tenho quase certeza de que quando nasci meu médico instalou um chip em mim - nem quero imaginar por onde - contra rotina, programado para apitar quando as coisas completam 1 ano (ele também, meu médico, não devia gostar de rotina: deixou minha mãe agonizando por horas e depois fez-lhe uma cesariana que, definitivamente, não evitou que eu nascesse com uma cabeça de cupuaçu chupado, tamanha a força que eu já havia feito para tentar sair por conta própria!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se esse chip é longa vida e nunca o vi em nenhum ultra-som, mas faz pelo menos 23 anos que ele funciona perfeitamente. Tudo na minha vida é assim, dura 1 ano, 1 ano e 1 mês no máximo e acaba. Meus relacionamentos sérios, salvo raras exceções, terminaram em 1 ano e 1 mês. Mas, mesmo as raras exceções tiveram sua baixa dentro do tempo previsto, quando o chip apitou, a diferença é que tiveram um bônus e puderam gozar de mais um 1 ano - período de carência - antes de... pííííííí, o chip apitar de novo depois dos 12 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Profissionalmente é a mesma coisa. Deu 1 ano, pronto, já não agüento mais estar sentada à frente de um computador. Não rendo, não me concentro, não me estimulo, e tampouco agüento o ambiente. Assim, saí do meu primeiro emprego. Assim, estava eu há alguns meses, lotada de novo! Já havia passado 1 ano, o chip não parava de gritar e quando pensei que ele estava a ponto de se auto-destruir... ah, férias, bem vindas férias. Voltei renovada, cheia de idéias. Está explicado porque todo o ser humano precisa de férias anuais, está explicado. É o chip!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho, inclusive, com todos os meus anos de estudo do meu chip, que ele atinge pessoas ao meu redor, influenciado pela energia eletrostática do meu corpo. Ele atinge, por exemplo, a minha mãe, que também se muda de ano em ano, levando todos nós a uma incansável rotina (lá vem ela!) nômade. Ele apita, apita sempre por alguma coisa, “sua avó faleceu, a casa deixou lembranças”, mudança. “As contas de luz vem absurdamente altas, sem explicação, inclusive no mês em que saímos de férias”, mudança. Da última vez, a influência do meu chip foi tão grande que atingiu a proprietária da casa em que estávamos e em 1 ano ela disse, inexplicavelmente: &lt;br /&gt;-  Mudança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que eu sempre quis descobrir uma forma de tirar esse chip de mim, de desativá-lo, porque o que eu percebo é que na verdade esse chip me tira o apetite, a vontade, a empolgação. Eu me desanimo e pronto. Isso vale para cursos, para hobby e, pôxa vida, para pessoas! Ele me faz enjoar. Mas o engraçado é que de uns tempos pra cá, bem, ironicamente de 1 ano pra cá, o meu chip parou. Sim, parece que não tem funcionado direito para algumas coisas. Tanto que continuamos na mesma casa, e dessa vez acho que vai ser pra sempre: a casa é própria. O meu trabalho continua intacto, só foi necessário sair 20 dias pra recarregar minhas baterias. E meu coração, está aparentemente intacto, e já estamos ultrapassando o período, quase chegando a 2 anos, e mesmo as vezes que meu chip ameaçou apitar, sem nenhuma explicação aparente parou, e eu segui feliz. Será que tem a ver o fato de eu estar namorando um ex-estudante de Ciência da Computação? Não sei, mas acho que me desconfigurei, e quer saber? Não tenho a menor intenção de tentar resolver esse erro de sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Ah, quanto à minha cabeça de cupuaçu chupado, ela voltou ao normal, Graças a Deus. Em menos de 1 ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115280189052001125?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115280189052001125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115280189052001125&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280189052001125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280189052001125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/04/o-chip.html' title='O Chip'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273181868366131</id><published>2006-04-10T14:09:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T09:29:42.456-05:00</updated><title type='text'>A difícil arte de dizer adeus</title><content type='html'>Jamais gostei de música sertaneja, mas sou obrigada a concordar com o Leonardo, quando ele entoa “não aprendi a dizer adeus, mas tenho que aceitar que amores vêm e vão, são aves de verão, se tens que me deixar, que sejas então, feliz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil dizer adeus. Há algumas semanas fiz um programa que definitivamente, ninguém gosta de fazer: velar o corpo da avó de uma grande amiga. Que situação incômoda... Começa pelo fato de nunca sabermos o melhor a dizer e então, nos contentamos a não dizer absolutamente nada e dar aquele abraço apertado, meio sem graça e ainda mais desconfortável, quando sentimos aquela lágrima caindo em nossos ombros e a danada da obrigação de falar alguma coisa voltando com nova intensidade. É estranho mesmo para quem nunca passou por isso, mas quem já perdeu alguém entende que nunca estamos preparados para a despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais, os professores, nos ensinam a comer de boca fechada, a emprestar o que é nosso, a não maltratar ninguém, a amar e respeitar e que o importante é competir, mas por esquecimento, imaturidade ou pura proteção, esquecem de nos ensinar a dizer adeus. A maioria dos seres humanos não está pronta para se desapegar. Não estou falando apenas de aceitar a dura partida da morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte, por mais difícil que seja, é inevitável. Quase nunca nos conformamos. Somos egoístas a ponto de querer aquele corpo carnal de quem a gente ama ao nosso lado, ainda que para ele isso signifique sofrer. Não é maldade. É apego. É o consolo de pelo menos ainda o ter por perto. Não é tarefa simples para muitas pessoas ter desapego, pensar que é melhor, em algumas situações, a morte ao sofrimento, que isso significa paz para o outro e que muitas vezes é menos dolorido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se aceitar o inevitável, a já esperada partida que aprendemos desde cedo que um dia todos farão, é tão difícil, imaginem aceitar uma partida feita por opção. O término de uma relação, por exemplo. Superar e entender que alguém que amamos quer ir embora e não quer mais dividir o afago, o carinho, e tudo o mais por escolha própria é quase tão duro quanto aceitar a morte. Imaginem saber, que não perdemos alguém que, assim como nós, não planejava isso. Mas perdemos alguém que optou por isso. Quer dizer, perdemos não. Ninguém pode perder ninguém, já que ninguém é de ninguém. Mas quando amamos, fazemos do outro nossa propriedade, parte de nós, nossa morada. Mais uma vez, não é maldade. E aquilo que se construiu a dois para ser um só, de repente é obrigado a se dividir e se tornar metade de novo. Esquecer é difícil. Desapegar, aceitar, ah... tão doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são apenas as partidas de quem amamos que nos consomem em tristeza, dor, dúvida. Não aprendemos a dizer adeus nem para as pequenas e inanimadas coisas. Não aprendemos a dizer adeus para a casa que moramos desde pequenos e que, quinze anos depois vai ser vendida. Não aprendemos a dizer adeus para aquela calça jeans que não nos cabe mais, porém é tão especial que não queremos nos desfazer. Não aprendemos a dizer adeus às nossas velhas manias, aos nossos velhos vícios que nos custam muito mudar. Não aprendemos a dizer adeus à antiga escola, ao brinquedo que ficou velho e agora vai ser passado para outra criança, à nossa chupeta que ficou ridícula demais para ser usada ainda. Não aprendemos a dizer adeus a nós mesmos, quando deparamo-nos crescidos, em uma nova vida, em um novo corpo e cabeça, repletos de responsabilidade, e deitamos no travesseiro com aquela apertada e incômoda vontade de ser criança de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprender a dizer adeus é uma arte. Deveria ser ensinada na escola. Deveria ser matéria valendo reprovação e nota final. Deveria estar em manuais para que a dor não fosse tão grande, para que a perda fosse comum a nós. Quem sabe assim déssemos mais valor ao que temos e a quem temos e aproveitássemos tudo com a intensidade de quem sabe que, um dia, terá que se desfazer e se conformar com isso. E assim, não nos seria tão difícil entender que como toda história que nos foi contada, até essa tem um fim. E ele pode ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/adeus.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273181868366131?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273181868366131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273181868366131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273181868366131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273181868366131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/04/difcil-arte-de-dizer-adeus.html' title='A difícil arte de dizer adeus'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273499891258668</id><published>2006-03-23T15:08:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T15:09:58.923-05:00</updated><title type='text'>Boca da Boa</title><content type='html'>Notívagos, insones e bagaceiros. Preparem-se, porque suas espécies entrarão em extinção. A caça aos beberrões já começou e se você não quer virar item de colecionador, não se deixe capturar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino o que seria do Jô Soares, um notívago assumido, se morasse aqui hoje. Ao sentir fome às 23 horas de uma terça-feira, ele rodaria  com seu carrão até altas horas e não encontraria um restaurante aberto. Talvez, apenas uma pizzaria, lá pela Doca de Souza Franco. Mas os outros restaurantes, todos, todos estariam fechados. Conclusão: Só se pode ter fome durante a semana, até às 22 horas. Sim, todos os restaurantes em Belém fecham cedo! E não é só à noite, aos domingos também, justamente quando o Jô, às três da tarde, hora em que acabou de acordar, decide almoçar. E roda de novo com o carrão. Cadê restaurante? “Estamos encerrando, senhor”. Conclusão 2: aos sábados e domingos, só se pode comer até às duas da tarde! Só lhe resta apelar para um sanduba, logo naquela semana em que ele havia decidido emagrecer um pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o Jô se revolta com o restaurante fechando às 23 horas e decide, sem opção, comer um tira gosto, tomar uma cervejinha, lá no barzinho, perto da casa dele. Ao sentar à mesa, o garçom vai logo avisando: “senhor, á meia noite, estamos encerrando”. Mas o que é isso? O que o Jô vai fazer a madrugada toda. Ele não queria nada demais, apenas uma cervejinha e pronto. Aí o Jô levanta-se revoltado. Vai de bar em bar, todos fechando. “É a nova lei, seu Jô!”. Lei? Que lei? Contra o que? “É pra acabar com a violência”. Conclusão 3: como não há segurança, policiamento e etc, vamos pagar o pato, cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o Jô decide ir até uma loja de conveniência para comprar sua cerveja. Ao abrir a geladeira dá de cara com um adesivo bem chamativo: “Avisamos que é terminantemente proibida a venda de bebidas alcoólicas no período de 0h às 6h. A gerência agradece a compreensão”. Nem supermercado 24h fica de fora. Agora o Jô tem que ir pra casa assistir às reprises de seu programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, nosso gordo, indignado, já sabe. Vai ter que sair mais cedo se quiser beber. Após o trabalho, ele aporta no bar. Às 22 horas começa uma confusão. Cadeira voando, garrafa quebrando, um pandemônio. O garçom avisa: “tá todo mundo meio bicado, seu Jô, começaram a beber desde cedo e uma hora dessas estão assim”. Conclusão 4: Quem bebe mais tarde, cai mais tarde. Quem bebe mais cedo, cai mais cedo. Continuamos na mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o Jô, que é bom de conta, começa a concluir que provavelmente muitos bares irão fechar! Menos cervejas vendidas, menos consumidores nos bares, e consequentemente menos garçons, mais desemprego. Até que menos entretenimento ainda, em uma cidade que já não tem muita opção. É melhor o Jô voltar pra São Paulo. Essa cidade ta demais. Ele já trabalha muito e não tem que estar relaxando por aí, não. Não tem esse direito, ora essa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai chegar a hora em que surgirão as bocas de cerveja. Afinal, cerveja é droga sim. “Ei moçada, ta chegando um carregamento de Skol. Desce redondo.”, “Chegou uma nova aí pra mim...”, “Tem alguma coisa aí pros amigos? Uma quarta de Bavária”. Imaginem, o tráfico de cerveja será um sucesso!. “Tenho uma Antártica aí, essa boca é da boa!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seremos obrigados a ficar confinados em casa, nos embriagando do mesmo jeito? Continuaremos a ser assaltados, só que mais cedo. Continuaremos a brigar em bares, só que mais cedo. Ou então, as pessoas simplesmente desaparecerão das ruas, e a cidade virará um deserto. E aí sim, muitos donos de bar irão morrer de fome e aquele que se atrever a sair, correrá o risco de dar de cara com um bandido. Afinal, pra que os policiais ficarão na rua até mais tarde, se o problema – nós – estamos enclausurados. Beberemos no meio da rua, e continuaremos expostos à violência. Ou será que também irão fechar as avenidas e implementar o toque de recolher? Iremos voltar à estaca zero? Somos ou não somos uma cidade grande?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lute, notívago. Não desista, você é brasileiro! Saia às ruas e faça a revolução. Uma carreata de mil carros, todos com o som no volume 2, todos na mesma estação, juntos causando um alvoroço nas ruas. “Olha, seu polícia, o meu volume tá no 2, o senhor não pode me prender. Agora se ta todo mundo ouvindo a mesma música o problema não é meu”. Vamos à luta e vamos beber! Ou fique em casa e entregue os pontos. Depois não adianta chora o leite derramado. Leite, porque cerveja nem pensar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273499891258668?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273499891258668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273499891258668&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273499891258668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273499891258668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/03/boca-da-boa.html' title='Boca da Boa'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115280400002286025</id><published>2006-03-08T10:04:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T10:20:09.426-05:00</updated><title type='text'>Manifesto para Mulheres Iludidas</title><content type='html'>Eu vou agora falar algumas verdades! Sim. Verdades que toda mulher precisa ouvir. Após alguns anos acompanhando relatos de mulheres desesperadas, carentes, solteironas, confusas e após ler tantos conselhos, planos e dicas “infalíveis” de certas revistinhas femininas, chego à conclusão óbvia: tá tudo errado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até parece que emagrecer em 10 dias, passar fome, fazer joguinhos de liga e não liga, aprender as 4.678 maneiras de enlouquecer os homens na cama são a fórmula mágica para conquistar um homem ou pior, prendê-lo!&lt;br /&gt;Após alguns cursos intensivos de desalienação, também, com outras revistinhas feitas para mulher, mas não para amélias e robóticas (eu indico, Revista TPM!), algumas leituras rápidas em banheiros femininos, 02 neurônios da vida, e sim, um tantinho de experiência após alguns namorados loucos, neuróticos, normais, caretas, modernos, machistas e liberais, advinhem, descobri a pólvora: não existe fórmula! Oh, e foram preciso tantas leituras para descobrir isso?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a algumas desmitificações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      •&lt;strong&gt;Faça pilates, dieta, ponha silicone, faça lipo, pinte o cabelo, use maquiagem definitiva, esteja sempre linda como as capas da Nova e da Boa Forma e tenha seu príncipe ao seu lado pra sempre!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Número 1. As capas da Nova e da Boa Forma, ou de qualquer outra revista, só vão lhe deixar mais pra baixo. Sua auto-estima vai despencar, todas as mulheres são lindas e perfeitas, e você se não tiver dinheiro para plástica, não for uma desocupada pra viver em academia e não tiver um photoshop, nunca vai ser como elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Número 2. Isso não vai garantir um príncipe apaixonado. Se isso fosse verdade metade das estrelas de Hollywood não seria trocadas a cada semana. No máximo sua beleza plastificada garantirá a você uma noite de sexo. Mas se seu namorado quiser vai lhe trair, ainda que você seja a mulher mais linda e desejada no mundo, e se você não malhar seu cérebro ou tiver alguma massa cinzenta, ocupação e outras virtudes para oferecer, ele não vai agüentar você! E você, meu amor, vai ser linda e infeliz. Mas vai ser perfeita! Perfeita idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   •&lt;strong&gt;Surpreenda seu gato, lasque um beijo gostoso no meio do cinema. Faça um strip na frente da TV na hora do jogo! Ele vai amar! &lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Acredite. A única hora em que um homem ama ser beijado no meio de um filme no cinema é quando ele nunca pegou a mulher! A verdade é que se você for tentar beijá-lo depois que algum tempo de namoro, ele vai dizer “pô, peraí, amor, to vendo o filme!”. E você vai ficar com aquela cara de tacho, de Maria-mala. Em alguns outros casos seu amor vai gostar sim, mas isso, quando for um filme água-com-açucar que ele só foi ver por sua causa! E eu nem vou comentar a respeito do jogo. Tem hora pra tudo, né, meu bem?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     &lt;strong&gt;•Se ele não ligar no dia seguinte? Vá ouvir música, tire o celular do seu lado para não olhar. Se ele não ligou, ele não presta!&lt;/strong&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pára, pára, pára. Peraí. Por que só ELE tem que ligar? Mas por que você não pega o telefone e liga? E mais, se ele realmente não quiser nada além da noite passada, qual o crime que ele cometeu? Agora me responda: e se fosse você que não quisesse e ficasse arrumando desculpas? Ah, não... Você seria a coitadinha perseguida, a gostosona. Desculpe, mas você estaria sendo tão megera quanto ele! Pare de rotular, e não ache que foi alguma coisa com você. Você não é feia, desinteressante ou não-namorável por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;strong&gt;•Se ele é trainspotter, colecinador de aves, jiu-jitsuca, procure acompanhá-lo! E aprenda as letras da banda que ele curte!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tsc, tsc, tsc. Erro clássico. Interessar-se pelo assunto que o namorado gosta é uma coisa. Ouvir, apoiar, respeitar, admirar, não é preciso ser homem pra gostar disso. Mas absorver os gostos como se fossem seus, não! Ao contrário. Mostre a ele que você tem gosto, vontade, idéias próprias. Mostre a ele que você gosta daquele filme, mesmo que ele não goste. Que você curte ir aquele lugar mesmo que ele não. Senão, que graça vai ter a relação, o que vocês irão compartilhar de diferente. O que vai fazer lembrá-lo de você? Quer coisa mais linda do que um pagodeiro inveterado dar à namorada um CD de Heavy Metal porque simplesmente é a cara dela? Então. Seja você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E mais! Não tenha vergonha de dizer que você quer fazer cocô! Poxa, ele é seu namorado! E daí? Você vai passar a vida fingindo que a comida evapora milagrosamente? Isso é intimidade! Ele também faz, a Giselle Bundchen faz e o Papa também. E por último: só ouça a você mesma. Faça apenas o que o seu coração, razão, vontade mandar. Não siga regras, nem deixe de ligar para ele porque sua amiga acha que você vai estar se rebaixando. Ligue se você quiser! Às vezes os conselhos vem nas melhores das intenções, mas só você mesmo pode saber o que acontece dentro do seu relacionamento. Não ligue por conselhos dos outros, eles quase nunca são bons. Inclusive, se quiser, não ligue pro meus, para nenhum desses que eu dei aqui. E sim, seja feliz como você quiser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/pintura.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115280400002286025?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115280400002286025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115280400002286025&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280400002286025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280400002286025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2006/03/manifesto-para-mulheres-iludidas.html' title='Manifesto para Mulheres Iludidas'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273862038926284</id><published>2005-11-01T16:06:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T13:23:23.703-05:00</updated><title type='text'>Eu, eu mesmo e eu também</title><content type='html'>Todo mundo tem alguns “eus” escondidos. Não é conjectura. É fato e é inevitável, afinal ninguém nesse mundo, nem a mais tradicional das criaturas, é imutável. Às vezes nós mesmos nos surpreendemos com algumas atitudes que tomamos, atitudes que nada correspondem ao que acreditávamos, e nos pegamos dizendo ou fazendo coisas que definitivamente não condizem com o que costumávamos defender. Muita coisa muda com o passar dos anos. E lembremos que a prática e a teoria nunca se entenderam lá muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo clássico é o pai carrasco, que trata de aterrorizar a filha para o caso de ela aparecer grávida. "Vai ser expulsa de casa!" No entanto, basta despontar a barriga, que o tal ditador se rende aos chutes do neném e transforma-se no maior babador-de-ovo do mundo. Lembremos mais uma coisa: Só nos conhecemos mesmo à beira do precipício. Não adianta prever que vamos nos jogar, sentados no sofá de casa. Metade das coisas que afirmamos que faríamos, nunca são feitas. Falta-nos coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas os eus... Bem, não nascemos munidos deles. Naturalmente, começamos a gostar das coisas por convívio. Temos os mesmo hábitos que nossos pais. O que eles ouvem, lêem e pensam nos influencia. Mas aí, chega o dia: vamos para a escola e lá conhecemos um outro mundo que, evidentemente, é diferente da nossa casa, e então, entramos em conflito. É aí que eles começam a aparecer, os eus! Por algum motivo qualquer, começamos a tentar separar o joio do trigo e decidir o que mais nos agrada. Alguns de nós fazem isso sozinhos, outros com a ajuda dos pais, influenciados por amigos, e outros acabam decidindo não ouvir ninguém. Depois crescemos mais um pouco e vamos pra faculdade, começamos a trabalhar, aprendemos mais coisas novas, quebramos a cara, conhecemos pessoas, a vida muda e consequentemente quando vemos, olha lá, mudamos de novo. E é assim que formamos a tão famigerada personalidade. Mas você não gostava de ficar em casa vendo Faustão? Ah, enjoei, prefiro jogar bilhar com os amigos. E daqui a alguns anos, invariavelmente, recomeça o ciclo: Mas você não gostava de jogar bilhar toda sexta? Cansei, agora prefiro ficar em casa vendo Faustão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas estamos no mundo justamente para isso. Para ver, crescer, mudar, viver e aprender. Por isso não recrimine aqueles que antes eram hippies e por algum motivo, viraram playboys, ou os que eram loiros e ficaram morenos, ou ainda, ex-bobos que se tornaram punks. Todo mundo tem direito de mudar! Diria mais. Todo mundo tem o dever de mudar! As pessoas podem nos ensinar muito, nossas experiências também servem para nos reciclarmos. E pensem, o mundo seria um saco se não fosse assim. Gostamos hoje de feijoada e amanhã não mais. Ouvimos pagode durante anos até definirmos nosso gosto e descobrir que gostamos mesmo é de salsa, ou não, amamos pagode, está mais do que claro. Se já fazemos isso com pessoas, enjoamos e trocamos de namorado como quem troca de roupa, imagine então, com o resto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o ser humano, o que há de mais belo nele e não em qualquer animal: a possibilidade de mudar, de se transformar, de evoluir e compilar sua personalidade. Eu, eu mesma e eu também somos muitos diferentes. Uma contradição quase impossível de existir. Chorona, sorridente, tímida, ousada, atrevida, controlada, ciumenta, desencanada, bem humorada, insuportavelmente irritada. Soa estranho, mas essa sou eu e não tenho dupla personalidade, mil facetas, "não mudo minha postura só para agradar", mas sou, assim como todo mundo, uma mistura de sentimentos que se confundem, se chocam e acabam nos tornando aquilo que seremos para o resto da vida, todos um só, iguais e diferentes: incríveis seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/cartao.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273862038926284?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273862038926284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273862038926284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273862038926284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273862038926284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2005/11/eu-eu-mesmo-e-eu-tambm.html' title='Eu, eu mesmo e eu também'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115280238190064919</id><published>2005-10-20T09:49:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T09:53:01.906-05:00</updated><title type='text'>Ode à Lucidez</title><content type='html'>Dia desses lanchando na Doca, uma figura, um motoqueiro desses que parecem só existir em filmes, começou a entabular uma conversa, enquanto meu namorado e eu tentávamos saborear um pastel, tentando nos manter inertes e indiferentes a alguns garotos que nos rodeavam pedindo trocado, comida, completamente drogados com corpo exalando cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motoqueiro, grisalho, mais ou menos uns 60 anos (mas aparentava bem menos), sentava confortavelmente em sua moto e derramava sua revolta. “Subversivo”, como ele mesmo se descreveu, não sossegava com seu capacete e com seus óculos amarelos, nem com a situação do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esses cheira-cola são uns mutilados cerebrais! Olha aí a polícia, passeando na Doca! Não sabem onde é o foco? Naquela praça a ali! Eles passam, olham e ninguém toma a cola da mão desses meninos!”. Nós acenávamos com a cabeça. Ele continuava: “Olha, rapaz, eu fui comprar cola de sapateiro pra consertar meus sapatos. Tive que dar identidade, CPF, todos os meus documentos, assinar papel, uma dificuldade! E esse meninos aí, cheiram cola todo dia, como eles conseguem, rapá? Ninguém controla?!” Dali há algum tempo já estaríamos tagarelando sobre corrupção, mensalão, Brasil, desarmamento e Che Guevara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a revolta do motoqueiro e a história da cola me fez lembrar desse tal referendo. É difícil comprar cola. É difícil compra arma também. Os cheira cola continuam conseguindo fácil. Os bandidos também, continuam conseguindo arma fácil. Mas ninguém proibiu a cola. Mas querem proibir a arma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o desarmamento vencer no dia 23, pessoas esclarecidas, do bem, vão entregar suas armas pensando na paz. Mas vocês acham mesmo que o desempregado, esfomeado, bandido, pobre, sem nada a perder, vai ver a campanha na TV e dizer "É isso, vou entregar minha arma pela paz! Não vou mais assaltar ninguém! Viva a paz!"??? Acham que as gangues, os comandos vermelhos da vida vão jogar suas armas no lixo, pela, desculpem, como se chama mesmo... Ah, paz?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, o desarmamento só vai trazer mais violência e nos deixar totalmente à mercê daqueles que continuarão andando armados ilegalmente. Os bandidos, estupradores continuarão conseguindo suas armas, mas dessa vez terão certeza de que nós estamos indefesos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria mais fácil que tivessem um controle rígido sobre a legalidade do porte? Que comprar uma armas não fosse fácil para ninguém? Que os traficantes fossem presos? Que uma operação “desarma bandido” acontecesse? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha pelo desarmamento fala sobre a violência doméstica, que irá diminuir, sobre as brigas em bares, em festas que acabam em morte. Mas, cá entre nós, a violência doméstica só é praticada por quem tem armas? As mulheres, as crianças vão deixar de ser espancadas ou mortas depois do desarmamento? As brigas em bares não vão mais terminar em morte porque não se pode mais usar revólver? E o que aconteceu com as facas, com as garrafas de vidro, com os martelos, os terçados, os canivetes? Serão proibidos também? E mais importante: a intenção de matar, a revolta, o comportamento doentio e explosivo dessas pessoas vai acabar também com o desamamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, não seria melhor proibir qualquer objeto que pudesse ser usado como arma? Ou, proibir a venda de álcool, por conta dos incêndios, proibir a venda de automóveis por conta dos acidentes. Proibir a venda de motos, por conta dos assaltos feitos por motoqueiros. Ou questionar a legalidade das Lan Houses, como estão fazendo no caso da menina Bruna, de 15 anos, que foi morta após bater papo pela internet com um estranho. Será mesmo que a morte dela foi culpa da Lan House ou da imprudência de uma menina que não tem medo de sair com estranhos, que não foi orientada, que não tem informação? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país pensa que poderá cortar o mal pela raiz, mas está apenas cortando os galhos. Pense bem se você vai querer entregar de bandeja sua casa, sua segurança por uma "paz" que não será resolvida com o referendo, e sim, com educação, distribuição de renda igualitária, emprego, saúde e etc. Só assim a população não terá motivos pra ser revoltar, matar e roubar. O Michael Moore já mostrou isso, em Tiros em Columbine! O Canadá possui mais armas que os EUA e, no entanto, o índice de violência no país é mínimo, simplesmente porque eles possuem condições decentes de vida e educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é Brasil, o país da palhaçada, onde os envolvidos no maior roubo à nação que já presenciei em minha curta vida saem na playboy, gravam cd's, renunciam e o nosso dinheiro continua por aí, “desaparecido”. Quem vai nos ressarcir? Quando os ladrões do planalto fabricam suas próprias leis e assim se protegem, fica mesmo difícil haver justiça, condições decentes de vida para os brasileiros e cada vez mais distante o ideal de paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe se o referendo fosse para definir que fazer com nossos ilustres personagens do Mensalão, ou para definir nossos direitos, nossa educação, nossa saúde pública otimizada, nosso salários, nossos empregos, as armas não seriam mais um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí, que o motoqueiro, contando as peripécias que ele e os amigos faziam para assistir a alguns filmes ou ler livros que eram proibidos, me fez pensar que na época em que ninguém podia falar nada, todo mundo era ouvido de alguma maneira. Os jovens, o povo tinham ideais e lutavam por isso, eram engajados. E hoje, quando temos liberdade de dizer o que quisermos, ninguém nos ouve. E nós vemos a corrupção na TV, como se assistíssemos a um filme triste, e ao final, desligamos a televisão como se aquilo não fosse conosco e vamos viver nossa vida individualista, porque temos mais o que fazer: temos que sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso que estamos vivendo é a luta dos fracos contra os oprimidos”, disse o motoqueiro. Justiça com as próprias mãos, revolta, violência, porque o Brasil é uma prisão com mar em volta, que nos faz reféns em nossas próprias casas, na rua, nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho sinceramente, que as próximas correntes por e-mail, campanhas de rádio, tv, deveriam ser feita por nós, para nós mesmos! Deveríamos todos ir às urnas no dia da próxima eleição política e votar em branco, numa grande demonstração de insatisfação, votar em branco!!! Antes só do que mal acompanhados. Quem sabe assim atingiríamos a lucidez, da qual José Saramago, fala em seu livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as pessoas estão ocupadas, na luta pela vida, pela segurança, pelo seu próprio couro, ocupadas demais pra se preocupar com isso, até para ler este texto. Mas se alguém o leu até aqui, e entendeu, eu acredito, ainda pode mudar. E se alguém o parar enquanto você come um pastel e começar a falar sobre o país a ponto de fazer você pensar, escreva outro texto como esse, repasse e acredite: ainda pode mudar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115280238190064919?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115280238190064919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115280238190064919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280238190064919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280238190064919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2005/10/ode-lucidez.html' title='Ode à Lucidez'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115280136877515787</id><published>2005-09-28T09:33:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T13:22:29.223-05:00</updated><title type='text'>Conversas ao Pé do Ouvido</title><content type='html'>Não se exauriam, seus assuntos não se esgotavam. Suas conversas eram infindáveis, infinitas. Só paravam porque tinham sempre que ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        - Amanhã a gente continua... Tenho umas teorias sobre isso que vão te deixar estarrecida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela fechava a porta com o coração em brasa. A ansiedade corria pelas veias, chegava às entranhas. Mal podia esperar o dia seguinte, para continuar aquela conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - Comprei um computador, agora posso te mandar e-mails de madrugada, bater papo no msn...&lt;br /&gt; - Então, eu já vou. Vou te esperar on-line.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E após longos e penosos beijos de despedida, abraços que quase não se soltavam e sorrisos que os faziam parecer ainda mais patéticos, ele corria para casa, para o computador. Ela sempre já estava lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conversavam sobre o infinito, sobre fé, sobre infância, sobre traumas. E não cansavam de lembrar o dia em que se conheceram. Os olhares, o primeiro beijo, o frio na barriga. As coincidências... Ah, as coincidências, não havia nada melhor que falar sobre elas. E trocavam juras e dengos, e diálogos que iam ficando cada dia mais picantes, mais tentadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; - Vou pra aí.&lt;br /&gt; - Agora? São 3 horas da manhã.&lt;br /&gt; - Agora.&lt;br /&gt; - Vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se amaram em silêncio, escondidos, na penumbra do quarto dela, ainda rodeado de fotos do ex, do qual enganara-se de que nunca iria se recuperar. &lt;br /&gt;As noites foram várias, que se estendiam madrugada adentro. De trocas de pernas, fluidos, suores, cheiros, odores, gemidos, um ou outro “eu te amo” saídos tímidos, quase sussurrados e conversas. As conversas que vinham depois... O quanto ele evitava perguntar as horas, para não ter que ir embora. O quanto ela rezava em silêncio para que ele não perguntasse as horas, para não ter que se despedir.&lt;br /&gt;Um dia, ele levou-a a sua casa. Mostrou músicas das quais sempre conversavam, fotos antigas, mostrou seus poemas... Deitou-a no chão, iluminado por velas e colocou no aparelho de som My Funny Valentine. Amou-a e disse, agora sem sussurrar: ‘Eu te amo, de verdade’. Fecharam os olhos, e ambos fingiram dormir, para não ter que vestir as roupas ou dizer “até amanhã”. Ficaram assim, de olhos fechados, abraçados até amanhecer. Ela fingiu espanto pela manhã. “Adormeci...”. Ele fingiu preocupar-se. “Não tem que ir pra casa?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assim quase todas as noites. Esqueciam-se da hora e quase sempre adormeciam de propósito. E começaram a dormir juntos, quase todos os dias. Sempre havia uma desculpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O papo está tão bom, que não vi a hora...Posso ficar aqui?&lt;br /&gt;- Ah, estou com tanta preguiça, acho que não vou conseguir dirigir...&lt;br /&gt;- Porque não termina seu trabalho aqui no meu computador. Você pode dormir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o dia em que não arranjavam mais desculpas. Até o dia em que elas se esgotaram. As desculpas, não as conversas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preciso de mais tempo contigo. Se possível todo o tempo possível.&lt;br /&gt;- Eu também. Preciso te contar o que vi, o que fiz, o que penso, o que leio, até o amanhecer.&lt;br /&gt;- Preciso não te contar nada, às vezes. Nada além de um beijo antes de dormir, sentindo o cheiro do teu xampu no nosso travesseiro. &lt;br /&gt;- Quero dividir o almoço contigo. Quero os domingos e os sábados e os feriados.&lt;br /&gt;- Preciso casar contigo.&lt;br /&gt;- Preciso mesmo que dê errado.&lt;br /&gt;- My Funny Valentine... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E casaram-se apesar dos apesares. Apesar de não terem muito dinheiro. Apesar de quase não ter luxo, muitos móveis em casa. Apesar de terem que viver de aluguel. Apesar de ter que aceitar relutantemente a ajuda que não queriam dos pais. Apesar de terem que dividir contas e contar e recontar o dinheiro. Apesar de terem que ir menos ao cinema, ir menos aos bares, ir menos à restaurantes. Apesar de nunca poderem sair de férias. Apesar de quase não ter coisas novas. Tinham um ao outro, tinham algo invejável. Tinham cumplicidade, lealdade, amor, tesão, companheirismo, conversas. Tinham-se noite e dia e bastavam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram felizes, apesar. Tinham suas conversas ao pé do ouvido, todas as noites, no roçar dos pés e das pernas trançadas sobre os lençóis que exalavam o tão agradável perfume de seu xampu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/montagemconcerto2.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115280136877515787?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115280136877515787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115280136877515787&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280136877515787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280136877515787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2005/09/conversas-ao-p-do-ouvido.html' title='Conversas ao Pé do Ouvido'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273386165858975</id><published>2005-08-28T14:48:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T14:54:28.400-05:00</updated><title type='text'>Gramática do amor (ou Carta a quem se Ama)</title><content type='html'>Meu amor, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive pensando sobre a nós ontem à noite. Pensando que, pela primeira vez, eu realmente tenho dado muito mais importância aos meus momentos de felicidade, a esse amor que tenho sentido do que às pequenas coisas, às pequenas bobagens. Não que bobagens não passem pela minha cabeça. Infelizmente quanto mais a gente se apaixona mais bobagens tentam desesperadamente invadir a mente. A diferença é que elas tem ido embora na mesma velocidade em que chegam. Eu as chuto pra fora, elas somem e me concentro no que há de melhor em nós: nós. Nosso amor é cheio de interjeições, e ainda bem, não sobra espaço para conjunções adversativas invadirem nossa sentença. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Onde há muito sentimento, há muita dor”. Da Vinci até poderia ser taxado de pessimista. Mas seu pensamento é simples. Quando estamos nesse estado de paixão nossa preocupação com o outro redobra, nosso medo aumenta, a sensação de estar assim tão vulnerável a esse sentimento nos deixa sensíveis e conseqüentemente, deixa o coração aberto e frágil demais. Mas, tenho aprendido - e colocado em prática - que a dor não deve nunca, nunca andar lado a lado com o amor. Não! Amar não é sofrer mesmo. Amar deve ser monossilábico, não pode ser separado, não, não... É oxítona terminada em ar: aproveitar, vivenciar, apaixonar, tentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de toda aquela semana na qual a gente tentava se encontrar por meio das mensagens telefônicas, de toda aquela agonia e aquela sensação de estar vivendo algo tão inesperado com alguém que ao mesmo tempo estava tão longe e tão perto, e que de repente passou a estar apenas tão perto, cada vez mais perto. E isso foi ficando tão gostoso, que se tornou realmente difícil não acreditar em destino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, que diabos é isso que tem consumido minha alma? Segundo o Houaiss: &lt;br /&gt;AMOR ■ substantivo masculino&lt;br /&gt;1    forma de interação psicológica ou psicobiológica entre pessoas, seja por afinidade imanente, seja por formalidade social&lt;br /&gt;2    atração afetiva ou física que, devido a certa afinidade, um ser manifesta por outro&lt;br /&gt;2.1 forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consangüinidade ou de relações sociais &lt;br /&gt;2.2  atração baseada no desejo sexual; afeição e ternura sentida por amantes &lt;br /&gt;2.3  afeição baseada em admiração, benevolência ou interesses comuns; calorosa amizade; forte afinidade &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de dar definições mil sobre amor platônico, socrático, cortês, amor livre, amor físico, relaciona-o com religião e até paganismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem é esse tal de Houaiss??? Aurélio Buarque de Hollanda era o tio dicionarista do Chico, e em se tratando dessa linhagem dos Buarque de Hollanda, tudo bem, tem meu merecido respeito, e mesmo assim eu não admito que ele coloque em um dicionário a definição para uma coisa como essa: abstrata, indecifrável e indefinível! Imagina esse tal de Antônio Houaiss! E daí que ele entrou pra Academia Brasileira de Letras? E daí se ele foi professor, diplomata, filólogo, lexicógrafo e ensaísta? Eu nem sei o que é lexicógrafo! E o que ele pensa que sabe de amor pra classificá-lo em itens e subitens, da forma mais desrespeitosa possível! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para falar de amor, esqueça a regra gramatical habitual. Amor é um verbo, e não um substantivo, começa daí. E verbo intransitivo. A gente ama e não importa a quem, nem precisa de preposição. A gente simplesmente ama. O amor deve ser sempre conjugado no modo indicativo, e que o tempo seja presente, mas nunca, nunca no modo imperativo. O amor tem que ser flexionado na voz reflexiva, nunca na voz ativa, muito menos na voz passiva, para que o sujeito seja sempre agente e paciente ao mesmo tempo. O amor é gerúndio e infinitivo ao mesmo tempo! Amando, sentindo, vivendo, um processo verbal em curso, mas que não se deve situar no tempo. O amor não é um verbo irregular, nem defectivo, de conjugação incompleta, não é impessoal. O amor correspondido é um verbo abundante, que possui duas ou mais formas de valor idêntico. O amor é pra ser conjugado na segunda pessoa, ao lado de todos os outros verbos que assim se conjugam: fazer, viver, valer. De grau superlativo, absoluto, comum de dois gêneros! Advérbio de lugar, tempo, modo, de intensidade, afirmação. Plural, pronome composto e jamais, jamais, deve-se transformar o amor em um pronome possessivo, para que, quando ele virar pretérito, possa ser mais-que-perfeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, amor, cheguei a conclusão de que o amor é mesmo muito fácil de ser conjugado e que esse Houaiss não pode saber mesmo mais que nós dois. Se o seu forte for matemática, a gente soma, multiplica esse sentimento, o transforma em uma equação, em uma intersecção, eleva ao cubo esse conjunto infinito. Eu sinto, sei, tenho absoluta certeza, como 2 e 2 são 4 que temos uma química perfeita que nenhuma lei da física explica – como dois corpos podem ocupar um espaço ao mesmo tempo – e que não há história no mundo que barre a nossa, em qualquer espaço geográfico desse planeta, mas principalmente que o nosso romance é uma escola lírica, um soneto de rimas ricas, uma epopéia! Pra sempre, todo sempre. &lt;br /&gt;Te amo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273386165858975?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273386165858975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273386165858975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273386165858975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273386165858975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2005/08/gramtica-do-amor-ou-carta-quem-se-ama.html' title='Gramática do amor (ou Carta a quem se Ama)'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273815546906870</id><published>2005-08-12T15:58:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T16:02:35.480-05:00</updated><title type='text'>Xama u Aurelhu!</title><content type='html'>E lá estava eu mais uma noite sem ter o que fazer, sapeando o controle da televisão. Logo eu que não sou disso, de TV, me vi forçada pelo tédio a procurar dentro daquela caixinha mentirosa e cretina alguma coisa pra matar o tempo. Eis que tomo um susto, quase engasgo com meu próprio cuspe. Era um filme, em um canal de tv por assinatura. Eu já havia assistido àquele filme, um desses de terror adolescente, mas algo estava diferente, algo que me fez vez confirmar e reafirmar pra mim mesma o por quê de cada vez mais eu odiar televisão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vc tem certeza q eh por aih?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que quase perco o fôlego. Não era apenas o filme que era adolescente, mas as legendas, todas as legendas eram pura adolescência e “nerdice”, se me permitem o neologismo. Estavam repletas de vc, pq, naum e tudo mais que o vocabulário internauta chulo permite. Confesso, demorei muito mais que o tempo habitual para entender o que estava escrito na tela, era quase um hieróglifo virtual de tão inteligível. Devo admitir que os internautas estão mesmo de parabéns, porque para decifrar esse dialeto tem que ser muito esperto mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que levar a linguagem virtual pra tv também é coisa de gente esperta? Ah! Tá, esqueci, essa história de que estamos estimulando a burrice e o semi-analfabetismo nos adolescente está ultrapassada. Não é isso que dizem? Teoria furada, isso é apenas uma forma mais prática de se comunicar no mundo virtual, mas isso naum influencia em nossas vidas. Ops! Quero dizer, não. Desculpem, força do hábito. Deve ser por isso que meu primo recebeu seu trabalho da faculdade todo marcado de vermelho em cada palavra em que ele trocara o CH pelo X, “axo”, “xeque” e até o estrangeiro e já tão comum para nós “xopin”, tudo por causa da teoria furada. Não é crime usar um pq, um vc, pra facilitar a comunicação de vez em quando por e-mail, em uma conversa. Mas desaprender? Transformar nosso vocabulário em um Chat? Mas tudo bem, se nosso país já está tão bom de português mesmo, a gente pode continuar incentivando nossos jovens a escrever errado. Eles que são os maiores usuários de Internet do mundo, e que passam o dia inteiro plugados, viajando pelos dialetos, neologismos, contrações e bizarrices de vida virtual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem razão, TV, é mais fácil se comunicar com os jovens e atingi-los falando a linguagem deles. Mas é que pensei que a linguagem deles fosse o português, o bom e velho português. Mas tudo bem, se eles já lêem pouco ou quase nada mesmo, é melhor fazer isso na TV, ao invés de ajudar a dar-lhes um pouquinho de cultura, coisa que a Internet infelizmente não está conseguindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a família nem precise se atentar para isso, ou as escolas, ou ninguém! Quem é que liga pra isso, não é? É tão bonitinho falar axim que a gente si iskeci! E nem é mais novidade que esses meninos nunca tenham nem ouvido falar de Antônio Houaiss ou do mais conhecido, Aurélio Buarque de Holanda, todo mundo está careca de saber que ler, estudar é muito chato e deixar o mundo virtual invadir não só nossas vidas como nosso vocabulário é rulez! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu esteja exagerando no uso da hipérbole, mesmo assim ainda acho que estou sendo eufêmica, mas tanto faz, figura por figura de linguagem, esses jovens só conhecem o barbarismo. Aliás, deixa pra lá, eles não estão entendendo bulhufas... lol!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273815546906870?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273815546906870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273815546906870&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273815546906870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273815546906870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2005/08/xama-u-aurelhu.html' title='Xama u Aurelhu!'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273870256847225</id><published>2005-05-31T16:11:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T16:11:42.570-05:00</updated><title type='text'>Jogos Virtuais: umazinha na rede</title><content type='html'>Amante_44 entra na sala. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Oi. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Oi... Tava esperando alguém? &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Serve um ninguém? &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Na falta de um marido, as mulheres sempre se viram com um amante mesmo. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Vou ter que desenvolver minha porção pedófilo então. Be-be-zi-nha... &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Há! Já gostei de você. Espirituoso. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Enferrujado. É assim que se começa uma conversa mesmo por aqui? &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Hoje em dia, sim. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Que tal um jogo on line? &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Sexo virtual??? &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Hehhe. É jogo... jogo mesmo. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Hum... Pode ser. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Poker? &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Damas? &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Primeiro as damas :) &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Hã... Pode comer pra trás? &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Nem sei como isso funciona... é minha primeira vez. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; A minha também. Tô nervosa. :) &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Confesso que tô um pouco também. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Promete então que não vai comer pra trás. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Bom... Isso eu não posso pro meter. Entende? :) &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Hum... Vc....er... Sei lá, fico sem jeito de perguntar, mas... Você só come as brancas? &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Não, não. Mas tenho preferência pelas damas. Adoro comê-las. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; As damas... Essas enganam. São as que mais comem, quantos estiverem pelo caminho. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Me dá licença? Acho que vou te comer. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Na minha casa ou na sua? &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Na sua. Depois eu paro na minha. Aliás, na posição que você está, dá até pra dar duas. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Assim você vai me ganhar. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Essa é a intenção. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Não bobeia. Quem vai comer agora sou eu. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Ai, ai... Vai com calma. Eu não quero que vire o jogo. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Iiihhh...Agora, já virou. Acontece... Relaxa. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Você engoliu tudo. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Ei, não esqueça que agora, sou uma dama. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Mas eu ainda posso comer. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Se você conseguir me pegar... &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Ah, não vem com esse joguinho. Vai ficar correndo agora de um lado pro outro? &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Não, bobinho... Já que você não me come mesmo, eu vou soprar você. Vem cá... &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Não faz isso... Deixa eu comer logo, vai? Senão esse joguinho não vai terminar nunca... &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Hum... Tá com pressa? &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Vai galar... &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Já? Segura um pouco, vê se não dá pra continuar. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Não dá... Aahhh, eu não agüento mais.... Galou. Galou. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; É... Deixa pra próxima. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Poxa...Desculpa. Iríamos passar dias aqui, sem conseguir terminar mesmo... &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Tá, tudo bem... Não sou muito boa de cama mesmo...er...digo...dama. &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; A culpa não foi sua, que é isso... Nós somos ótimos. Campeões. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Pelo menos, foi bom pra você? &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Hum... Um espetáculo... Ai, ai...Tá até me dando vontade de dar outra. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Ãh.... Acho que vou jogar sozinha... &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Sozinha??? Poxa... Mas nós estávamos indo tão bem... Não, não, volte aqui... &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; É, eu sei, eu sei... Mas quero me divertir sozinha. Sugere algum jogo? &lt;br /&gt;Amante_44 &gt; Forca. &lt;br /&gt;Bbzinha38 &gt; Paciência...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273870256847225?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273870256847225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273870256847225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273870256847225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273870256847225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2005/05/jogos-virtuais-umazinha-na-rede.html' title='Jogos Virtuais: umazinha na rede'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115280304290765215</id><published>2005-05-05T10:01:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T10:04:02.916-05:00</updated><title type='text'>Parece coisa de TV</title><content type='html'>&lt;em&gt;“A televisão me deixou burro, &lt;br /&gt;muito burro demais, &lt;br /&gt;agora vivo dentro dessa jaula &lt;br /&gt;junto com os animais"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Titãs, Televisão)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá estava ela. Parada no meio da sala. Estática, gigantesca, plana, única e uniforme. E mesmo ali, sem emitir uma palavra, um som, ela me convidada a sentar. Mexia comigo e queria que eu mexesse nela. &lt;br /&gt;Aproximei-me, estiquei as mãos a segundos de seu alcance e antes mesmo que pudesse tocá-la, senti os pêlos do braço arrepiarem-se todos. Recuei veloz. Que energia estranha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso segundo contato, quando me rendi a seus apelos silenciosos... Ela tinha muito a dizer ali, linda, cheia de cores, cheia de histórias maravilhosas. E eu era incapaz de pronunciar uma só palavra. Estava hipnotizado, sentado à sua frente, ouvindo-a contar tantas coisas sobre o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os encontros tornaram-se constantes e eu raramente, senão nunca consegui desviar a atenção. Muitas vezes chorei à sua frente, outras ri. Estava encantado com o mundo novo a que ela me carregava, com sua magia retórica e persuasiva. Ela era assim, sedutora, invasora e encantadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de dormir, ela estava lá, sempre falante. Contava histórias para que eu finalmente me entregasse ao sono. Mas eu só conseguia manter-me mais aceso. Os olhos tentavam em vão fechar-se e logo se abriam de novo para observá-la. Eu pedia silêncio. E ela então se calava, mas continuava ali, aquela imagem convidativa à insônia. Eu, a observava silenciosa, até que meu corpo desabasse de cansaço para enfim dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos almoços em família ela era sempre convidada. Falante. Não poupava esforços para distrair a quem estivesse presente na mesa. E minhas conversas com minha mãe, foram tornando-se monossilábicas até transformarem-se em um balançar de cabeças e finalmente reduzir-se a nada. Não havia mais diálogo. Ela dominava a atenção de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, tornamo-nos mais íntimos e ela foi se abrindo mais. Notei a quantidade de tristeza que ela carregava em si, desgraça, trauma, violência. Quantas vezes ela me contou coisas atrozes, experiências desumanas e me mostrou a morte de perto. Confessei-me chocado, dezenas de vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mostrou-se lasciva. Sexo, sexo. Uma nudez despudorada. Quanto mais tempo passávamos juntos, mais eu percebia o quanto ela gostava de se mostrar pra mim. Gostava. Mas depois de um tempo comecei a me senti desconfortável, ao lado dos outros, ao lado de meus sobrinhos pequenos. Mas ela não se importava, despia-se. Achei que aquilo já era demais. Queria um pouco menos de luxúria e mais atenção, que apesar disso, não tínhamos contato físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, de tanto observá-la fui aprendendo seus gracejos, suas entrelinhas, conhecia e reconhecia todas as suas artimanhas e sua personalidade devastadora e misteriosa. Percebi as vezes em que ela camuflou-se, manipulou a verdade. Escondia-me fatos ou simplesmente os contava da maneira que lhe conviesse. Forjou verdades, e eu, pobre de espírito, acreditava piamente. Tendenciosa. Apossou-se das agruras dos outros e transformou-a em show. Gostava de me mostrar como se aquilo pudesse me entreter. Sufocou-me. Iludiu-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contou-me festas magníficas, nas quais eu nunca estaria. Prometeu-me viagens, sonhos, carros, aventuras e até mulheres tão perfeitas, de cabelos e silhuetas impecáveis que eu nunca encontraria a não ser em um mundo de fantasia. Banquetes abarrotados de comidas cujo nome nem sequer sei pronunciar, prometeu fazer de mim rico, famoso e me disse que eu poderia ser melhor se usasse roupas caras, relógios importados e comprasse determinados produtos. Mas ela mentiu. Ela me usou. Falaciosa. Mostrou-me tanta riqueza e beleza, e eu sentia-me cada dia mais fraco, feio, menos atraente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei evitá-la. Tentei não manter mais contato. Mas ela já havia invadido tanto minha vida, minha casa. Minha família, minha índole, minha estima já havia sido corrompida, minha mente expurgada. Injetou-me conceitos, preconceitos que se agarraram em mim de uma forma, a qual não me permitia mais expulsá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei esquecê-la. Não ligava mais. Nem sei se ela sentiu. Procurei concentrar-me em outras coisas. À noite, pensava nela, e sentia falta de ouvi-la até tarde, mas apagava as luzes e tentava encontrar o sono. Para esquecê-la, dediquei-me à coisas que há muito havia esquecido. Ouvi mais música, conheci novos cantores, novas melodias, li tantos livros que há tanto tempo criavam poeira em minhas estantes, e me senti mais sábio, mais preenchido, cheio de coisas novas e lindas a contar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reaprendi a pensar, a analisar e não mais me envolver em qualquer conversa. Conheci lugares, pessoas, me senti mais forte. Tão forte a ponto de resistir à tentação, quando a via em algum lugar. Não sentia mais saudade. Já era capaz até mesmo de sentar um pouco e ouvi-la por alguns instantes, mas... Sabia que aquela relação estava definida. Não me encantava mais com suas mentiras, não me comprava mais sua beleza. Estava farto. Olhava-a indiferente e até um pouco crítico e logo me despedia. Estava livre daquela relação egoísta. Tinha agora outras coisas a fazer... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela, não se importava. Nunca se importou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115280304290765215?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115280304290765215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115280304290765215&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280304290765215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280304290765215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2005/05/parece-coisa-de-tv.html' title='Parece coisa de TV'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115273829759366792</id><published>2005-04-07T16:02:00.000-05:00</published><updated>2006-07-12T16:04:57.596-05:00</updated><title type='text'>Conto de Terceiras Intenções</title><content type='html'>Chamava-se Armando Augusto Pereira, assim, três nomes, com três sílabas cada. Nascera no dia 3 do mês 3, do ano de 1933, o terceiro de três irmãos. Morara na Três de Maio a vida inteira, nunca se mudara. Falava três línguas, português, inglês e alemão. Casara-se três vezes, a última com sua terceira namorada, a que fizera o terceiro científico com ele. Chamava-se Denise, era gaúcha, linda e o tempo a tornou ainda mais bela. Tinha três pintas no rosto. “Santa Maria, Pinta e Nina. Tri-charmosa”, ele dizia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na competição da escola, quando era tri atleta, que a conheceu. Lá estava ela, na terceira fila, despretensiosa, olhando o fim da corrida. Ele liderava a disputa, quando por três segundos, três segundinhos distraiu-se, a viu. Chegou em terceiro lugar. Ela sorriu, aproximou-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso dar três palavrinhas com você?&lt;br /&gt;- Tenho três minutos apenas, falou ofegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse que ele havia sido ótimo durante o percurso e que seriam da mesma turma, da sala 303. Ele já havia visto Denise, umas três vezes. &lt;br /&gt;- Você chegou em terceiro, mas foi o melhor. – ela, flertou.&lt;br /&gt;- O importante pra mim é estar entre os três. 1º, 2º ou 3º, não importa. O resto é que não interessa, você já viu 4º lugar ser considerado?&lt;br /&gt;- É... Pensa assim: um é pouco, dois é bom e três é demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram umas três vezes e começaram a namorar. Foram assistir “Os Três Mosqueteiros”. O relacionamento foi ficando quente. De cara, ele deu logo três. Era bom. E era assim, ficavam umas três horas no rala e rola.&lt;br /&gt;  - Vamos fazer uma loucura? – Ela sugeriu, com três meses de namoro.&lt;br /&gt; - Uma, não. Três. – Ele respondeu, empolgado.&lt;br /&gt; - Vamos fazer swing, troca de casais pra apimentar.&lt;br /&gt; - Swing? Não...Quatro já é suruba. Na cama o máximo é três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram um ménage a trois, três vezes. Já estava na hora de parar. Três vezes era um número bom. Iam fazer três anos de namoro, quando Armando pediu sua mão em casamento. Ela demorou três dias para responder. Ele estava aflito. Ela recusou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armando chorou por três dias e logo conheceu outra, e casou-se para curar a mágoa. O casamento não durou três anos. Separou. Reencontrou Denise, por acaso. Tiveram um leve affair de três meses, e então ele a pediu pela segunda vez. Ela recusou. Ele decidiu esquecê-la e conheceu outra moça, com quem casou-se pela segunda vez. Mas não deu certo, ela tinha mania de fazer coisas em par, e o Armando era ímpar. Foi quando decidiu tentar pela terceira e última vez - sim, porque não se passa de três -com a Denise. Passaram três horas ao telefone, daí a três dias encontraram-se, às três da tarde e ele a pediu novamente em casamento. “Sim, sim, e sim”, ela falou. Aceitara na terceira vez, era um sinal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armando e Denise casaram-se e tiveram três filhos. Viviam muito felizes, quando na terceira boda do casal, o casamento começou a desandar. Armando começou a suspeitar de algo estranho. Ela chegava três vezes na semana atrasada do trabalho. “Tenho reunião até as três da manhã”. Estranho. Armando pegara três telefonemas esquisitos e encontrara três bilhetes em suas coisas. Não teve dúvidas, eles estavam tendo uma vida a três. Três dias depois, Armando esperou durante três horas Denise chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente-se - Ele disse seco.&lt;br /&gt;- O que foi, querido?&lt;br /&gt;- Tenho três perguntas a lhe fazer. Responda-me com sinceridade.&lt;br /&gt;- Pois faça.&lt;br /&gt;- Está me traindo? Com quem? E por quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desabou. Ficou vermelha, sem saída. Respondeu trêmula, enquanto três lágrimas escorriam do rosto. Não respondia nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Responda, Denise! Só vou contar até três antes de levantar-lhe a mão! Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três!&lt;br /&gt;- Eu te traí, Armando. Não fazemos sexo há três anos!&lt;br /&gt;- Mas Denise... Não acredito que esteja fazendo sexo com terceiros! Foi só uma vez? Me diga!&lt;br /&gt;- Sim. &lt;br /&gt;- É mentira! &lt;br /&gt;- Tem razão, Armando. Você não merece. Foram duas.&lt;br /&gt;- Duas, duas? Como assim duas? &lt;br /&gt;- Duas, de duas vezes.&lt;br /&gt;- Denise, não minta pra mim!!!&lt;br /&gt;- Foram duas. – ela insistia, seca.&lt;br /&gt;- Não é possível! Só duas, é impossível! &lt;br /&gt;- Foram duas.&lt;br /&gt;- Você vai me matar, me matar! Não... Se fosse uma só, você poderia se arrepender, mas duas, quem faz duas faz três, faz três!&lt;br /&gt;- Foram d-u-a-s.&lt;br /&gt;- Arrrrgh! Eu não posso te perdoar! Você me traiu! Fez duas, duas. Denise!  Três, três, três, Denise! Por que não me traiu três vezes?! Não, não, duas vezes não. Eu não posso te perdoar, Denise, me desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez três malas, beijou os três filhos, pegou o terceiro táxi que passou e nunca mais apareceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115273829759366792?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115273829759366792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115273829759366792&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273829759366792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115273829759366792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2005/04/conto-de-terceiras-intenes.html' title='Conto de Terceiras Intenções'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-31025667.post-115280174188967667</id><published>2005-04-07T09:39:00.000-05:00</published><updated>2006-07-13T09:42:21.900-05:00</updated><title type='text'>Conto de Terceiras Intenções</title><content type='html'>Chamava-se Armando Augusto Pereira, assim, três nomes, com três sílabas cada. Nascera no dia 3 do mês 3, do ano de 1933, o terceiro de três irmãos. Morara na Três de Maio a vida inteira, nunca se mudara. Falava três línguas, português, inglês e alemão. Casara-se três vezes, a última com sua terceira namorada, a que fizera o terceiro científico com ele. Chamava-se Denise, era gaúcha, linda e o tempo a tornou ainda mais bela. Tinha três pintas no rosto. “Santa Maria, Pinta e Nina. Tri-charmosa”, ele dizia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na competição da escola, quando era tri atleta, que a conheceu. Lá estava ela, na terceira fila, despretensiosa, olhando o fim da corrida. Ele liderava a disputa, quando por três segundos, três segundinhos distraiu-se, a viu. Chegou em terceiro lugar. Ela sorriu, aproximou-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso dar três palavrinhas com você?&lt;br /&gt;- Tenho três minutos apenas, falou ofegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse que ele havia sido ótimo durante o percurso e que seriam da mesma turma, da sala 303. Ele já havia visto Denise, umas três vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você chegou em terceiro, mas foi o melhor. – ela, flertou.&lt;br /&gt;- O importante pra mim é estar entre os três. 1º, 2º ou 3º, não importa. O resto é que não interessa, você já viu 4º lugar ser considerado?&lt;br /&gt;- É... Pensa assim: um é pouco, dois é bom e três é demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saíram umas três vezes e começaram a namorar. Foram assistir “Os Três Mosqueteiros”. O relacionamento foi ficando quente. De cara, ele deu logo três. Era bom. E era assim, ficavam umas três horas no rala e rola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos fazer uma loucura? – Ela sugeriu, com três meses de namoro.&lt;br /&gt;- Uma, não. Três. – Ele respondeu, empolgado.&lt;br /&gt;- Vamos fazer swing, troca de casais pra apimentar.&lt;br /&gt;- Swing? Não...Quatro já é suruba. Na cama o máximo é três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram um ménage a trois, três vezes. Já estava na hora de parar. Três vezes era um número bom. Iam fazer três anos de namoro, quando Armando pediu sua mão em casamento. Ela demorou três dias para responder. Ele estava aflito. Ela recusou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Armando chorou por três dias e logo conheceu outra, e casou-se para curar a mágoa. O casamento não durou três anos. Separou. Reencontrou Denise, por acaso. Tiveram um leve affair de três meses, e então ele a pediu pela segunda vez. Ela recusou. Ele decidiu esquecê-la e conheceu outra moça, com quem casou-se pela segunda vez. Mas não deu certo, ela tinha mania de fazer coisas em par, e o Armando era ímpar. Foi quando decidiu tentar pela terceira e última vez - sim, porque não se passa de três -com a Denise. Passaram três horas ao telefone, daí a três dias encontraram-se, às três da tarde e ele a pediu novamente em casamento. “Sim, sim, e sim”, ela falou. Aceitara na terceira vez, era um sinal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Armando e Denise casaram-se e tiveram três filhos. Viviam muito felizes, quando na terceira boda do casal, o casamento começou a desandar. Armando começou a suspeitar de algo estranho. Ela chegava três vezes na semana atrasada do trabalho. “Tenho reunião até as três da manhã”. Estranho. Armando pegara três telefonemas esquisitos e encontrara três bilhetes em suas coisas. Não teve dúvidas, eles estavam tendo uma vida a três. Três dias depois, Armando esperou durante três horas Denise chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sente-se - Ele disse seco.&lt;br /&gt;- O que foi, querido?&lt;br /&gt;- Tenho três perguntas a lhe fazer. Responda-me com sinceridade.&lt;br /&gt;- Pois faça.&lt;br /&gt;- Está me traindo? Com quem? E por quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desabou. Ficou vermelha, sem saída. Respondeu trêmula, enquanto três lágrimas escorriam do rosto. Não respondia nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Responda, Denise! Só vou contar até três antes de levantar-lhe a mão! Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três!&lt;br /&gt;- Eu te traí, Armando. Não fazemos sexo há três anos!&lt;br /&gt;- Mas Denise... Não acredito que esteja fazendo sexo com terceiros! Foi só uma vez? Me diga!&lt;br /&gt;- Sim. &lt;br /&gt;- É mentira! &lt;br /&gt;- Tem razão, Armando. Você não merece. Foram duas.&lt;br /&gt;- Duas, duas? Como assim duas? &lt;br /&gt;- Duas, de duas vezes.&lt;br /&gt;- Denise, não minta pra mim!!!&lt;br /&gt;- Foram duas. – ela insistia, seca.&lt;br /&gt;- Não é possível! Só duas, é impossível! &lt;br /&gt;- Foram duas.&lt;br /&gt;- Você vai me matar, me matar! Não... Se fosse uma só, você poderia se arrepender, mas duas, quem faz duas faz três, faz três!&lt;br /&gt;- Foram d-u-a-s.&lt;br /&gt;- Arrrrgh! Eu não posso te perdoar! Você me traiu! Fez duas, duas. Denise!  Três, três, três, Denise! Por que não me traiu três vezes?! Não, não, duas vezes não. Eu não posso te perdoar, Denise, me desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez três malas, beijou os três filhos, pegou o terceiro táxi que passou e nunca mais apareceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31025667-115280174188967667?l=tirandopo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tirandopo.blogspot.com/feeds/115280174188967667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=31025667&amp;postID=115280174188967667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280174188967667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/31025667/posts/default/115280174188967667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tirandopo.blogspot.com/2005/04/conto-de-terceiras-intenes_07.html' title='Conto de Terceiras Intenções'/><author><name>Luly Mendonça</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11367079693887219567</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://i104.photobucket.com/albums/m178/lulymendonca/window.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
